sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O "IVA da luz" como momento simbólico da política nacional



Até poderia ter acontecido (veja-se o caso da restauração, onde não aconteceu) que a descida do "IVA da luz" baixasse o preço da electricidade. 
O certo é que se criou uma expectativa que depois foi iludida, num turbilhão de desespero, de oportunismo político e de medo do sufrágio eleitoral. O PS teve medo de ir de novo a eleições, o PSD teve medo das próprias sombras. O CDS teve medo de tudo e de mais alguma coisa. O PCP já vive no medo de perder ainda mais votos, sabendo que vai sempre perdê-los. O BE teve medo de não ser igual ao PCP. O PAN teve medo de perder o apoio do PS. A "não inscrita" teve medo de perder o lugar. Não são coisas que os eleitores compreendam, nesta altura.
A imagem dos "políticos" saiu muito emporcalhada disto tudo. Com exceção dos deputados da Iniciativa Liberal e do Chega! 
Esta e outras situações explicam a abstenção nas urnas e a ascensão do "populismo".
Não se queixem. Ou alegrem-se. Porque a desgraça de uns é a vitória dos outros.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

O social-comunismo da treta e a "queima" dos livros


A política de distribuição gratuita de manuais escolares inaugurada pelo governo PS/PCP/BE, e agora reafirmada (da pior maneira) no processo de aprovação do Orçamento de Estado para 2020, é uma das medidas mais estúpidas desta gente.
Em primeiro lugar, ela devia abranger os alunos das famílias pobres (ou "carenciadas"), que até são objecto de apoios diretos do Estado, e não ser generalizada às famílias que podem pagá-los, e muito mais. 
Em segundo lugar, este processo foi sempre perturbada pela tentativa de garantir que os manuais usados (e devolvidos às escolas) estavam em condições de serem utilizados. E muitos não estavam. Não parece ter havido a tentativa, por parte das editoras, de criar dois tipos de livros: os que podiam ser riscados (e mais maltratados) e os outros.
A situação mudou, e para pior. A partir de agora, estraguem, risquem, danifiquem à vontade: por proposta do PCP no Parlamento, já não é preciso devolver os manuais.
Em tempos, escrevia-se muito sobre a necessidade de os manuais (comprados) serem de utilização renovada pelas famílias, para que não tivessem de gastar tanto dinheiro a comprar novos, em cada ano lectivo. Agora, como é o Estado a pagar (ou seja, nós todos), podem estragar à vontade.
Quem não se preocupa em tratar bem os livros (se é que sabe o que são livros) fica desresponsabilizado. 
As crianças e os jovens (e, para a maioria, os manuais escolares devem ser os únicos livros com quem estarão em contacto durante a sua vida) já não precisam de ser "ensinados" a estimar os livros. 
E as editoras de livros escolares ganham mais, porque assim já vendem mais manuais.
Mas no fim, ao menos, o PCP vai perder mais votos porque os alegres destinatários desta política facilitista e esbanjadora sabem que é o PS que, no Governo, tem as chaves do cofre e não o seu grupo de sabujos do capital que Jerónimo de Sousa capitaneia. E vão votar em quem?... No PS, claro.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Notas de prova

Quinta da Fata — Tinto 2010 Talhão do Alto — DOC Dão - Magnum
Touriga Nacional
Quinta da Fata, Vilar Seco, Nelas
13% vol.
Magnífico!


Notas de prova


Bacelo Novo — Tinto 2015 — DOC Douro
Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão e Tinta Barroca
Enoteca/Barão de Vilar Vinhos, Vinha Nova de Gaia 
13% vol.
Bom!

Notas de prova



Quinta Valle Madruga — Tinto 2015 — DOC Trás-os-Montes
Touriga Nacional (50%) e Touriga Franca (50%) 
ERTA - Sociedade Agrícola, Valpaços
14,5% vol.
Muito bom.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Números


Fragmento da 1.ª página da "Gazeta das Caldas", 24.01.20

Sem que se perceba bem porquê, a Junta de Freguesia de Santo Onofre e Serra do Bouro, de Caldas da Rainha, decidiu fazer um "apanhado" dos estrangeiros residentes na zona da capital do concelho denominada Santo Onofre e na região rural da Serra do Bouro (onde moro). 
O resultado apareceu numa informação do exíguo site da Junta de Freguesia (aqui) e numa notícia da "Gazeta das Caldas". Os pormenores são igualmente exíguos e no tratamento da informação recolhida no respectivo "estudo", atribuído à empresa local Partnia, o que ressalta é o invariável fascínio pelos números. Quanto ao "miolo" da coisa, nada mais se consegue saber.
Interessado no assunto, perguntei à Junta de Freguesia como é que posso ter acesso ao "estudo" que decerto não podem querer sonegar aos contribuintes que o pagaram, ou vão pagar.
Espero ter resposta. 

Ler jornais já não é saber mais (73): um pretenciosismo imarcescivelmente burro

Trabalha-se nos jornais, escreve-se um livrito ou dois, papam-se uma gajas e depois, lá no fundo, o que existe é isto:


Pergunta: Um livro?
Resposta: "O Quarteto de Alexandria", de Lawrence Durrell, só para citar um de entre muitos que me marcaram.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Uma insistência curiosa


Tenho o "selo do carro" para pagar até ao dia 31 de Janeiro. É preciso ir ao site da Autoridade Tributária, escolher o veículo (só tenho um…), fazer sair o documento de pagamento, tomar nota ou descarregá-lo. O custo, sempre a subir, é uma filha-da-putice, o trabalho para lá chegar é tudo menos apetecível.
Mas, este ano, no dia 8 de Janeiro, a AT enviou-me um e-mail a avisar-me de que o devia fazer. Está bem. Em 15 de Janeiro voltou a insistir, mas com bónus: já vinha a referência para pagamento e o valor. Tomei a devida nota. Hoje, 24 de Janeiro, insistiu e com o mesmo bónus.
No meio da legião de pagamentos que o Estado nos exige, há sempre o risco de um esquecimento e já se sabe que, numa situação dessas, ficamos quase como os hereges ficavam diante da Inquisição: deixamos de ser "caro contribuinte" para passarmos à situação de vítima. Por isso, de certo modo, fica bem que nos avisem.
Não percebo é a insistência. É como se, feito o favor, pairasse um certo desespero: o gajo paga ou não paga?!
Calma, senhores inquisidores. Pagarei, claro.

Boas notícias...


"i", 23.01.20

Se ficarem entalados entre a mediática socialista radical Ana Gomes e o não menos mediático André Ventura (que ainda pode ir buscar muitos eleitores órfãos do PSD rioista e do CDS), Marcelo Rebelo de Sousa pode ter de enfrentar uma campanha eleitoral presidencial difícil (1.ª volta) e inquietante (2.ª volta) e António Costa, tendo de o apoiar, perder, de uma forma ou de outra, o colinho de Belém que tanto jeito lhe tem dado.