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terça-feira, 10 de outubro de 2017
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Notas de prova
Campolargo Baga - Tinto 2011 - Bairrada
Baga
M.S. Campolargo, Herdeiros, Quinta de S. Mateus (Anadia)
13% vol.
Muito bom.
Notas de prova
Casa das Gaeiras - Tinto 2015 - DOC Óbidos
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Syrah
Parras Vinhos (Maiorga, Alcobaça)
13,5% vol.
Muito bom.
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
O frete da "Gazeta das Caldas" que envergonha o jornalismo
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| "Ó senhor presidente, dê aí um subsidiozinho..." |
Que a "Gazeta das Caldas" (ou só o seu director?) nutre um fascínio cúmplice pelo presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha já se sabe. Mas, mesmo sabendo-se, seria difícil pensar que a coisa fosse tão longe.
A manchete de hoje deste jornal regional (que se reivindica de certos pergaminhos) é um incomensurável frete ao PSD local e uma vergonha para o jornalismo.
A "Gazeta das Caldas" tem a obrigação de perceber tudo aquilo que qualquer pessoa com um mínimo de sentido político e de compreensão das realidades facilmente vê.
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha leva a sua influência avassaladora a um número indeterminável de habitantes da região (ou seja, eleitores) e fá-lo através do mais simples dos elementos: o dinheiro.
É o pessoal que trabalha nas estruturas municipais, são as associações mais diversas do concelho, são as empresas daqui e dos arredores (e que aqui contratam) chamadas para as mais variadas obras públicas. De uma forma ou de outra, é a Câmara a financiar grande parte deste universo. E na Câmara manda o presidente. Portanto, convém manter tudo como está.
E não é só o dinheiro que pode influenciar ou determinar o sentido de voto dos eleitores.
O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha beneficiou de uma campanha propagandística que começou, praticamente, com a sua chegada ao poder, ainda em 2013. Festas, obras, espectáculos, iniciativas diversas... O candidato do PSD local que tanto embevece este jornal esteve em todas. (E foi assim, também, que o PS conseguiu melhores resultados nas eleições locais. Será de pensar que a "Gazeta" está de acordo com estes procedimentos?)
O candidato esteve também em numerosas fotografias da própria "Gazeta". E várias vezes na mesma edição do seu rival, o "Jornal das Caldas" que, pelo menos, mantém algum distanciamento institucional com a Câmara.
Um jornalismo sério (que pode ser praticado mesmo quando o director de um jornal não é jornalista) exporia estes simples factos. Que explicam que a vitória (venerada também, com direito a "Dr. Tinta Ferreira" e tudo, na coluna de opinião da última página) até foi, afinal, diminuta. Controlando, como controla, a vida do concelho, até admira que a percentagem não fosse aos 100 por cento.
Este frete ao poder (significativamente ao lado de um texto do director a lamentar-se por a vida "não estar fácil" para a imprensa regional...) consegue ser até mais do que um frete.
O estilo ordinário da opinião final recomenda que disto se diga que, mais do que um frete, o modo como a "Gazeta das Caldas" se pôs de joelhos perante o poder do PSD local é mais próprio de um... alfinete de peito. Que engula até ao fim e que lhe faça bom proveito.
*
O jornalismo apoia-se em factos (ou deve fazê-lo, se não ressalva que se trata de especulação ou opinião).
Não há, neste lamentável caso, um único elemento que sustente a manchete.
Não é pela "Gazeta das Caldas" que ficamos a saber, por exemplo, qual é a percentagem obtida pelo PSD a nível nacional e qual a percentagem obtida pelo PSD caldense. Nem em câmaras municipais, nem em assembleias municipais, nem em assembleias de freguesia. Nada. Zero absoluto.
E, tecnicamente (e deontologicamente), só pela comparação entre percentagens é que se poderia chegar a uma comparação entre o PSD de Caldas da Rainha e o PSD nacional. Na sua ausência, e mesmo só considerando o aspecto factual, a manchete da "Gazeta" não é notícia. É só opinião. Mas sem sustento no veículo que usa.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Notas de prova
Marginal - Tinto 2014 Reserva - Vinho Regional Lisboa
Touriga Nacional, Syrah e Tinta Roriz
Parras Wines (Maiorga, Alcobaça)
13,5% vol.
Bom!
Notas de prova
Mundus - Tinto 2013 - Vinho Regional Lisboa
Castelão, Aragonez e Syrah
Adega Cooperativa da Vermelha
13% vol.
Interessante.
Porque é que Costa e o seu PS ainda continuam a precisar de eleições antecipadas
Defendi aqui que o actual chefe do Governo e secretário-geral do PS precisa, tal como o seu partido, de eleições legislativas antecipadas. A vitória eleitoral nas eleições autárquicas (39 por cento, cerca de 6 pontos mais do que a vitória “poucochinha” do anterior secretário-geral do PS, António José Seguro) não afastou essa necessidade.
E eis porquê.
1
Houve quem dissesse que estas eleições eram a “desforra” nas urnas da derrota do PS nas eleições legislativas de há dois anos. Não são.
O resultado destas eleições fez-se de resultados locais. E foi obtido com uma distribuição copiosa de aumentos salariais na função pública e nos reformados e pensionistas (até pouco menos de dois meses das eleições), em dinheiro bem sonante no final do mês mas também com promessas abundantes de ganhos futuros.
O consumo interno e o crédito aumentaram, em resultado do aumento do poder de compra. Mas esta política de distribuição de benefícios à função pública vai durar para sempre?
O PS (o único partido da tríade governativa a colher os louros da compra de votos) tem de ir a eleições sem essa almofada. De outro modo, está a partir de uma vantagem ilegítima, garantida pelo domínio do Estado.
2
O BE não teve, nestas eleições (locais, repete-se), melhores resultados do que em 2015. Foi como se não tivesse investido na solução de governo actual. E, tendo investido, perdeu parte do seu capital. O que vai acontecer nas eleições legislativas de 2019? Até que ponto é que o BE vai querer continuar amarrado ao PS?
O PCP teve uma derrota eleitoral assinalável. Se, por via dos sindicatos e da agitação, conseguiu ganhos para o que pensava ser o seu eleitorado, os louros desses benefícios foram para o PS. Vale a pena ao PCP continuar a apoiar um governo que, em termos práticos, de pouco lhe serve, e até acaba por lhe ser prejudicial?
Ou seja: o BE e o PCP vão continuar comprometidos com o PS, que até pode vir a ganhar uma maioria absoluta, por mais dois anos?
A situação deixou de ser segura para o PS e para o seu secretário-geral e chefe do Governo.
3
O PS só tira pleno partido do Governo e do Estado quando tem maioria absoluta ou quando, como neste caso (e com um comprometimento do BE e do PCP com coisas noutras circunstâncias não “engoliriam”), pode usar a administração pública para se financiar, distribuir lugares aos seus e satisfazer os amigos.
Se esta solução falhar, o que fará?
4
Talvez por um certo complexo de inferioridade (com uma boa dúzia de razões, infelizmente naturais em pessoas fracas e inseguras de si), António Costa abomina Pedro Passos Coelho. E, apesar de tudo, não se pode dizer ainda (hoje) que estas eleições tenham afastado o presidente do PSD da vida política portuguesa.
A humilhação de Outubro de 2015 ainda pesa ao actual chefe do Governo. Se, por hipótese, Pedro Passos Coelho continuar à frente do PSD por mais dois anos, a recordação da humilhação persistirá. Além disso, quem sabe se o PSD não conseguirá recuperar em dois anos e, seja lá como for e com um dirigente pouco amigo da lógica do “bloco central”, ameaçar em definitivo o PS?
Eleições antecipadas resolveriam este problema.
5
O PS aparece demasiado dependente do Presidente da República que, às vezes, até parece ser o primeiro-ministro do primeiro-ministro. Também é certo que, por outro lado, é muitas o PR que parece demasiado dependente deste Governo e do PS, como se alguma coisa houvesse que o fizesse refém do PS.
A legitimidade democrática que fosse eventualmente ganha nas urnas nacionais esolveria o problema e evitaria, caso o PS ganhasse (como o indicam as sondagens, de uma ou duas empresas, que têm sido publicadas), que um dia o PR, por hipótese, lhe atirasse à cara que ele, o PR, ganhou as eleições nas urnas e que o PS só ganhou o Governo nas secretarias parlamentares.
6
Finalmente, e supondo que o PSD até poderia ganhar entretanto um novo líder mais aberto (mesmo que subalternizado) a um entendimento com o PS, eleições antecipadas permitiriam ao PS libertar-se do BE e do PCP (que em certas matérias terão sempre posições antagónicas relativamente ao PS “normal”). E permitiriam também garantir um apoio complacente e a formação de um governo PS e PSD. Ou seja, do “bloco central”.
O PS que não é da extrema-esquerda, António Costa em alguns dias da semana e o actual Presidente da República adorariam que isso acontecesse. Dava-lhes jeito e aos seus amigos.
E não é, portanto, por aqui que passa o ódio, recalcado e frustrado, de António Costa a Pedro Passos Coelho?
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
A dinâmica das ilusões (19): os resultados em Caldas da Rainha
Eis os resultados das eleições autárquicas em Caldas da Rainha:
Portanto:
1. O PSD aumentou confortavelmente a sua votação relativamente a 2013, tendo mais votos para a Câmara Municipal do que para a Assembleia Municipal.
2. O PS conseguiu mesmo ficar em segundo lugar. Terá beneficiado, como aconteceu em termos nacionais, da compra de votos por parte do Governo, que tem sido paga na função pública em aumentos salariais.
3. O CDS perdeu votos e, com eles, o único lugar de vereador de que dispunha. A campanha digna que fez merecia ter tido mais votos.
4. O PCP também aqui perdeu votos.
5. O BE aumentou a sua votação, ultrapassando o PCP e recuperando um lugar na Assembleia Municipal.
6. Os votos no MVC em 2013 (e depois perdidos) devem ter sido transferidos para o PS e para o BE.
*
Até sexta-feira passada, dia 29 de setembro, último dia da campanha eleitoral, não me chegaram (na simples qualidade de eleitor) informações sobre a composição das listas, sobre os seus programas e/ou um link para onde essas informações pudessem estar on line.
domingo, 1 de outubro de 2017
Abstenção
Pela primeira vez não estive a seguir a "noite eleitoral" das televisões. A partir das sondagens, às oito horas, não estive para ouvir o desfile dos comentadores nem para ver a corja do PS a vangloriar-se.
Optei por ver "Wonder Woman", bem mais divertido e emocionante e com uma Gal Gadot que vence, em tudo!, as criaturas dos vários shows televisivos.
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