quinta-feira, 7 de outubro de 2021

O ódio badocha aos ginásios (6): a Portugal Activo de mão estendida, cuecas de fora e fralda na cara

 




A associação dos ginásios (que se chama Portugal Activo e devia chamar-se Portugal Passivo) agiu como agem quase todas as associações empresariais: ajoelhou-se perante o Governo e o coio de fanáticos idiotas que é a DGS, de mão estendida e, como sempre, de tanto se abaixar ficou com as cuecas à mostra.

O levantamento de restrições resumiu-se ao aumento da capacidade de acolhimento de mais clientes. Com mais clientes, há mais dinheiro e muitos ginásios e os seus profissionais conseguirão recuperar o muito que perderam com os "confinamentos". Ainda bem.

Mas, com esta abertura, veio a continuação do fetiche das máscaras e, supremo disparate, a DGS a "recomendar" que até a treinar se ande de fralda na cara. E a Portugal Activo, subserviente e submissa, aceitou. Poderia ter feito melhor. Mas o medo é uma coisa terrível...



quarta-feira, 6 de outubro de 2021

17 motivos para usar máscara convictamente




- Porque há um bicho

- Porque mostra apoio ao Governo

- Porque a ciência do Governo é que sabe

- Porque a DGS é que manda

- Porque é politicamente correcto

- Porque os repórteres das televisões usam

- Porque os orientais usam

- Porque é mais barato esconder a boca do que ir ao dentista

- Porque é preciso esconder os problemas de pele

- Porque se é feio

- Por falta de amor-próprio

- Para assaltar uma loja

- Porque "não quero chatices"

- Porque está muito frio para lavar a cara

- Porque o patrão é que manda

- Porque não dá jeito pôr o álcool-gel na cara

- Porque também se usam cuecas


terça-feira, 5 de outubro de 2021

Notas de prova


Quinta do Vale — Tinto 2016 Premium — Dão DOP Sub-Região Serra da Estrela 
Tinta Roriz, Alfrocheiro e Touriga Nacional
Seacampo, Sociedade Agrícola Lda., Vila Nova de Tázem
13% vol.
Desinteressante.





Marquês de Marialva — Tinto Reserva 2015 — DOC Bairrada 
Baga
Adega Cooperativa de Cantanhede, Cantanhede
13,5% vol.
Bom!



Quinta da Lapa Selection — Tinto 2017
Touriga Nacional, Syrah, Castelão e Alicante Bouschet
Agrovia - Sociedade Agro-Pecuária, SA - Quinta da Lapa, Manique do Intendente
13,5% vol.
Bom!
(Bebido no restaurante Marta's Place, em Caldas da Rainha, 
a acompanhar pratos diversos)



Mocho Galego Signature — Tinto 2017 — Vinho Regional Alentejano 
Aragonez, Touriga Nacional e Trincadeira
Sociedade Agrícola D. Diniz, SA - Monte da Ravasqueira, Arraiolos
13,5% vol.
Bom.


Antão Vaz — Branco 2020 — Vinho Regional Alentejano
Antão Vaz
Adega Cooperativa de Redondo, Redondo
12,5% vol.
Bom!

Censura? Talvez...

Quando me mudei de Lisboa (arredores) para Caldas da Rainha (arredores), um dos problemas que tive foi o da minha biblioteca de décadas: o que é que poderia fazer aos poucos milhares de livros que reunira e que não tinham espaço na nova casa? 

A biblioteca municipal do concelho onde morava rejeitou-os. Uma escola rejeitou-os. O centro "cultural" da minha nova Junta de Freguesia rejeitou-os. A biblioteca do Estabelecimento Prisional de Lisboa (num contacto intermediado por um psicólogo que acompanhava uma pessoa de família) aceitou uma parte. Finalmente, a Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha aceitou os livros que restavam e eu fiquei muito satisfeito por ver o interesse profissional e pessoal demonstrado pelo seu pessoal. Uns livros ficariam, outros seriam doados, mas nenhum iria para o lixo.

A Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha acolheu a apresentação de dois dos romances da minha autoria. Tive sempre a preocupação de oferecer para a sua colecção o que ia publicando e outros livros, mais recentes e revistas estrangeiras que poderão ser interessantes para alguns leitores.

Mas chegou um momento em que me interrogo se tal se justifica. Há poucos anos, a Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha pôs livros da sua colecção na praia da Foz do Arelho e nenhum dos meus fazia parte dos escolhidos. Recentemente, fez recomendações mensais e o meu livro mais recente, "O Último Refúgio" foi ignorado.

Se eu tivesse a responsabilidade de fazer, ou de recomendar, qualquer escolha de livros para o público em geral, não deixaria de contemplar autores contemporâneos, em actividade e residentes na região onde fizesse essa escolha, com especial destaque (à falta de crivo mais rigoroso) para obras publicadas por editoras a sério (omitindo edições "de autor", de avaliação mais problemática).

Não foi esta a opção de quem seleccionou livros na Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha. Numa coincidência temporal com as minhas críticas, e a sua constância, à Câmara Municipal de Caldas da Rainha, à sua gestão e ao seu medíocre universo de poder.

Exclusão com base em censura? Não sei, embora possa supor que sim. Procurando esclarecer a minha dúvida, inquiri a direcção da Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha. Não tive resposta.

Censura, portanto? Talvez.

De qualquer modo... mais livros, ou revistas, para a Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha? Não. Se alguém quiser ler os meus livros, que os vá comprar.


*


Sobre esta questão, a directora da Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha enviou-me hoje (6.01.21) a seguinte resposta: 

Na verdade, no último cartaz que publicámos no facebook, com as novidades bibliográficas não está o seu recente livro, que terá sido um lapso, no entanto, se consultar o nosso catálogo online (bibliotecas.mcr.pt) verifica que está nos destaques.

No espaço físico da Biblioteca, sempre que temos livros novos oferecidos ou comprados, colocamos sempre no balcão de recepção para maior visibilidade dos leitores.
Reitero as minhas desculpas pelo lapso e agradeço muito reconhecidamente a oferta dos seus livros à Biblioteca Municipal, que muito têm enriquecido o nosso fundo documental.



segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Bichos

Desta espécie é que nunca tinha visto por aqui: uma pavoa. 

Fugidia, não permitiu melhor fotografia. Escapou-se ao ataque de um gato, que tinha menos de metade do seu tamanho. E depois desapareceu.





O mascarado da triste figura

 


sábado, 2 de outubro de 2021

Bom gosto e cidadania

Aqui onde moro, numa povoação a que os serviços municipais pouco ligam, um vizinho fez uma obra de impacto público.

Numa rua de bermas mal cuidadas por esses serviços, e de obra deficiente (cortesia da construtora amiga do ex-presidente da Câmara Municipal), esse vizinho resolveu circundar as suas terras, que davam para essa mesma rua, com paralelepípedos em pedra, formando uma espécie de muralha que se prolonga por vários metros. O resultado é imponente e dá a esta modesta rua um aspecto completamente diferente e mais digno. De uma penada, o autor da obra mostrou que tem bom gosto e ofereceu à povoação uma rua nova, ou renovada.





Esperar-se-ia que a junta de freguesia (corporizada na União de Freguesias de Santo Onofe e Serra do Bouro) viesse acabar o trabalho na parte que lhe compete (as bermas) e, por exemplo, aproveitar esta obra para fazer um passeio. Aqui, como na generalidade das freguesias rurais, e onde há pessoas a andar a pé e por vários motivos, passeios são coisas que não existem. Mas isso já será esperar muito de quem se tem estado permanentemente nas tintas para as freguesias rurais.