quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ler jornais já não é saber mais (4): as dívidas da Imprensa


Uma imprensa endividada, em crise e com menos leitores e menos publicidade, não pode ser livre se as administrações, as direções e os seus redactores estiverem dependentes de quem comprou, ou vai comprar, ou financiar, um órgão de comunicação social. (Notícia completa aqui.)


Capa do "i", 22.011.16

13 anos

Pessoa amiga abriu-me há poucas semanas a porta da sua colecção de vinhos antigos e, de vários, houve esta revelação: um tinto de 2003 da Adega Cooperativa de Dois Portos (Torres Vedras), feito só com a casta Aragonez.
Foi uma revelação e uma surpresa: apesar dos seus 13 anos, este tinto monocasta (Monte Judeu) estava quase perfeito.
Aberta agora uma segunda garrafa, confirmei o seu fulgor que, no entanto, já não conseguiu sobreviver nas 24 horas seguintes à abertura da garrafa.
Os vinhos do Oeste não são conhecidos pela sua longevidade mas este mostrou que podia competir com outros rivais (e vencer).
Consultado o respectivo site e feito um telefonema para Dois Portos, fiquei saber que este monocasta já só existe na versão da colheita de 2005 e que, fora da sua sede, a adega de Dois Portos só vende em Lisboa e na Amadora.
Se Monte Judeu não é caso isolado, a Adega Cooperativa de Dois Portos bem precisava de se valorizar...




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

E se fossem para o ícone da mãe?

Uma das palavras da moda dos nossos dias é o "icónico".
Vem do inglês (será que toda esta gente lê inglês a este ponto?) "iconic", relativo a ícone e está a substituir palavras já bem integradas na língua portuguesa como "simbólico", "exemplar" ou "característico".
Não tenho nada contra esta tipo de importação mal digerida, ou de se dar ares, de muitas palavras estrangeiras. Certas importações justificam-se, outras podem ser variantes e outras até podem vir a colmatar a falta de sinónimos em português.
O que irrita, porém, é o excesso de uso: tudo é "icónico", tudo é "ícone", tudo é moda, final.
Só dá vontade de mandar esta gente para... o ícone da mãe deles. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Porque não gosto dos CTT (107): e continua...






Depois de uma semana sem entrega de correspondência, chegaram-me ontem (dia 15):

- com data de envio de  28 de Outubro: correspondência de uma empresa seguradora (18 dias de atraso!);
- com data de envio de 31 de Outubro: correspondência de uma associação privada de solidariedade social situada em Caldas da Rainha, a cerca de 10 quilómetros), de um banco e da Via Verde;
- com data de expedição de 1 de Novembro: correspondência de uma seguradora;
- com data de envio de 2 de Novembro: correspondência de uma entidade financeira;
- com data de envio de 3 de Novembro: correspondência de uma empresa seguradora;
- com data de envio de 8 de Novembro: correspondência de uma editora.

Ontem, também, chegou uma carta registada. Estranhamente (seria por estar de posse de mais correspondência que testemunhava os atrasos sistemáticos da empresa CTT?), o carteiro nem tocou. Ou seria uma espécie de castigo pelo que eu aqui tenho escrito?
 

Como o PS oferece a câmara de Caldas da Rainha ao PSD


O PS já divulgou hoje o seu candidato à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha: Luís Patacho, advogado e ex-dirigente local do PS.
É o primeiro nome do conjunto dos partidos da oposição a avançar contra o presidente, do PSD, que manteve a maioria absoluta nas eleições de 2013.
Ao fazer avançar o seu candidato partidário, o PS marcou posição, é certo, mas confirmou a fragmentação da oposição e o seu desinteresse em afastar o PSD caldense da gestão camarária. Sendo o maior partido da oposição, o PS (se quisesse realmente afastar a "nova dinâmica") podia ter tomado a iniciativa de procurar um candidato único que pudesse reunir os votos socialistas, do CDS, do PCP e do MVC. Não o fez e avançou sozinho.
Tinta Ferreira, o chefe da incompetente "nova dinâmica" do grupo dominante do PSD local, já venceu as eleições do Outono de 2017. Agora só lhe ficava bem, e ao seu grupo, agradecer ao PS e, claro, aos restantes oposicionistas que tanto gostam do "31 de boca".



A ajudinha do PS ao PSD local (da 1.ª página do "Jornal das Caldas")

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Um post que até pode ter uma leitura política (3)


A "nova dinâmica" engordou mesmo muito e, apesar do estilo "desportivo ciberchic", anda realmente badocha e com ar pouco saudável.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ler jornais já não é saber mais (3)


Foi executado (e a tiro!) mas não morreu - um verdadeiro milagre, na CMTV, servido em legenda de rodapé.



Porque não gosto dos CTT (106): há uma semana sem correio

Hoje houve uma visita rápida do carteiro para meter na caixa do correio o jornal regional que devia ter recebido na sexta-feira. E mais nada.
Ou seja: há uma semana que não é entregue correspondência nesta morada.

Ler jornais já não é saber mais (2)


Uma das coisas que mina ainda mais a já débil credibilidade da imprensa nacional é a falta de rigor, que também é expressão de uma arrogância tola de quem julga que sabe tudo... sem ter a preocupação de o confirmar. E não, não estou a falar da muito falível Wikipédia.
Neste sábado, o estimável "Sol" publicava uma notícia sobre o "abandono" dos ecrãs de cinema pelo actor Robert Redford. E depois acrescentava que o actor até foi o realizador de "Jogo de Espiões"
Só que não foi, e nem seria necessário ir mais longe do que o fundamental IMDB para o verificar: "Jogo de Espiões" ("Spy Game", 2001) foi realizado pelo frenético Tony Scott(1944 - 2012).


"Sol", 12.11.16

"Jogo de Espiões": um dos cartazes,
com os três nomes bem destacados (actor, actor e realizador)




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Porque não gosto dos CTT (105): ainda há correio em Portugal?


Na segunda-feira, dia 7, não tive correio.
Na terça-feira, dia 8, não tive correio.
Na quarta-feira, dia 9, não tive correio.
Ontem, quinta-feira, dia 10, só chegou o "Jornal das Caldas" (que deixou de chegar à quarta-feira, dia em que sai, porque tem cor... e portanto é assim).
Hoje, sexta-feira, dia 11, nem a "Gazeta das Caldas" chegou.
Nem, tão pouco, o documento que me foi expedido em Lisboa na terça-feira, dia 8.
Os correios, assim, servem para quê?