Uma coisa é o Verão. E outra coisa é o jornalixo. Da CNN, pois claro.
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| Imagens de fonte aberta de acesso público. |
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
A imprensa oficial portuguesa está reduzida a esta miséria.
Não há (quando lhes estraga a narrativa) verificação de factos, rigor, objectividade.
Há o que lhes mandam dizer: para a CNN tuga foram 41 bombardeiros destruídos, para o "Público" foram 40, se alguém lhes tivesse dito 100, 200 ou 500 publicariam na mesma.
É ridícula a polémica em torno do "porco no espeto" (com aspas e tudo), que mostra como o jornalixo do ar condicionado e a PSP parecem desconhecer o que, por várias razões e nenhuma delas política, já é uma tradição alimentar em festas colectivas, sobretudo em ambiente não urbano.
Esta é daquelas notícias (?!) de esterco perante as quais todos os "f***-se!" que se possam dizer são insuficientes: é uma coisa feita sobre aquilo em que algumas pessoas "acreditam", sendo essas pessoas os "especialistas" que previam o fim do mundo com o SARS-CoV-2/covid e a morte de milhões de pessoas em todo o mundo, sendo essas pessoas os comediantes que transformaram a ciência num artifício infame ao serviço dos políticos cobardes.
Esta notícia insere-se no que parece ser uma tentativa de branqueamento de todos os disparates orgulhosamente praticados pelo Governo ainda em funções, por políticos sortidos, por híbridos de bruxos e médicos e por avençados das grandes farmacêuticas e pela imprensa que ficou famosa pelo jornalixo em que se transformou e que ficou a receber dinheiro do Estado.
Agora são "ondas gigantes" (12 metros no máximo, no Cabo Carvoeiro, segundo o IPMA...) e o extraordinário "regresso do Inverno"... na Primavera.
Os idiotas que escrevem todos estes disparates serão pagos para o fazerem ou acreditam mesmo nas parvoíces que redigem?
Ilustrada com uma bucólica fotografia de bovinos alheios ao frio e, em primeiro plano, um ramo que parece afectado pela geada, sai esta "notícia" da Lusa, sempre esse poço de má informação, na TVI: a realidade interessa pouco, aos betinhos e betinhas das redacções urbanas, e o que é relevante é a estatística dos "alertas" multicores.
Começou com a pandemia, grosseiramente empolada, e prossegue com os sismos: a ciência, acarinhada com entusiasmo pelo jornalismo mais rasteirinho que vi em toda a minha vida, funciona com base nas crenças pessoais.
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| "Diário de Notícias", 1.ª página, hoje |
É uma das características mais irritantes da imprensa versão jornalixo dos nossos dias: tratam-nos como se fôssemos crianças, atrasados mentais ou pessoas que saíram agora de debaixo de qualquer pedra sem nunca terem vivido no mundo.
A tendência, que se agravou com os ditames estúpidos da DGS actual (das fraldas faciais e da lavagem das mãos, coisa que ninguém faria se não lhes mandassem fazer, parece), inclui ensinar a "fazer cocó" ("Aprenda", isto no "Notícias ao Minuto"), lavar os ouvidos, lavar a roupa suja, vestir agasalhos contra o frio e toda a espécie de procedimentos que, de uma forma ou de outra, as pessoas já conhecem ou acabam por adoptar quando vivem em sociedade.
Mas talvez seja apenas uma expressão de narcisismo: os idiotas que escrevem, e publicam, estas merdas (não há outra designação) também não sabem o que hão de fazer na vida e pensam que somos todos iguais. Ou seja: que somos porcos como eles!
Ia chover muito no Natal e no Ano Novo.
A Protecção (?) Civil até recomendava que as pessoas ficassem em casa.
Ia haver cheias e inundações, garantia o IPMA.
Cancelaram-se festejos.
A Lusa, de onde sai a maior parte da desinformação alarmista, e todo o restante jornalixo entraram num frenesim de alertas e "avisos" coloridos.
Afinal... nada de grave aconteceu.
O jornalixo podia redimir-se e, remetendo para a Protecção (?) Civil e para o IPMA, justificar desse modo o medo que promoveu. Mas não: preferem chafurdar na porcaria que defeca. E depois a culpa é das alterações climáticas.
O jornalismo tinha regras. O jornalixo não tem.
Há todo um jardim zoológico de "especialistas" da treta, de "pop stars" que têm orgasmos nos palcos do jornalixo, de falsos especialistas em epidemiologia que não têm a honestidade intelectual nem o pudor cívico para confessarem que se enganaram, se não o fizeram de propósito, quando contribuíram para aterrorizar milhões de pessoas e destruir a economia.
Este é um deles, no pasquim "i", que parece um decalque rasca do "Jornal do Incrível".
Esta notícia da Lusa/"Público", dada na véspera de mais uma das missas negras dos "especialistas"-bruxos do Infarmed, revela duas coisas:
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| "Nascer do Sol", 5.11.22 |
"A covid está mesmo de volta", proclama o
tudólogo V. Rainho, que é um dos directores do clandestino "Nascer do
Sol", ignorando que as pandemias evoluem sempre para endemias, fase em que
já entrámos há muito tempo.
E depois lá vem o falso epidemiologista de turno e, a seguir, uma extraordinária palavra-chave: "Adivinha-se um inverno complicado".
"Adivinha-se"?!
Esta gente não passa disto, entre o "pode" e as "adivinhas", numa caldeirada manhosa. O jornalismo fazia-se com factos. O jornalixo contenta-se com as adivinhações.
Arre, porra, que é demais!
"Expresso", o impoluto, hoje:
Nada, na pequena notícia, permite afirmar que há "deportações". Pode haver, e nesse caso é muito grave, mas não é o que está na notícia.
Isto é jornalixo, não jornalismo.
Uma coisa é a notícia, outra é o comentário (que inclui, normalmente, um ponto de vista). Este é o padrão do jornalismo.
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| "Público", 20.09.2022 |
Não é isso que se verifica nesta sucessão de "notícias" do "Público" sobre a crise ucraniana e referendos em regiões ucranianas que estão sob ocupação militar da Federação Russa, onde só tem validade e cabimento, sem contraditório nem distanciamento, a perspectiva do governo de Kiev.
Não é honesto, nem deontológica ou eticamente correcto, que estas "notícias" apresentem o qualificativo de "pretensos", "supostos" e "fictícios" (citando só uma das partes) para os referendos.
Se o são, se vão ser isso tudo, é coisa que terá de ser confirmada.
Não é com jornalismo assim (que é jornalixo) que se fica "a saber mais".
Estamos no Verão, num país do sul da Europa que sofre a influência
do calor que vem de África e do Mediterrânico. Onde nunca foram invulgares
temperaturas de 40 graus no interior do País (e o Alentejo não é caso único)
nem, ao mesmo tempo, temperaturas mais baixas no litoral, e de Norte a Sul.
Isto, que o
clandestino "i" faz, é uma fraude. É sensacionalismo. É do mais reles
jornalixo que, de vez em quando, vem à tona.
Como é que
pudemos chegar a isto, num país onde o jornalismo já foi de qualidade?
Note-se que a base para isto são os "avisos" do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) cujas previsões sobre temperaturas apenas indicam valores próprios da época. Ou seja: valores de Verão. Como se pode ver: