A infantilidade da imprensa é confrangedora.
Pedro Garcia Rosado
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Criancices
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Agora a CNN tuga até já mente descaradamente
-> Em 9 de Janeiro as forças russas
efectuaram um ataque com o sistema de mísseis balísticos hipersónicos Oreshnik,
paralisando a fábrica estatal de reparação aeronáutica de Lviv.
-> O Ministério da Defesa
especificou que a empresa reparava e fazia a manutenção em aeronaves do
exército ucraniano, incluindo caças F-16 e MiG-29 fornecidos por países
ocidentais. Produzia também drones de ataque de longo e médio alcance,
utilizados em ataques contra instalações civis no interior da Rússia.
-> Além disso, o ataque com o Oreshnik atingiu instalações de produção, armazéns com produtos acabados (drones) e as infraestruturas do aeródromo da fábrica.
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Não foi Seguro quem ganhou. Foi o PS!
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
domingo, 18 de janeiro de 2026
Ler jornais já não é saber mais (251): a criatividade jornalística anda delirantemente imparável!
No "Correio da Manhã":
sábado, 17 de janeiro de 2026
Tipo "Ou há moral, ou comem todos"
O "Jornal de Notícias", um dos jornais mais parolos do estreito leque da imprensa escrita nacional, queixa-se hoje, com mal disfarçada indignação, da desfaçatez com que as redes sociais ignoram o "dia da reflexão". Que o "Jornal de Notícias", como todos os restantes órgãos de comunicação social, veneram, com um respeito beato.
O "dia da reflexão", que só dá jeito aos aparelhos político-partidários para descansarem dos afãs das campanhas eleitorais, é uma das instuições de controlo da opinião mais ignóbeis que existem.
Se se justificava, em 1975, com o argumento de que o povo andava enganado e não sabia pensar, deixou, em absoluto de se justificar na era da internet. Tudo está disponível, em todo o lado, salvo na triste imprensa nacional que esconde tudo o que publicou durante semanas a fio para não ferir as susceptibilidades da classe política, que raramente ousa desafiar.
O "Jornal de Notícias" (que deve ignorar que a Meta, a Google e as restantes redes sociais não têm sede na Avenida dos Aliados nem na Circunvalação) deve querer que, no mundo, a política portuguesa seja suspensa desde as 24 horas de sexta-feira até às 20 horas de domingo dos fins de época eleitorais.
É, na sua impotência, a aplicação do velho lema conformista de que "ou há moral, ou comem todos". Ou seja: se ele, coitado, é obrigado a cumprir o "silêncio" e o "dia da reflexão política", por que carga de água é que há outros que se estão nas tintas e ficam impunes?!
Pensam, estes e outros, que este pequeno país, na sua menoridade santarrona, é relevante. Não é.
(Imagem de fonte aberta de acesso público.)
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Não vou escrever o que na realidade penso sobre esta eleição presidencial...
... para me manter nos limites da lei e do bom senso e para não ofender pessoalmente ninguém.
Mas não quero deixar, mantendo a minha decisão legítima de não votar, de dar voz às minhas impressões sobre um processo eleitoral desastrado que não dignifica a democracia e o Estado que a devia defender.
Comecemos pelo papel que vai servir para os cidadãos votarem.
Não é aceitável que um boletim de voto, numa eleição que assenta em candidaturas individuais à Presidência da República, inclua pessoas que não são candidatas à função porque, parece, não cumpriram os mínimos legais. O Estado tem de ter mecanismos capazes de sustentarem com tempo digno a triagem dos candidatos e de permitirem apenas a inclusão no boletim de voto dos candidatos que preenchem todos os requisitos legais.
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| Um boletim de voto que é uma falsidade |
É tecnicamente possível que os nomes dos falsos candidatos obtenham votos que, politicamente e em quantidade, prejudiquem os verdadeiros candidatos. Classificar esses votos como "nulos" não resolverá, politicamente, o problema se houver candidatos empatados pelo número de votos no acesso a uma provável segunda volta.
Por outro lado, não vejo os candidatos que realmente são candidatos como tendo competências para desempenharem a função de Presidente da República.
Tomando apenas os cinco nomes que, por vários motivos, poderão chegar ao primeiro lugar, só consigo ver (nesta altura e por ordem alfabética) André Ventura como ministro, António José Seguro como presidente de câmara municipal, Henrique Gouveia e Melo como capitão-de-fragata encarregue da logística da Marinha, João Cotrim de Figueiredo como director-geral de uma empresa de marketing e comunicação e Luís Marques Mendes como ministro adjunto do primeiro-ministro (que já foi).
Não lhes conheço, nem deles me chegaram (e são os candidatos que devem esforçar-se por ir ao encontro dos eleitores), ideias, propostas, medidas políticas ou iniciativas programáticas.
Nem consigo dizer se, como é agora típico dos dirigentes europeus, se pronunciaram mais sobre política internacional do que sobre assuntos nacionais. Mas não posso deixar de reter a lamentável afirmação de Cotrim de Figueiredo de que (usando outras palavras) os dirigentes europeus não puseram fim à crise ucraniana por não terem tomates para o fazerem. Não vi, a propósito, nenhuma notícia de que o "liberal" tenha ido, ou esteja a pensar ir, combater para a Ucrânia. Em matéria de figuras tristes, ver os candidatos a dançar para as câmaras de televisão é menos confrangedor do que ler a bravata do azougado liberal.
A ausência de ideias, ou o seu silenciamento, ficou especialmente visível nos "debates" televisivos. Os candidatos sujeitaram-se a servir de animais de circo para fruição de comentadores que, sem correrem riscos, se armam eles próprios em candidatos. Os "debates" televisivos foram uma piores coisas do processo político mais pobre e mais desgraçado de todos os que correram em Portugal desde 1975. A "rua" serviu para expor o pior de cada um.
É possível que as eleições presidenciais não fiquem resolvidas neste domingo. O que levará a uma segunda volta, com os dois mais votados, num período que pode ir até às três semanas a partir desta altura. Imagino quem possam ser os dois derradeiros candidatos. Mas também não irei votar em nenhum deles, nem mesmo numa lógica de mal menor.
Apesar de defender a abstenção como direito político, não me excluo do debate político. E, por isso, voltarei depois ao(s) resultado(s) deste infeliz processo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Um ano de televisão: as minhas séries de 2025
Pelo
quarto ano, registo aqui as séries de televisão que vi no ano anterior (2025)
nos canais Disney +, HBO Max, Netflix, Prime Video e Skyshowtime, num total de 54 títulos.
Como
tenho feito neste registo anual, classifiquei estas séries que vi com o sistema
de estrelas, de 0 a 5 (com um patamar de 3,5 estrelas, uma espécie de limbo
onde integrei séries que podiam ser melhores do que aquilo que efectivamente
são).
Os
títulos aqui registados são os que figuram no International Movie Database (IMDB), e nos próprios canais, pelo
que a pesquisa das séries e a recolha de informações pormenorizadas se torna
muito fácil para todos os leitores que queiram saber mais.
As
imagens que aqui publico foram, em geral retiradas do próprio IMDB e do site IMP Awards (www.impawards.com), que é um arquivo completo, mas não exaustivo,
de posters de filmes e séries de televisão. São de acesso público e aberto e
são elementos visuais que fazem parte da própria promoção dos produtos
audiovisuais mencionados.
Saliento,
nesta resenha, três aspectos:
1.
O acesso a estes cinco canais é pago, pessoalmente, por mim e não beneficiei de
qualquer oferta, promoção ou outra acção que a eles me garantisse acesso
grátis.
2.
Há, neste balanço, uma presença fundamental, que é a do argumentista, produtor,
realizador, actor e criador de cavalos de nome Taylor Sheridan, que esteve na
origem de séries como "Yellowstone" (e as suas sequências "1823" e "1923"), "Landman", "Tulsa King", "Lioness", "Mayor of Kingstown" e "Bass Reeves". A sua
criatividade é notável e consegue ser influente a ponto de trazer grandes
actores do cinema para as suas séries. Parece-me que, em Portugal, ninguém sabe
quem ele é.
3. Este balanço do panorama televisivo, que exclui algumas “plataformas de streaming” (como são designados estes canais), é um dos mais completos do espaço informativo nacional.




















































































