quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Criancices

A infantilidade da imprensa é confrangedora.

No âmbito da cruzada anti-Ventura, o "Jornal de Notícias" destaca 3 (três) militantes do Chega nos 37 (trinta e sete!) detidos na politicamente conveniente operação da PJ contra a "guerra racial".

E contra a "ameaça" de Trump destacam a "mostra" da "bazuca", como quem diz que a Europa vai mostrar a pilinha para garantir que é maior do que a Trump e que mija mais longe.

O facto de o "JN" ser da "província" não justifica tudo...














(Imagens de fonte aberta de acesso público.)

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Agora a CNN tuga até já mente descaradamente




 

Já não é só a informação enviesada e deturpada que a CNN tuga divulga com regularidade sobre a crise ucraniana, correspondendo à sua agenda (que, aliás, anda alinhadíssima com a de Kiev).

Agora a CNN tuga também já mente, e descaradamente: ontem, dia 19, garantiu que, “mais de uma semana depois do ataque [com o sistema de mísseis balísticos Oreshnik em 9 de Janeiro em Lvov], a Rússia continua sem reconhecer qual seria o verdadeiro alvo do ataque”.

No entanto, já em 12 de Janeiro, três dias depois do ataque e uma semana antes da “notícia” da CNN tuga, o Ministério da Defesa russo tinha esclarecido, com todos os pormenores, quais eram os alvos (atingidos) do Oreshnik, segundo informação da agência Tass:



Ou seja:

-> Em 9 de Janeiro as forças russas efectuaram um ataque com o sistema de mísseis balísticos hipersónicos Oreshnik, paralisando a fábrica estatal de reparação aeronáutica de Lviv.

-> O Ministério da Defesa especificou que a empresa reparava e fazia a manutenção em aeronaves do exército ucraniano, incluindo caças F-16 e MiG-29 fornecidos por países ocidentais. Produzia também drones de ataque de longo e médio alcance, utilizados em ataques contra instalações civis no interior da Rússia.

-> Além disso, o ataque com o Oreshnik atingiu instalações de produção, armazéns com produtos acabados (drones) e as infraestruturas do aeródromo da fábrica.


A CNN tuga até pode argumentar que não sabia o que a Tass afirmara. Mas, se fizesse uma cobertura deontologicamente rigorosa dos acontecimentos, teria encontrado a informação dada pelo ministério russo.




(Imagens de fontes abertas de acesso público.)





segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Não foi Seguro quem ganhou. Foi o PS!










O PS vai voltar ao poder pela mão do filho político de Guterres e de Sócrates e irmão também político de Costa, para aborrecimento de Montenegro.

Ventura ficará a guardar-se, com uma derrota que soube a vitória, para ser primeiro-ministro, cargo que lhe dará mais jeito.

Cotrim e Melo naufragaram merecidamente. Que vão e não voltem.

Mendes ficou entalado nas portas giratórias dos clientes do Estado.

Os outros não existem.

O País, de certo modo, também não.


[Não votei. Não votarei na segunda volta. Nenhuma destas pessoas tinha, ou tem, categoria política para ser Presidente da República.]









(Imagens de fontes abertas de acesso público.)


domingo, 18 de janeiro de 2026

sábado, 17 de janeiro de 2026

Tipo "Ou há moral, ou comem todos"


O "Jornal de Notícias", um dos jornais mais parolos do estreito leque da imprensa escrita nacional, queixa-se hoje, com mal disfarçada indignação, da desfaçatez com que as redes sociais ignoram o "dia da reflexão". Que o "Jornal de Notícias", como todos os restantes órgãos de comunicação social, veneram, com um respeito beato.





O "dia da reflexão", que só dá jeito aos aparelhos político-partidários para descansarem dos afãs das campanhas eleitorais, é uma das instuições de controlo da opinião mais ignóbeis que existem. 

Se se justificava, em 1975, com o argumento de que o povo andava enganado e não sabia pensar, deixou, em absoluto de se justificar na era da internet. Tudo está disponível, em todo o lado, salvo na triste imprensa nacional que esconde tudo o que publicou durante semanas a fio para não ferir as susceptibilidades da classe política, que raramente ousa desafiar.

O "Jornal de Notícias" (que deve ignorar que a Meta, a Google e as restantes redes sociais não têm sede na Avenida dos Aliados nem na Circunvalação) deve querer que, no mundo, a política portuguesa seja suspensa desde as 24 horas de sexta-feira até às 20 horas de domingo dos fins de época eleitorais. 

É, na sua impotência, a aplicação do velho lema conformista de que "ou há moral, ou comem todos". Ou seja: se ele, coitado, é obrigado a cumprir o "silêncio" e o "dia da reflexão política", por que carga de água é que há outros que se estão nas tintas e ficam impunes?!

Pensam, estes e outros, que este pequeno país, na sua menoridade santarrona, é relevante. Não é.




(Imagem de fonte aberta de acesso público.)


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Não vou escrever o que na realidade penso sobre esta eleição presidencial...


... para me manter nos limites da lei e do bom senso e para não ofender pessoalmente ninguém. 

Mas não quero deixar, mantendo a minha decisão legítima de não votar, de dar voz às minhas impressões sobre um processo eleitoral desastrado que não dignifica a democracia e o Estado que a devia defender.

Comecemos pelo papel que vai servir para os cidadãos votarem.

Não é aceitável que um boletim de voto, numa eleição que assenta em candidaturas individuais à Presidência da República, inclua pessoas que não são candidatas à função porque, parece, não cumpriram os mínimos legais. O Estado tem de ter mecanismos capazes de sustentarem com tempo digno a triagem dos candidatos e de permitirem apenas a inclusão no boletim de voto dos candidatos que preenchem todos os requisitos legais.


Um boletim de voto que é uma falsidade


É tecnicamente possível que os nomes dos falsos candidatos obtenham votos que, politicamente e em quantidade, prejudiquem os verdadeiros candidatos. Classificar esses votos como "nulos" não resolverá, politicamente, o problema se houver candidatos empatados pelo número de votos no acesso a uma provável segunda volta.

Por outro lado, não vejo os candidatos que realmente são candidatos como tendo competências para desempenharem a função de Presidente da República. 

Tomando apenas os cinco nomes que, por vários motivos, poderão chegar ao primeiro lugar, só consigo ver (nesta altura e por ordem alfabética) André Ventura como ministro, António José Seguro como presidente de câmara municipal, Henrique Gouveia e Melo como capitão-de-fragata encarregue da logística da Marinha, João Cotrim de Figueiredo como director-geral de uma empresa de marketing e comunicação e Luís Marques Mendes como ministro adjunto do primeiro-ministro (que já foi). 

Não lhes conheço, nem deles me chegaram (e são os candidatos que devem esforçar-se por ir ao encontro dos eleitores), ideias, propostas, medidas políticas ou iniciativas programáticas. 

Nem consigo dizer se, como é agora típico dos dirigentes europeus, se pronunciaram mais sobre política internacional do que sobre assuntos nacionais. Mas não posso deixar de reter a lamentável afirmação de Cotrim de Figueiredo de que (usando outras palavras) os dirigentes europeus não puseram fim à crise ucraniana por não terem tomates para o fazerem. Não vi, a propósito, nenhuma notícia de que o "liberal" tenha ido, ou esteja a pensar ir, combater para a Ucrânia. Em matéria de figuras tristes, ver os candidatos a dançar para as câmaras de televisão é menos confrangedor do que ler a bravata do azougado liberal.

A ausência de ideias, ou o seu silenciamento, ficou especialmente visível nos "debates" televisivos. Os candidatos sujeitaram-se a servir de animais de circo para fruição de comentadores que, sem correrem riscos, se armam eles próprios em candidatos. Os "debates" televisivos foram uma piores coisas do processo político mais pobre e mais desgraçado de todos os que correram em Portugal desde 1975. A "rua" serviu para expor o pior de cada um.

É possível que as eleições presidenciais não fiquem resolvidas neste domingo. O que levará a uma segunda volta, com os dois mais votados, num período que pode ir até às três semanas a partir desta altura. Imagino quem possam ser os dois derradeiros candidatos. Mas também não irei votar em nenhum deles, nem mesmo numa lógica de mal menor.

Apesar de defender a abstenção como direito político, não me excluo do debate político. E, por isso, voltarei depois ao(s) resultado(s) deste infeliz processo.






terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Um ano de televisão: as minhas séries de 2025


Pelo quarto ano, registo aqui as séries de televisão que vi no ano anterior (2025) nos canais Disney +, HBO Max, Netflix, Prime Video e Skyshowtime, num total de 54 títulos.

Como tenho feito neste registo anual, classifiquei estas séries que vi com o sistema de estrelas, de 0 a 5 (com um patamar de 3,5 estrelas, uma espécie de limbo onde integrei séries que podiam ser melhores do que aquilo que efectivamente são).

Os títulos aqui registados são os que figuram no International Movie Database (IMDB), e nos próprios canais, pelo que a pesquisa das séries e a recolha de informações pormenorizadas se torna muito fácil para todos os leitores que queiram saber mais.

As imagens que aqui publico foram, em geral retiradas do próprio IMDB e do site IMP Awards (www.impawards.com), que é um arquivo completo, mas não exaustivo, de posters de filmes e séries de televisão. São de acesso público e aberto e são elementos visuais que fazem parte da própria promoção dos produtos audiovisuais mencionados.

Saliento, nesta resenha, três aspectos:

1. O acesso a estes cinco canais é pago, pessoalmente, por mim e não beneficiei de qualquer oferta, promoção ou outra acção que a eles me garantisse acesso grátis.

2. Há, neste balanço, uma presença fundamental, que é a do argumentista, produtor, realizador, actor e criador de cavalos de nome Taylor Sheridan, que esteve na origem de séries como "Yellowstone" (e as suas sequências "1823" e "1923"), "Landman", "Tulsa King", "Lioness", "Mayor of Kingstown" e "Bass Reeves". A sua criatividade é notável e consegue ser influente a ponto de trazer grandes actores do cinema para as suas séries. Parece-me que, em Portugal, ninguém sabe quem ele é.

3. Este balanço do panorama televisivo, que exclui algumas “plataformas de streaming” (como são designados estes canais), é um dos mais completos do espaço informativo nacional.









1883
(mini-série)
EUA, 2021 – 2022
SkyShowtime


1923
(série completa, 2 temporadas)
EUA, 2022 – 2025
SkyShowtime



Alien: Earth
(temporada 1)
EUA, 2025 –
Disney+



Daredevil: Born Again
(temporada 1)
EUA, 2025 –
Disney+



Dopesick
(mini-série)
EUA, 2021
Disney+



Landman
(temporada 1)
EUA, 2024 –
SkyShowtime




Monster: The Ed Gein Story
(temporada 3 da série antológica “Monster”)
EUA, 2025
Netflix



Pustina/Wasteland
(mini-série)
Polónia, 2016
HBO Max



Yellowstone
(série completa, 5 temporadas)
EUA, 2018 – 2024
SkyShowtime







The Abandons
(temporada 1)
EUA, 2025 –
Netflix



Adolescência
(mini-série)
Reino Unido, 2025
Netflix





American Primeval/O Despertar do Oeste Americano
(temporada única)
EUA, 2025
Netflix


Andor
(série completa, 2 temporadas)
EUA, 2022 – 2025
Disney+



Os Assassínios de Breslau/Breslau
(temporada 1)
Polónia, 2025 
Disney+



Bosch: Legacy
(temporada 3, série completa)
EUA, 2025
Prime Video




Le Bureau des Légendes
(série completa, 5 temporadas)
França, 2015 – 2020
SkyShowtime


The Clearing
(mini-série)
Austrália, 2023
Disney+



Cobra Kai
(temporada 6, série completa)
EUA, 2018 – 2025
Netflix



The Day of the Jackal
(temporada 1)
Reino Unido, 2024 –
SkyShowtime




Delhi Crime
(temporada 3)
Índia, 2019 –
Netflix



A Diplomata
(temporada 3)
EUA, 2023 –
Netflix



Gen V
(temporada 2)
EUA, 2023 –
Prime Video



It: Welcome to Derry
(temporada 1)
EUA, 2025 –
HBO Max



Jovens Recrutas/Boots
(temporada única)
EUA, 2025
Netflix



The Last of Us
(temporada 2)
EUA, 2023 –
HBO Max



Mil Golpes/A Thousand Blows
(temporada 1)
Reino Unido, 2024 –
Disney+




Mobland
(temporada 1)
Reino Unido, 2025 –
SkyShowtime



O Monstro de Florença/Il mostro
(mini-série)
Itália, 2025
Netflix




Reservado/Secrets we Keep
(mini-série)
Dinamarca, 2025
Netflix



Peacemaker
(série completa, 2 temporadas)
EUA, 2022 – 2025
HBO Max



Task
(temporada 1)
EUA, 2025 –
HBO Max



Tulsa King
(temporadas 1, 2 e 3)
EUA, 2022 –
SkyShowtime










Ballard
(temporada 1)
EUA, 2025 –
Prime Video



Black Rabbit
(mini-série)
EUA, 2025
Netflix


Dia Zero
(mini-série)
EUA, 2025
Netflix



Lioness
(temporadas 1 e 2)
EUA, 2023 –
SkyShowtime



Mayor of Kingstown
(temporadas 1, 2 e 3)
EUA, 2021 –
SkyShowtime



The Residence
(mini-série)
EUA, 2025
Netflix




Shogun
(temporada 1)
EUA, 2024 –
Disney+













Bass Reeves/Lawmen: Bass Reeves
(mini-série)
EUA, 2023
SkyShowtime



Carma
(mini-série)
República da Coreia, 2025
Netflix






Deep State
(série completa, 2 temporadas)
EUA, 2018 – 2019
SkyShowtime



Dept. Q
(temporada 1)
Reino Unido, 2025 –
Netflix



Nemesis
(temporada 1)
Países Baixos, 2024 –
Disney+



Em Nome do Céu/Under the Banner of Heaven
(mini-série)
EUA, 2o22
Disney +



House of Guinness
(temporada 1)
Reino Unido, 2025 –
Netflix



Indomável/Untamed
(temporada 1)
EUA, 2025 –
Netflix



Lockerbie: A Search for Truth
(mini-série)
EUA, 2025
SkyShowtime





The Pitt
(temporada 1)
EUA, 2025 –
HBO Max




The Righteous Gemstones
(série completa, 4 temporadas)
EUA, 2019 – 2025
HBO Max



Shardlake
(temporada única)
Reino Unido, 2024
Disney +





Vigil
(temporadas 1 e 2)
Reino Unido, 2021 –
Disney+







The Beast in Me
(mini-série)
EUA, 2025
Netflix


C.B. Strike
(temporada 4)
Reino Unido, 2017 –
HBO Max





Echo
(mini-série)
EUA, 2023 – 2024
Disney+



Reacher
(temporada 3)
EUA, 2022 –
Prime Video









(Imagens de fontes abertas de acesso público.)