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Em suma:
Este blogue é um registo pessoal de impressões, comentários e opiniões do autor, na sua qualidade de cidadão, na forma de um diário privado que é, no entanto, de acesso público e livre. Este blogue não tem fins lucrativos e as apreciações do autor sobre acontecimentos, pessoas e iniciativas, sociais, culturais, políticas, comerciais, mediáticas e outras, são completamente independentes e pessoais.
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Em suma:
Quem levantava dúvidas sobre as vacinas anti-covid-19, fabricadas à pressa no meio de movimentações de muitos milhões de dólares e euros, que passavam por médicos, políticos e "peritos" sortidos, era "negacionista".
Agora, seis anos depois, temos isto. Sem que os acusadores e críticos fanáticos dos "negacionistas" mostrem qualquer sinal de arrependimento.
Sem que se recorde que as vacinas "fast food" foram transformadas em instrumentos legais para condicionar (e coagir) a vida dos cidadãos, impedidos de se movimentarem se não as aceitassem... com o Estado a esconder os seus riscos e a impô-las em simultâneo.
(Acho que vou ter de comprar esta merda, para ler a coisa, o que me desagrada.)
Ricardo Reis, colunista do "Expresso", é capaz de ser um excelente economista e, talvez por isso mesmo, presta pouca atenção àquilo que não é, directamente, da esfera económica. E a guerra movida pelos EUA e por Israel contra o Irão não é, directamente, da esfera económica.
Se estivesse mais atento, poderia ter reparado que a realidade desta guerra é diferente do quadro catastrofista que apresenta. E que é, em exclusivo, a visão de uma das partes do conflito (o eixo EUA/Israel).
Quase um mês depois do ataque inicial ao Irão, o que Ricardo Reis escreve (e que foi publicado há apenas uma semana) nada tem a ver com a realidade, segundo todas as informações que circulam sem desmentido.
"Tal&Qual", edição de 18 de Março de 2026. Uma primeira página que parece normal...
... mas que tem uma "gralha" monumental. Tem graça, e não ofende.
(Imagens de fonte aberta de acesso público.)
Trump chamou-lhes cobardes, com todas as letras, e ameaçou, na prática, retirar-lhes a fralda que é a NATO.
E eles, e elas, ficam-se, numa humilhação vergonhosa que, aliás, é bem merecida.
Se esta histeria do uso do verbo "disparar" é comum a tudo o que resta da imprensa nacional, o jornal on line "Eco" esmera-se. É capaz de ser de uso obrigatório e talvez conste do "livro de estilo" deles. Vejam só a maluqueira:
(Imagens de fontes abertas de acesso público.)
Não sendo profeta da meteorologia, como tantos são hoje em dia, registo apenas como o texto de mais uma notícia quase sensacionalista sobre as previsões meteorológicas dá origem a um título tão terrorista, com fotografia de um barco de salvamento enfeitado com jornalistas televisivos tão sorridentes...
(Imagens de fonte aberta de acesso público.)
Idolatrado pelas mais variadas espécies da "esquerda" e da intelectualidade nacionais, o "Público", o jornal que a SONAE tem sustentado a preço de ouro, faz hoje dois extraordinários exercícios de malabarismo em matéria de política externa, mas com repercussão na política nacional, que abalariam a credibilidade de qualquer órgão de imprensa... onde ela ainda pudesse existir.
Na primeira página, tão significativa, o "Público" dá destaque a um "has been" do regime de Kiev, Dmitro Kuleba, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, mais conhecido pelo facto de atribuir a todos os russos um excesso de consumo de vodka do que por eventuais feitos de política externa. Kuleba saiu do governo em 2024 e, que se saiba, representa-se a ele próprio, o que, aliás, é de nula importância. E nem sequer é original: lá acena com o "ataque" da Rússia à NATO, da mesma Rússia que ele e os outros "pais" da inventona garantem estar debilitada e à beira da falência.
Não se percebe, à partida, a relevância da criatura, pelo que será legítimo pensar no que poderá ter ganho o "Público" com a coisa. Salvo se Kuleba já esteja a lançar-se, ou a ser lançado, como putativo candidato contra o enlouquecido Zelensky, juntando-se a outros como Zaluzhny, Budanov e Arestovich. Será isso?
Além de Kuleba, o "Público" também faz outro malabarismo, ao atribuir de forma muito objectiva ao Irão o "caos na energia e no abastecimento de petróleo".
Ou seja, não foi o ataque da coligação Israel/EUA ao Irão que criou esta situação de emergência mundial. Deve ter sido, talvez, o Irão que se bombardeou a si próprio. E, com isto, o "Público" acaba por branquear Trump, a quem tanto odiava. Quem diria, hem?!
(Imagens de fonte aberta de acesso público.)
Não consigo defender um Estado chefiado por uma filosofia religiosa intolerante (como já o foram o cristianismo e o catolicismo), como o Irão é, apesar de ele se definir como república ("república islâmica") e de ter mecanismos semelhantes aos da democracia tal como ela tem sido definida politicamente na maioria dos países, com presidente e parlamento eleitos, e com um regime apoiado pela maioria esmagadora da sua população.
Mas também não consigo defender, antes pelo contrário, a intervenção desajeitada, brutalista e sanguinária dos EUA e de Israel, ou de Israel e dos EUA.
Nenhum país tem o direito de forçar uma mudança de regime político pela força noutro país, em especial quando o país atacado não representa uma ameaça directa ao país que ataca. O Irão não tem fronteiras com os EUA e não terá, e ninguém o afirma, capacidade para atingir Washington ou outras cidades norte-americanas com os seus mísseis.
Os EUA, sob a chefia de mais um homem mentalmente desequilibrado (Trump, depois de Biden), estão de novo a agir irresponsavelmente e espero que sejam punidos por isso, e no campo de batalha da guerra que quiseram criar.
... com direito ao Prémio do Cagalhão (agora exclusivo, e de forma permanente, da abominável e-Redes), por manter avariado o seu serviço de comunicações há quase vinte e quatro horas. Não esperava isto.
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O apagão dos serviços da NOS prolongou-se por cerca de trinta horas.
Ficou resolvido, mas isso não significa que os seus clientes, ou este, pelo menos, fiquem satisfeitos. Para mim, é sempre um motivo de insatisfação que as empresas escondam os motivos que levam os seus serviços a falhar. E se é certo que a NOS se derramou em pedidos de desculpas e em agradecimentos pela nossa paciência, o desconhecimento da(s) causa(s) do problema, devido à sua dimensão, é-me profundamente antipático.
Tal como o recurso, na linha de "apoio ao cliente", da música de uma canção do filme "Música no Coração" com a letra adaptada à glorificação da NOS.
Este gesto é um atentado imbecil ao património cultural representado por este filme que, não sendo um dos meus favoritos, tem qualidades inegáveis e um papel significativo na história do cinema. Bastaria, simplesmente, esta repugnante apropriação para justificar o Prémio do Cagalhão que dou à NOS.
Ela aí está: a distinção que vou passar a conferir às entidades, colectivas e individuais (empresas, Estado e indivíduos), que falham clamorosamente, o Prémio do Cagalhão.
Até agora, a incompetente e-Redes tem sido a detentora exclusiva deste galardão. Mas acho que vai haver mais contemplados...
E, mais uma vez, voltei ao Festival Internacional de Cinema do Porto (Fantasporto, 46.ª edição). Apesar das dificuldades materiais e apesar de estar numa espécie de gueto chique (o novo-rico Batalha Centro de Cinema), o Fantasporto continua a ser um acontecimento dinâmico, sempre dirigido com entusiasmo pelos meus amigos Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira.
Por ser membro do júri da secção oficial (cinema fantástico, com 40 longas-metragens e curtas-metragens), estive mais limitado nos filmes que pude ver, mas retive a impressão de que a qualidade média das muitas dezenas de filmes exibidos este ano, entre os dias 26 de Fevereiro e 8 de Março, aumentou, relativamente aos dois anos anteriores.
Deles saliento, em especial, quatro longas-metragens, três a concurso e uma que foi uma revelação, e uma divertida curta-metragem. Pode ser que algum destes filmes encontre espaço em Portugal onde fique acessível ao público.
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Nesta edição do Fantasporto juntei-me, de novo, à secção Movie Talks para, na companhia de Pedro Gil de Vasconcelos, falar da crítica de cinema e explicar por que motivo é que, tendo feito crítica de cinema, continuei a gostar de histórias filmadas. Na ocasião, evoquei dois críticos de cinema, já desaparecidos, que sabiam do que falavam e que também gostavam de cinema: Manuel Cintra Ferreira e Manuel Pereira.
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(Imagens de fonte aberta de acesso público. Fotografias, no Fantasporto, de André Rocha.)
Portanto, as aves e os pássaros pousam nos fios da electricidade e temos apagões. É o que dizem as brilhantes mentes da e-Redes, a tentarem justificar o injustificável!