A expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, pudesse contribuir para alguns factos positivos na política internacional esfumou-se decisivamente.
Escrevi aqui, há seis meses, que Trump mostrava ser, afinal, um "presidente de guerra". Hoje apetece-me escrever pior, e com uma ressalva: os críticos mais impenitentes de Trump, cegos pelas percepções e indiferentes à realidade, nem sequer acertaram no alvo.
As conversas, mais do que negociações, em torno do que poderia ser o processo de pacificação da Ucrânia, o rapto de um presidente de outro país (Venezuela) e, agora, o ataque ao Irão, em obediência aos sionistas de Israel, mostram o que de pior tem este homem, de quem poderá ser legítimo pensar que tem um problema cognitivo sério e talvez relacionado com a sua idade avançada. Diferente da demência do seu antecessor, Biden, mas talvez mais perigoso.
Trump, de quem nunca fui apoiante (não voto nos EUA, já agora) mas em cuja boa-fé acreditei, é, com esta guerra que fez eclodir no Médio Oriente, uma decepção absoluta.
E, se não for obrigado a recuar pelos iranianos, espero que sofra (politicamente, claro) com uma desejável derrota eleitoral nas eleições legislativas e com o processo de "impeachment" que pode ser desencadeado contra ele, por se lançar numa guerra sem autorização do Congresso.
