sábado, 23 de junho de 2018

Notas de prova



4.ª Geração — Tinto 2014 — D.O.C. Palmela
Castelão e Syrah
Venâncio da Costa Lima, Quinta do Anjo
14% vol.
Muito bom

Pimenta não, piri-piri!...


O tempero é um poema
Comprador, e apreciador, dos produtos Paladin, escrevi no Portugal Digital sobre a bem-humorada opção desta empresa da Golegã em apresentá-los com versos. Não é poesia erudita, não é poesia popular, são versos divertidos. 
Houve alguém que gostou do meu comentário e da Paladin enviaram-me não pimenta para a língua mas a admirável colecção de piri-piris que a imagem documenta, com mais alguns molhos. 
Os piri-piris da colecção são sete e, entre eles, veio o "Ai Ai". Apreciador que sou de piri-piri, foi este o único que encontrei até hoje que me derrotou por completo. Vai esperar por melhores dias e os outros, sobretudo os que não conheço, serão devidamente apreciados.

terça-feira, 19 de junho de 2018

As belezas do Varela

Isto é uma rua. Tem uma casa e tem nome: Rua da Botigueira.



Fica na freguesia (ou ex-freguesia, ou semi-freguesia, ou sei lá o quê) da Serra do Bouro, no concelho de Caldas da Rainha. 
A Serra do Bouro não é uma região inexplorada, nem inacessível. Fica a cerca de onze quilómetros da capital do concelho, a cidade de Caldas da Rainha. Está paredes-meias com o Oceano Atlântico.
Nas eleições locais de Outubro do ano passado, já passam oito meses, o candidato do PSD local que foi eleito para a presidência da junta de freguesia (transferida para a capital do concelho), proclamou que queria "embelezar" a região. Região onde existe um património florestal digno de nota e que é zona de passeio (com caminhos assim, quase intransponíveis) de muita gente, em especial de estrangeiros. 
E onde se vêem todos os dias, as belezas que por aqui proliferam… e a beleza das promessas do então candidato e agora, ai que bom!, presidente de junta.





domingo, 17 de junho de 2018

Ler jornais já não é saber mais (38): RIP



Primeiro, foram-se os anéis (o edifício) e ficaram os dedos (a edição em papel).
Agora, vão-se os dedos e o "Diário de Notícias" é reconvertido em semanário (um diário semanário…) e reduzido apenas à edição "on line".
É um momento exemplar no agonizante processo de extinção do jornalismo português, para o qual não vale a pena arranjar alibis patetas nem desculpas patéticas. 
O "DN" quis ser sempre o jornal do "regime", com Salazar, com Marcelo Caetano, com a "Aliança Povo-MFA" e o PCP, com o PS, com o PSD, com J. Sócrates, com o PSD dos "barões", com o "bloco central". Descaracterizou-se várias vezes, perdeu o rumo outras tantas vezes, burocratizou-se, deixou que nele se instalasse um regime de clãs. E agora morre, na ironia de, sendo diário, passar a semanário.
Qual é o próximo a fechar?

*

Fui, enquanto jornalista, redactor de "o diário", de "O Jornal" e do "Diário de Notícias". Os três jornais estão mortos, mas eu estou vivo.





Notas de prova

Cabeço do Mocho — Tinto 2012 — D.O.C. Dão
Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz
Quinta das Camélias, Sabugosa (Tondela)
14% vol.
Muito bom.

Notas de prova


100 Hectares — Tinto 2015 — D.O.C. Douro
Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca
100 Hectares Sociedade Agrícola – Peso da Régua
14% vol.
Bom!
(Bebido no restaurante O Melro, Senhora da Luz, Óbidos)

"É salsa ou coentros?"

… Esta é uma pergunta infelizmente habitual nas caixas de supermercados onde me abasteço: com as frutas e vegetais a serem pesados na caixa, o saco com as ditas ervas (se por acaso não estão embaladas) suscita muitas vezes a pergunta.
É uma situação que pode ter milhentas explicações (e poucas serão abonatórias) mas que se torna extremamente irritante.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Não há limites para a asneira e para a incompetência...

… nos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.









aqui me referi às tentativas deste serviço de transformarem a conta da água em "estimativas". 
Sucederam-se os protestos, garantiram que não haveria mais casos, que tomariam nota da leitura comunicada dos contadores e hoje volta a aparecer a "estimativa".
Como é que é possível que isto funcione assim?!


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Obra recente




As minhas mais recentes traduções para a Temas e Debates/Círculo de Leitores já publicadas: "Lamentável Mundo Novo" ("Grave New World"), de Stephen D. King; "Tempo de Raiva" ("Age of Anger"), de Pankaj Mishra; "A História dos Judeus" ("The Story of the Jews", volume 2, "Pertença"), de Simon Schama; e mais dois volumes da coleção "Património Mundial da Humanidade".
A elas juntar-se-á em breve a tradução de "The Square and the Tower", de Niall Ferguson. E depois "Age of Discovery", de Ian Goldin e Chris Kutarna.
Boas obras, boa gente, cá e lá.

Ao que isto chegou



Desconhecimento da História e a ignorância absoluta que daí decorre. Proto-fascismo e/ou social-fascismo. Estupidez pura e simples. Demagogia populista. Não há muitas outras palavras que sirvam para classificar opiniões deste calibre.
Se esta gente pudesse mandar (e não estamos tão longe disso como se poderia supor), a História seria reescrita, todas as obras de maior ou menor qualidade que negassem este revisionismo idiota seriam provavelmente queimadas e quem ousasse ter opiniões discordantes (como esta, que aqui escrevo, e muitas outras) já não seria só preso mas - porque a esse ponto chegaríamos - executado ou preso em campos de concentração de novo tipo.