domingo, 16 de abril de 2017

Como se matam as freguesias do interior


Para esta gente, só a cidade é que vale

Leia-se, e nem é necessário fazê-lo com grande atenção, o que diz o ainda presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, de Caldas da Rainha, uma estrutura que nasceu da fusão forçada das duas freguesias, uma na capital do concelho e outra na orla rural e costeira... por cima de outra freguesia.
O dito presidente refere-se exclusivamente aos "progressos" feitos em Santo Onofre (a parte urbana) e nunca à Serra do Bouro, onde não houve "progressos".
A fusão de freguesia em Caldas da Rainha, estúpida, trapalhona e atabalhoada, só foi boa para os presidentes das juntas urbanas que abicharam com isso mais território.
As populações das zonas rurais não ganharam absolutamente nada com isso e as suas freguesias foram, na prática, liquidadas. A seguir, e para não darem muita maçada, hão de ir as populações...

Notas de prova





Bafarela Tinto 2014 Reserva — DOC Douro
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela
Brites de Aguiar, São João da Pesqueira

14% vol.
(Bebido no restaurante O Cortiço.)
Muito bom.

sábado, 15 de abril de 2017

Notas de prova



Bacelo Novo — Tinto 2015 DOC Douro
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz

Lua Cheia em Vinhas Velhas, Martim Murça Enoteca

13,5% vol.
Bom.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Iberdrola: KO

Já contei aqui parte da história do meu conflito com a empresa Iberdrola, até ao momento em que, no verão passado, entrou em cena a empresa de cobranças Gestifatura, que quis cobrar de uma assentada, e sem qualquer tipo de justificativo, o valor global de facturas que não identificavam.
Depois de sete meses em que, por mais de uma vez, foi indicado à Gestifatura que deviam identificar as facturas, foi a própria Iberdrola que atacou... com três cartas, relativas às tais três facturas. Isto entre 13 a 11 meses depois de prestado o respectivo serviço eléctrico.
Estas facturas, convém esclarecer, ficaram pendentes desde que me vi forçado a anular dois débitos directos da Iberdrola (um deles indevido). Desde essa altura, e ao contrário do que veio a acontecer até ao final do contrato (que eu anulei), a Iberdrola nunca enviou as referências multibanco necessárias ao pagamento.
Aparentemente, nem a Iberdrola nem a Gestifatura parecem conhecer a Lei dos Serviços Públicos (Lei n.º 23/96, de 26 de Julho), que estipula, no n.º 1 do seu art.º 10.º que “o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses após a sua prestação”.
Eu, no entanto, conheço e tive de o recordar à Iberdrola que, em carta de 29 de Março, terá finalmente percebido o rol de asneiras que foi cometendo e me comunicou que "a Iberdrola reconhece o direito invocado pelo que o respetivo processo de cobrança será encerrado".
A Iberdrola meteu, portanto, a viola no saco, como se costuma dizer. Perdendo por KO e ganhando eu mais um processo de contestação.





Notas de prova




Quinta do Escudial Branco 2015 DOC Dão
Encruzado, Barcelo, Malvasia Fina e Rabo de Ovelha
Quinta do Escudial, Vodra (Seia)
13% vol.
Muito bom.
Não deve ser bebido demasiado frio.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Esconder o lixo debaixo da carpete



De vez em quando, em Caldas da Rainha, as bermas das estradas (que até têm nome de ruas...) são limpas de vegetação. Limpas... que é como quem diz.
Porque a vegetação cortada fica ao abandono.
É como esconder o lixo debaixo da carpete.



                                      

59 anos... em garrafa



Eurico do Amaral (Quinta da Fata), o meu amigo Bruno Chainho (dos Primal Attack), eu e a Elsa

Uma garrafa foi aberta ao meio-dia. E outra já para o final da tarde. São ambas de 1958. O vinho, com 59 anos de idade, sai para os copos com uma cor castanha intensa. A primeira garrafa sucumbiu à idade e o vinho já revela um sabor avinagrado. Mas a segunda... é uma surpresa absoluta.
Estamos na Quinta da Fata, em Vilar Seco (concelho de Nelas, a cidade que pode ser considerada o "coração do Dão"), onde a produção de vinho, a partir de 2003, reatou a ligação com um passado glorioso. Eurico do Amaral, pai do actual proprietário, também Eurico, era um entusiasta do vinho e foi fundamental o seu papel na criação do emblemático Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, de Nelas.
As vinhas que deram origem a este vinho, em 1958, já não existem e a propriedade ganhou vinhas novas no início do século. Mas a qualidade do seu vinho manteve-se.
Com os seus 59 anos, o vinho tinto que Eurico do Amaral nos deu a provar não esconde, claro, algumas das características do seu envelhecimento. Decantado, com o passar das horas, revela-se no entanto ainda muito bebível e, a pouco e pouco, expõe as características de sabor do típico vinho do Dão e a sua força aromática. Orgulhoso do que faz, e com motivos para isso, Eurico do Amaral tem sempre dúvidas sobre o que poderá sair das garrafas de 1958. Mas depois mostra-se justificadamente orgulhoso.
Não há que enganar: pelo menos, devido à combinação do "terroir" com a localização e sempre pelo saber de quem os faz, os vinhos desta pequena quinta são perfeitos.
Na mesma jornada em que pudemos provar o vinho tinto de 1958 provámos também o já anunciado Conde de Vilar Seco. Feito com Touriga Nacional da colheita de 2010, sairá, espera-se, no final deste ano. E o que está nas 1200 garrafas desta edição especial é sublime. Com sete anos de estágio, o futuro Conde de Vilar Seco é um vinho tinto ímpar, cheio de vida e de sabor e aroma que ganha ainda mais com a sua abertura.
Esta edição, o Touriga Nacional 2014 Grande Reserva (também a sair em breve) e o Encruzado 2015 (talvez o melhor vinho branco que já bebi em toda a minha vida) confirmam a importância da Quinta da Fata no panorama vinícola português. Como, aliás, pode ser facilmente confirmado pela prova dos seus vinhos.


*

Neste regresso ao Dão, o que gosto de fazer anualmente, há mais confirmações do que decepões. No domínio dos petiscos, os restaurantes Valério (em Mangualde), Carneiro (em Penalva do Castelo) e Quinta de Cabriz (em Carregal do Sal) são, com estilos diferentes, referências incontornáveis e onde é sempre agradável regressar. (A desenvolver.)



quarta-feira, 5 de abril de 2017

A autoestrada da Serra do Bouro


A Serra do Bouro, a simpática região rural de Caldas da Rainha onde resido, ganhou agora uma autoestrada: um tapete de asfalto novo que, a vários níveis, tornou a circulação muito mais fluida, rectas com alguma visibilidade e sem qualquer tipo de sinalização no terreno.
Serão talvez uns dois quilómetros onde se pode andar à vontade e onde facilmente se pode chegar aos 110 km/hora.
A obra é da autoria da empresa Cimalha (que, aliás, não deixou boa impressão nesta mesmo região e que não consegue terminar uma obra sem a interromper por prolongados períodos).
Ei-la:



No sentido Caldas da Rainha/Foz do Arelho para Salir do Porto.
Sempre a abrir.
A meio da nova via rápida, entre as casas e o estacionamento de máquinas da Cimalha, não houve repavimentação, talvez para obrigar os veículos a moderarem a velocidade.
Depois surge logo a via rápida onde há quase uma semana deixou de haver trabalhos.
E eis a parte melhor: aqui chega-se facilmente aos 90/100 km por hora e, com jeito, até aos 120.

domingo, 2 de abril de 2017

Campanha eleitoral


"Jornal das Caldas", edição de 29.03.17:

- O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, e candidato do PSD às eleições autárquicas, aparece bem destacado em 4 fotografias.
- O vice-presidente da câmara, que deverá voltar a ser o n.º 2 do actual presidente, aparece em 2 fotografias.
- Começam a "chover" as "boas notícias": é o "Oeste Jovem 2017" que começa na capital do concelho, é a oferta de árvores à população pela Câmara Municipal, é o programa municipal "Jovens em Acção".




"Gazeta das Caldas", edição de 31.03.17:

- O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, e candidato do PSD às eleições autárquicas, aparece bem destacado em 2 fotografias.
- O vice-presidente da câmara, que deverá voltar a ser o n.º 2 do actual presidente, aparece só numa fotografia.
- "Chovem" também as "boas notícias": uma agência de promoção turística para o Oeste proposta pelo presidente da câmara caldense, a câmara dá 10 mil euros para "projectos e associações jovens", uma reunião do presidente da câmara com o ministro da Saúde e o "Oeste Jovem".



1 de Abril?

"Feira da Fruta vai ter mostra de frutas do deserto e receber príncipes do Médio Oriente", noticia a "Gazeta", dando destaque pormenorizado a uma visita de Estado de comitivas árabes em grande estilo.
Supõe-se que se trate de uma brincadeira do 1 de Abril, tradição que a "Gazeta das Caldas" tem mantido, normalmente com graça.

sábado, 1 de abril de 2017

Caldeirada empreendedorística



Os "apoios" não deram para a gravatinha

BPI, Fundação Luso-Americana, Fundação Oriente, Grupo Visabeira, Instituto Português de Relações Internacionais (Universidade Nova de Lisboa), José Pedro Castanheira, Jorge Sampaio, "Jorge Sampaio: Uma Biografia - Vol. II: o Presidente", Portugal Telecom, Mota-Engil, Porto Editora, 24.90€, dúvidas por esclarecer.