quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Quanto tempo demora a pavimentar uma rua?


No centro da cidade de Caldas da Rainha existe uma pequena rua (terá 100 metros, sequer?), a Rua da Rosa, que foi fechada ao trânsito para receber, salvo erro, um pavimento. Isto aconteceu há um mês, pelo menos.
A rua continua fechada, e esventrada. Vi-a ontem tal como já a tinha visto há duas ou três semanas: fechada ao trânsito e esventrada.


Que interessa uma rua bloqueada...

A extensão da Rua da Rosa é quase a extensão que a separa da Praça do Município, onde a Câmara Municipal de Caldas entrou com 76 mil euros (sem a conta da electricidade) para uma árvore de Natal de 41 metros de altura.
A árvore de Natal é que é importante. O resto já nem interessa. 
Não é caso único...


... perante iluminações de Natal de encher o olho aos papalvos?


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Ocidental Seguros a explicar-se... atabalhoadamente


Referi-me aqui a uma apólice de um seguro que a respectiva seguradora me quis aumentar em 75 por cento. O aviso (a ameaça...) veio da Ocidental (BCP) e dizia respeito a um seguro para um dos meus cães. Achei o aumento estranho e pedi esclarecimentos. A resposta chegou e pode ser vista aqui:




A resposta da Ocidental é extraordinariamente esclarecedora. Vejamos...

1 - A Ocidental não sabe, claramente, o que está a fazer. Ao identificar dois "Animais/anuidades", erra. E não erra por mim, porque quer na "compra" do seguro quer em todos os pedidos de reembolso, a identificação foi sempre completa e referiu-se sempre ao mesmo animal. O que acontece é que a Joaninha aqui identificada já estava registada como "Marilu" pelo criador (sim, esta simpática cocker foi comprada) e, para efeitos legais, foi sempre identificada com os dois nomes, o primeiro com afixo e como está no LOP, e o segundo como nome que se lhe adequa e pelo qual dá. Estranhamente, a Ocidental contabiliza dois animais. Que falta de profissionalismo!

2 - Em segundo lugar, as contas. A Ocidental "queixa-se" de que a Joaninha lhe custou, em cinco anos, 483,97€. E até poderia ter custado mais se não houvesse uma franquia de 25€, que não se aplica nas consultas, que têm um preço inferior. Mas, por exemplo, em 2016 já não teve (até agora) que gastar nada. Vendo isto, poderia pensar-se que eu não lhes dei nada. Mas dei. O seguro custou-me anualmente 118,18€. Portanto, ao pagar nestes cinco anos 550,81€ à Ocidental, a seguradora ainda lucrou 66,84€. Recordando: a seguradora quis passar o valor anual do seguro de 118,81€ para 270,91€.

3 - Poderá haver quem argumente que as despesas da seguradora não se referem só aos actos clínicos. A Ocidental entregou a gestão da coisa a uma empresa de que já aqui falei e alguma coisa lhes há de ter pago e aos veterinários que, alegadamente, trabalham para ela. Mas talvez tenha sido dinheiro deitado à rua: a mesma empresa, como já contei, exigiu-me um exame clínico que a Joaninha nunca tinha feito e de que nunca apresentei factura, relatório clínico ou pedido de reembolso. E também deixou extraviar originais e trocou as pernas na interpretação de um relatório médico. Não me parece que a Ocidental tenha sido beneficiada. Mas talvez nem se importe.

O resultado disto foi o mais óbvio: anulei a apólice. E reprimo a vontade de os mandar ir roubar para a estrada. Porque seria, obviamente, uma indelicadeza.



Seguros para animais:
um beco sem saída


Tendo a Joaninha ficado sem seguro e com a segunda (Elsa, não comprada mas adotada e a que também aqui me referi) ainda sem seguro, comecei a procurar uma alternativa. Mas o certo é que, nas condições que quero, não há. Aliás, coincidentemente, a "Proteste" (a revista da Deco) também se refere ao assunto no seu mais recente número.
A totalidade dos seguros que encontrei (e os que são citados pela "Proteste") remete a assistência aos animais para a sua própria rede de prestadores, ou seja, clínicas veterinárias (e outros serviços) que têm um qualquer tipo de contrato com as seguradoras e que fazem preços mais baixos aos beneficiários dos seguros. Ou seja, não é possível escolher um serviço e pedir o reembolso.
E se não ponho em dúvida a capacidade, a dedicação, os conhecimentos e o saber-fazer dos médicos veterinários, em geral, o certo é que quero manter os meus cães nas boas mãos em que estão. E a clínica onde são assistidos (a Clínica Veterinária de São Martinho do Porto) não está em nenhuma rede de prestadores.
Portanto, um seguro desses não me serve nestas circunstâncias. Mesmo que tudo possa sair-me mais caro.
De qualquer modo, isto faz-me pensar que as seguradoras não estão interessadas em explorar esta área de negócio. Talvez por quem nelas manda não ter a noção de qual deve ser a atitude correcta a ter perante os animais de companhia. Ou nem sequer gostar de cães e/ou de gatos. Eles, se calhar como os próprios segurados humanos, são uma maçada e um obstáculo na acumulação de lucros.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Como com árvores e bolos se enganam os tolos...


... ou como uma árvore (de Natal) esconde a floresta (de asneiras) da Câmara Municipal de Caldas da Rainha.




1.ª página (em parte) do "Jornal das Caldas", edição de 23.11.16

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ler jornais já não é saber mais (4): as dívidas da Imprensa


Uma imprensa endividada, em crise e com menos leitores e menos publicidade, não pode ser livre se as administrações, as direções e os seus redactores estiverem dependentes de quem comprou, ou vai comprar, ou financiar, um órgão de comunicação social. (Notícia completa aqui.)


Capa do "i", 22.011.16

13 anos

Pessoa amiga abriu-me há poucas semanas a porta da sua colecção de vinhos antigos e, de vários, houve esta revelação: um tinto de 2003 da Adega Cooperativa de Dois Portos (Torres Vedras), feito só com a casta Aragonez.
Foi uma revelação e uma surpresa: apesar dos seus 13 anos, este tinto monocasta (Monte Judeu) estava quase perfeito.
Aberta agora uma segunda garrafa, confirmei o seu fulgor que, no entanto, já não conseguiu sobreviver nas 24 horas seguintes à abertura da garrafa.
Os vinhos do Oeste não são conhecidos pela sua longevidade mas este mostrou que podia competir com outros rivais (e vencer).
Consultado o respectivo site e feito um telefonema para Dois Portos, fiquei saber que este monocasta já só existe na versão da colheita de 2005 e que, fora da sua sede, a adega de Dois Portos só vende em Lisboa e na Amadora.
Se Monte Judeu não é caso isolado, a Adega Cooperativa de Dois Portos bem precisava de se valorizar...




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

E se fossem para o ícone da mãe?

Uma das palavras da moda dos nossos dias é o "icónico".
Vem do inglês (será que toda esta gente lê inglês a este ponto?) "iconic", relativo a ícone e está a substituir palavras já bem integradas na língua portuguesa como "simbólico", "exemplar" ou "característico".
Não tenho nada contra esta tipo de importação mal digerida, ou de se dar ares, de muitas palavras estrangeiras. Certas importações justificam-se, outras podem ser variantes e outras até podem vir a colmatar a falta de sinónimos em português.
O que irrita, porém, é o excesso de uso: tudo é "icónico", tudo é "ícone", tudo é moda, final.
Só dá vontade de mandar esta gente para... o ícone da mãe deles. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Porque não gosto dos CTT (107): e continua...






Depois de uma semana sem entrega de correspondência, chegaram-me ontem (dia 15):

- com data de envio de  28 de Outubro: correspondência de uma empresa seguradora (18 dias de atraso!);
- com data de envio de 31 de Outubro: correspondência de uma associação privada de solidariedade social situada em Caldas da Rainha, a cerca de 10 quilómetros), de um banco e da Via Verde;
- com data de expedição de 1 de Novembro: correspondência de uma seguradora;
- com data de envio de 2 de Novembro: correspondência de uma entidade financeira;
- com data de envio de 3 de Novembro: correspondência de uma empresa seguradora;
- com data de envio de 8 de Novembro: correspondência de uma editora.

Ontem, também, chegou uma carta registada. Estranhamente (seria por estar de posse de mais correspondência que testemunhava os atrasos sistemáticos da empresa CTT?), o carteiro nem tocou. Ou seria uma espécie de castigo pelo que eu aqui tenho escrito?
 

Como o PS oferece a câmara de Caldas da Rainha ao PSD


O PS já divulgou hoje o seu candidato à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha: Luís Patacho, advogado e ex-dirigente local do PS.
É o primeiro nome do conjunto dos partidos da oposição a avançar contra o presidente, do PSD, que manteve a maioria absoluta nas eleições de 2013.
Ao fazer avançar o seu candidato partidário, o PS marcou posição, é certo, mas confirmou a fragmentação da oposição e o seu desinteresse em afastar o PSD caldense da gestão camarária. Sendo o maior partido da oposição, o PS (se quisesse realmente afastar a "nova dinâmica") podia ter tomado a iniciativa de procurar um candidato único que pudesse reunir os votos socialistas, do CDS, do PCP e do MVC. Não o fez e avançou sozinho.
Tinta Ferreira, o chefe da incompetente "nova dinâmica" do grupo dominante do PSD local, já venceu as eleições do Outono de 2017. Agora só lhe ficava bem, e ao seu grupo, agradecer ao PS e, claro, aos restantes oposicionistas que tanto gostam do "31 de boca".



A ajudinha do PS ao PSD local (da 1.ª página do "Jornal das Caldas")

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Um post que até pode ter uma leitura política (3)


A "nova dinâmica" engordou mesmo muito e, apesar do estilo "desportivo ciberchic", anda realmente badocha e com ar pouco saudável.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016