sexta-feira, 28 de outubro de 2016

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Porque não gosto dos CTT (103): um atraso vergonhoso



Com data de 30 de Setembro, chegou 27 dias mais tarde.
A seguir fazem o quê? Começam a deitar fora as cartas?

Durante quase uma semana, e à excepção dos dois jornais regionais, não houve distribuição de correio na minha morada. E isto apesar de, na segunda-feira, o carteiro ter passado, fugazmente, por aqui.
O resultado disto é o inaceitável e vergonhoso atraso que acaba por se verificar na entrega da correspondência.
É uma situação de descalabro e de desrespeito absoluto pelo consumidor que está na fronteira do extravio de correspondência e que vai para lá da simples incompetência.
Hoje, dia 27 de Outubro, chegou isto:

- com data de envio de 30 de Setembro: correspondência da Via Verde e de um banco;
- com data de envio de 1 de Outubro: de uma entidade bancária;
- com data de envio de 3 de Outubro: de um banco;
- com data de envio de 11 de Outubro: dos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Caldas da Rainha (a cerca de 9 quilómetros daqui);
- com data de envio de 11 de Outubro: de uma seguradora;
- com data de envio de 14 de Outubro: de uma seguradora;
- com data de envio de 16 de Outubro: de um banco;
- com data de envio de 16 de Outubro; de um banco.

O passo seguinte nesta miserável degradação de um serviço péssimo como este é a pura e simples destruição de correspondência. E não é de excluir que isso já possa estar a acontecer...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Independentes dos actuais partidos ou dependentes de um futuro partido?

Os independentes deixam de o ser
quando se ligam a movimentos organizados
de âmbito nacional


Maria Teresa Serrenho foi candidata à presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha em Setembro de 2013 por um grupo razoavelmente organizado de "independentes", que se intitulou Movimento Viver o Concelho (MVC).
O MVC teve uma votação apreciável nas eleições locais. Mas, menos de dois anos depois, com a actividade local do MVC praticamente extinta, Maria Teresa Serrenho juntou-se à campanha de um dos candidatos à Presidência da República, sem abandonar (nem suspender) o cargo de presidente do MVC.
Na prática, o MVC pegou nos votos que teve e levou-os para o candidato presidencial. Que, felizmente, como era evidente, foi derrotado.
Recentemente, o MVC (de que pouco parece restar) deu sinais de querer voltar a intervir nas eleições autárquicas de Caldas da Rainha.
Recentemente, o candidato presidencial anunciou o lançamento de uma organização nacional, a que chamou "Frente Cívica".
Maria Teresa Serrenho tem, de novo, lugar de destaque neste emergente projecto megalómano. E continua como presidente do MVC.
Quem, nas eleições de Caldas da Rainha do próximo ano, for ainda votar no MVC, pensando que são um grupo local de cidadãos independentes, estará a votar num projecto político nacional que assume claramente o formato de embrião de um partido político.  

Orçamento Participativo de Caldas da Rainha: agora, défice de transparência e clientelismo?!


Foi há dois que escrevi pela primeira vez sobre o mecanismo do Orçamento Participativo neste concelho (Caldas da Rainha), regressando depois ao tema para classificar este dispositivo financeiro como "uma treta, um embuste e uma fralda" (todos os pormenores aqui).
A explicação é simples, e facilmente comprovável: os projectos que maiores possibilidades têm de ganhar o apoio do Orçamento Participativo têm sempre o mesmo padrão: (a) estão restritos a uma área geográfica (como quase todos estão) e não interessam aos habitantes de outras áreas; (b) são projectos que cabem perfeitamente nas atribuições e competências da Câmara Municipal e/ou das juntas de freguesia; (c) são excluídos projectos de âmbito social e/ou cultural mais vasto que não cabem, automaticamente, no âmbito das competências autárquicas.
É nesta perspectiva que o Orçamento Participativo não serve o conjunto dos cidadãos do concelho, cria a ilusão de que serve e de que vale a pena tentar alguma coisa e serve para os órgãos concelhios terem qualquer obra que não lhes saia directamente do orçamento.
Os resultados e os projectos deste ano confirmam-no: uma reformulação de uma praça da capital do concelho (o projecto que vai por diante), melhoramento num parque infantil, um miradouro, plantação de árvores e arbustos e passadeiras de peões, por exemplo.

Hugo Oliveira, vice-presidente da câmara, na contagem dos votos do Orçamento Participativo:
nem a Câmara Municipal parece interessar-se (© "Gazeta das Caldas")

"Votação influenciada
por uma clientela fiel"


O MVC (talvez na sua estratégia de relançamento para as eleições do próximo ano) quis intervir, há meses, no processo do Orçamento Participativo e até se ofereceu para ensinar a fazer projectos. A bondosa intenção não passou disso e, agora, pela voz da sua presidente, o MVC descobriu os pecados do Orçamento Participativo.
Ouçamo-la: "Quando o Orçamento Participativo é capturado pelo poder, como um meio de concretizar 'projectos', que embora há muito planeados pelos executivos, teriam muito mais aceitação e impacto se fossem fruto de uma proposta do Orçamento Participativo. Esses projectos muitas vezes estruturantes, ou de grande visibilidade mediática, que deveriam ser considerados como opções orçamentais do município, são propostos então, a pedido ou por sugestão, por pessoas ligadas de alguma maneira aos executivos, simulando uma abertura à participação dos cidadãos, que acabam por se sentir usados e desmotivados para participações futuras, criando-se assim o efeito perverso do Orçamento Participativo.  Esta situação ainda é mais impactante, quando a votação, pouco prática e pouco transparente, é influenciada, pelos mesmos do costume, uma clientela fiel, que vota no que lhes mandam, não conhecendo sequer o conteúdo dos projectos, nem o seu benefício em prol do bem comum."
Maria Teresa Serrenho tem razão em parte do que diz mas, no que se refere às suspeitas que levanta ("pouco transparente", "clientela"...), ficar-lhe-ia bem fundamentá-las. A bem da transparência, claro.
De qualquer modo, esta intervenção é importante. Pode ser que suscite outras intervenções, de preferência um pouco mais claras e mais incisivas. Eu, pela minha parte, já me pronunciei há dois anos.



E que tal um Orçamento Participativo para poupar a Junta de Freguesia a estas maçadas?


terça-feira, 25 de outubro de 2016

EDP - A Crónica das Trevas (69): regresso ao passado

Há precisamente 24 horas faltou a luz. O apagão durou talvez cinco minutos.
Esta manhã e à hora do almoço voltou a acontecer o mesmo, embora por menos tempo.
Parece que estamos a voltar ao "antigamente" incompetente de há meia-dúzia de anos...

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Pedro Dias? Ou Pedro Semanas? Ou Pedro Meses?...


Manuel Palito tinha, na sua insignificância, uma figura vagamente simpática. Parecia sempre enfezado, escondido atrás do bigode, fugido durante um mês à GNR que parece ter usado de pouca subtileza quando se atirou para o terreno onde, aparentemente em dois dias, a PJ o apanhou.
Pedro Dias, a monte há duas semanas, é diferente. Tem um olhar mais determinado, parece ter agido com maior frieza quando matou e agrediu e, mesmo com a PJ já no terreno, tem trocado as voltas às autoridades. E à imprensa também que, como sempre acontece perante situações mais complexas, não sabe bem o que há de fazer, gaguejando comboios de "então" a cada "directo".
Pode dizer-se que duas semanas ainda é curto, sobretudo quando a "caça ao homem" (expressão que horrorizou alguns liberais mais impressionáveis) tem muitos elementos policiais num terreno que o fugitivo parece conhecer muito bem (e onde pode, até, beneficiar de algum apoio, decerto que bem intencionado). Mas parece que já passou muito tempo e o que se vai sabendo, ou suspeitando ou especulando, sugere que pode passar ainda mais.
E Pedro Dias, algures noutro país, ou noutro mundo, até pode sonhar em mudar o seu apelido...

"Anatomia de um Soldado", de Harry Parker



Uma tradução minha para a Elsinore (20|20).
Mais informações aqui, com as primeiras páginas.

"Anatomia de um Soldado" é um livro admirável. É sobre a guerra e sobre quem a faz, num lado e no outro, sobre a morte e a vida, sobre a sobrevivência e a destruição.
Harry Parker, o autor, capitão inglês e filho de um oficial de carreira inglês, viveu a guerra e conta neste livro a sua experiência sob a forma de romance: Parker pisou um engenho explosivo improvisado e tudo mudou. Não morreu mas perdeu parte de si.
A narrativa é também admiravelmente construída: pela sobriedade da escrita, seca e atendo-se ao essencial; e pelo ponto de vista - quem conta a história são as dezenas de objectos que entram em contacto com o capitão, desde o momento em que se prepara para partir para a guerra (no Afeganistão ou no Iraque, não sendo identificado o teatro de operações) até ao último momento.
O relato é pungente, violento, por vezes brutal, comovente noutras passagens, discretamente triunfante quando a última batalha é vencida. E se aborda a guerra aborda também a condição militar.
Traduzi-o a lembrar-me não de outro romance que tivesse lido sobre a guerra mas de dois filmes: "E Deram-lhe uma Espingarda", de Dalton Trumbo (1971), e "A Grande Batalha", de Sam Peckinpah (1977). O primeiro é sobre a destruição causada pela guerra e o segundo é sobre o modo como os militares lidam com ela. Os dois filmes enfrentaram diversas incompreensões.
"Anatomia de um Soldado" ("Anatomy of a Soldier", grande título que a Elsinore felizmente manteve), só não será um clássico com a guerra por tema se o preconceito não o deixar.



domingo, 23 de outubro de 2016

250 kg




Ontem (sábado) à tarde, no ginásio Balance Club, numa máquina "Leg Press" e numa sequência de repetições de 12 vezes (220 kg), 10 vezes (240 kg) e 8 vezes (250 kg), cerca de 10 anos e meio depois de ter começado a dedicar-me às actividades gimnodesportivas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Assim se vê... a sacanice do PCP




Na Assembleia Municipal de Caldas da Rainha, o PCP, que antes não gostava de impostos sobre o povo trabalhador e agora já delira com eles, votou contra a diminuição da parte do IRS de que as câmaras podem abdicar para benefício dos contribuintes.
A fonte é a "Gazeta das Caldas" de hoje.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Pode cair, não é?

Foi no início de Junho do ano passado (como aqui demos conta) que o Penedo Furado, um monumento geológico situado na Foz do Arelho, começou a desagregar-se. Há 16 meses, portanto.
Um parecer do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), segundo noticia o "Jornal das Caldas" desta semana, recomendou já este verão medidas urgentes para travar a destruição, mesmo que isso implique a descaracterização do Penedo Furado.
O LNEC pode propor mas não lhe cabe, talvez infelizmente, a intervenção.
E por aqui ninguém se importa, nem a Câmara Municipal nem, por exemplo, os partidos que acham o local pitoresco para os seus comícios.
Portanto... Pode cair, não é?


Na 1.ª página do "Jornal das Caldas", esta semana