sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Joaninha e Elsa

Elsa vigilante
Elsa em modo "Onde está o Wally?"


Joaninha curiosa.

Sol e fumo



O fumo que ontem à noite preencheu o horizonte, talvez vindo de qualquer incêndio no Leste da cidade de Caldas da Rainha, ainda se fazia notar na alvorada de hoje, quando fui fazer o passeio da manhã, ainda antes das sete horas.




Campanha eleitoral (autárquicas de 2017, Caldas da Rainha)

Manchete do "Jornal das Caldas" de 10.08.16


O presidente, e candidato do PSD, da Câmara Municipal de Caldas da Rainha prossegue a sua campanha eleitoral para as eleições autárquicas do próximo ano, com a conivência objectiva dos outros partidos.
Na edição desta semana do "Jornal das Caldas" (onde se anuncia sem reservas nem dúvidas a reabertura do hospital termal no ano das eleições) aparece em três fotografias na primeira metade do jornal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Porque não gosto dos CTT (101): três dias sem correio

Desde segunda-feira que não me chega correspondência à caixa de correio. Nem sequer o "Jornal das Caldas", que pela segunda semana não vem, como vinha, à quarta-feira.
E não acredito que não haja correspondência dirigida a esta morada algures por aí...

domingo, 7 de agosto de 2016

Abandono














Na passada terça-feira houve nesta zona um problema qualquer no abastecimento de água e dois funcionários da Câmara Municipal de Caldas da Rainha andaram por aqui, a mexerem em várias das infraestruturas da rede. Uma delas ficou assim. Escavacada.

sábado, 6 de agosto de 2016

O pior é o IMI



A primeira manhã de sol e de calor (aqui por volta das sete horas) depois de várias manhãs de neblina, humidade e céu encoberto, nesta zona do Oeste.

Porque não gosto dos CTT (100): não vale a pena ser-se burro


Foi em 17 de Novembro de 2011 que, no terceiro post da minha série "Porque não gosto dos CTT", me referi, pela primeira vez, à estranha circunstância de me aparecer correspondência toda junta proveniente de vários locais e expedida em várias datas.
A conclusão era, já há quatro anos e meio, óbvia: a empresa CTT não distribuía o correio todos os dias, pelo menos na zona rural do concelho de Caldas da Rainha onde moro.
É possível que isto não acontecesse na capital do concelho (o único mundo que existe para a "nomenklatura" caldense) mas a realidade estava bem à vista e assim se manteve.
A privatização da empresa CTT decorreu em duas fases, em 2013 e em 2014. A distribuição irregular de correspondência continuou. E ainda hoje se mantém.
Há duas semanas, a "Gazeta das Caldas", que chegou a acolher e a fazer críticas aos CTT, "descobriu" que isto só começou a acontecer depois da privatização. E ontem mesmo, e no mesmo jornal, um berloque do folclore político caldense insistia na mesma asneira.
Pode-se, por motivos ideológicos, não gostar da privatização dos CTT (ou de outra qualquer). Não vale a pena é ser-se burro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sobre a "A Guerra de Gil", uma opinião de um leitor especial


 

Uma comunicação inesperada, e que muito me sensibilizou, de um leitor muito especial, sobre "A Guerra de Gil" e que, tendo sido pública, aqui me leva a apropriar dela com o devido reconhecimento:
   
Caríssimo Pedro Garcia Rosado,
Pedi-te amizade no Facebook e tu aceitaste. Pedi-ta porque li o teu livro “A Guerra de Gil”. O meu nome é Carlos Jorge Barata Gonçalves e sou advogado no IEFP. Quero agradecer, desde já, o facto de teres aceitado o meu pedido de amizade no Facebook. Não tenho a honra de te conhecer. Ouvi falar em ti apenas quando, há poucos dias, comecei e terminei a leitura do teu excelente livro “A Guerra de Gil”. Tive acesso a esta obra em audiolivro, produzido pela Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública Municipal do Porto. Como sou cego de nascença, aproveito os livros no suporte que me chegam: audiolivro, livro em braille ou livro em suporte digital e formato word, rtf, epub, html, pdf (modo texto) ou txt.
Gostei particularmente deste teu livro. Seja-me permitido destacar, em primeiro lugar, o narrador, omnisciente, vocacionado para uma grande e profunda focalização interna, principalmente na personagem principal: Vítor Gil. A propósito: não é que eu conheço um indivíduo chamado Vítor Gil!?... Este narrador, para além da sua omnisciência, é omnipresente, pois que não conta as ações tal como elas transcorreram, mas apresenta-no-las exatamente quando se estão a desenrolar: faz-me lembrar Graham Greene, designadamente o narrador de “O Outro Homem”. O narrador, na sua observação participante, transmite-nos de uma forma assombrosamente pormenorizada, os debates interiores das personagens, sobretudo os dilemas de Gil: na satisfação do pedido de Alda, no auxílio ou abandono da cunhada…
Em segundo lugar, Gil é uma personagem fascinante. Naqueles alucinantes dias, compreendidos entre o rapto e sequestro de Vanessa e a “batalha final” na Serra do Cabeço, face à sua enorme capacidade de observação, associação e relacionação, Gil descobriu o “trilho da droga”, o caminho que os da Funerária do Imaginário percorriam nas arribas, do mar até à estrada; o que eles denominavam de “o nosso sítio”. Gil descobriu que comera carne da sobrinha, considerando o seu travo adocicado, no restaurante Quatro Estações, por vitela branca. Gil identificou o negro que matara Bruno, por entre os cortinados do primeiro andar na Funerária do Imaginário, quando lá fora esboçar tratar da trasladação dos restos mortais de Alda.
Sozinho, quando soube do achamento de membros de corpos humanos nas arribas, descobriu mais factos que os elementos da PSP e da Judiciária juntos. Note-se que estes nem sequer deram credibilidade ao seu depoimento.
A única coisa que Gil não descobriu foi a grande corrupção, compadrio e conivência que havia entre as forças vivas da região. De facto, não persentiu as relações entre o General Martins e Armando Guilherme.
Armando Guilherme intuiu que a sua sobrinha queria utilizar o negro para se vingar do tio. Ela entregava-se ao negro alegadamente como prémio do assassinato de Bruno, mas, na verdade, como fora obrigada a dar-se ao tio, durante anos. Armando acautelou-se naquele jantar algo diferente dos outros, pressentindo que seria também assassinado pelo negro, a mando de Luísa.
Gostei do negro e da metáfora que representou. Este, depois de ter fugido à polícia no Bairro da Mariana, depois de cometer vários homicídios, mediante a utilização da sua navalha, depois de ter sido transportado para o Imaginário num caixão, depois de estar sequestrado, depois de ter sobrevivido à tentativa de assassinato de Armando Guilherme, depois de ter matado a cadela, acabou por se vingar de Luísa com a arma de fogo do tio desta.
No epílogo da obra, os verdadeiros vencedores foram o negro que, dispondo apenas de uma arma branca, derrotou os possuidores de armas de fogo: metralhadoras e pistolas, e o porco de grande porte que ainda se alimentou de “vitela branca” (risos) de Elmano.
A descrição e a narração das cenas mais violentas atinge um impressionante detalhe e revela um importante repertório de conhecimentos da matéria: é como se estivéssemos presentes. Faz lembrar um relato de futebol, em que tudo é descrito instantaneamente. Este livro é um verdadeiro filme descrito e narrado apenas por palavras. Aqui, não se aplica aquele provérbio chinês, segundo o qual uma imagem vale mais que cem mil palavras.
Na leitura deste romance nem eu me lembrei que não vejo. É caso para dizer: neste livro, até um cego vê…
Gostei, pois, de ter lido este romance. Gostarei, com toda a certeza, de ler outros romances teus.

"A Guerra de Gil" foi publicado em 2008 pela editora Temas e Debates e é passado no concelho de Caldas da Rainha, onde me fixei nessa altura.

Um "Titanic" televisivo: "Penny Dreadful"

O começo




"Penny Dreadful" começou bem.
Num ambiente escuro de uma Londres visualmente assustadora, entravam em cena um explorador intrépido (Sir Malcolm Murray, interpretado pelo ex-007 Timothy Dalton), uma mulher capaz de comunicar com o mundo da magia e do sobrenatural e de origens obscuras (Vanessa Ives, Eva Green), um lobisomem promissor (Ethan Chandler, Josh Hartnett) e, ao longo dos vários episódios, o Dr. Victor Frankenstein, o Dr. Henry Jeckyll, Van Helsing, Dorian Grey e... Drácula.
"Penny Dreadful" tinha todas as condições para sair bem: a mistura inteligente de várias fontes literárias, uma boa capacidade inicial de articular as narrativas e o recurso a material próprio (como toda a narrativa da segunda temporada, encabeçada por Helen McCrory (perfeita em "Peaky Blinders").
Mas isto foi apenas nas primeira e segunda temporadas.
A terceira começou bem e depois... afundou-se. As linhas narrativas confundiram-se e perderam força, os elementos ficcionais mais fortes foram desperdiçados e Drácula, finalmente, não passou de uma caricatura.
Não se percebe, neste caso, se o desastre da terceira temporada, por decisão do criador de "Penny Dreadful", o argumentista John Logan, nasceu do cancelamento da série ou se suscitou esse mesmo cancelamento. Mas pouco interessa. "Penny Dreadful" afundou-se irremediavelmente, desperdiçando boas ideias, boas histórias já publicadas, actores de qualidade e tudo aquilo que, como estrutura narrativa, fora construindo. Foi uma espécie de "Titanic" televisivo. E foi pena que assim acontecesse.


O fim: nunca mais veremos o "Lupus Dei", os demónios de Vanessa Ives, um monstros de Frankenstein e o explorador inspirado em Júlio Verne e H. Rider Haggard...




(Vi "Penny Dreadful" no canal de televisão por cabo TV Séries.)

Lixo BTT