quarta-feira, 7 de maio de 2014

Porque não gosto dos CTT (70): qualidade tipo treta

A empresa CTT gosta muito dos "índices de qualidade" que vai afixando nos seus postos para mostrar que os serviços são uma maravilha, que responde a todas as reclamações, que o correio é sempre entregue a tempo e horas e etc.
Só que esta "qualidade" é uma "qualidade" de estatística, do género "se o meu vizinho tiver dois carros e eu não tiver nenhum, cada um de nós tem um carro".
É possível que haja zonas das principais cidades (ou áreas metropolitanas) onde há entregas todos os dias, onde o correio não demora vinte dias a chegar e onde as reclamações até sirvam para alguma coisa. Mas no interior não é assim.
Na zona do interior do concelho de Caldas da Rainha, onde vivo, não há distribuição de correio todos os dias. Na semana passada, na sexta-feira, recebi um jornal regional (que já parece gozar de alguma prioridade) e mais nada. Anteontem, segunda-feira, e ontem, terça-feira, não chegou nada.
E, no entanto, eu estou à espera de uma correspondência vinda expedida há dez dias de Faro...

terça-feira, 6 de maio de 2014

Já que meter água é com eles, porque é que não vão prevenir incêndios?

O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha teve hoje um dos momentos de glória ao figurar na cerimónia de entrega de capacetes a bombeiros promovida por essa misteriosa estrutura que é a Comunidade de Municípios do Oeste (ou algo assim), com direito a palavrinhas de circunstância.
Foi pena que ninguém tivesse perguntado a "Tinta Ferreira, Dr." o que é que fez, desde o verão passado, em matéria de limpezas de matas e de fiscalização da obrigação dos proprietários dos terrenos de limparem os seus terrenos para impedirem incêndios.
Nada, claro.
E, se calhar, ainda bem porque se esta câmara se metesse a prevenir incêndios florestais ainda acabava por provocar desastres maiores...




No meio da Lagoa não há incêndios mas, com eles, nunca se sabe

"Gotham"

Não parece ser a série "Agents of Shield" (da Marvel, que faz de conta que não há super-heróis), não parece ser "Arrow" (da DC, que nos traz o Arqueiro Verde embora numa versão quase "jovens adultos") e... não se sabe como será o "Flash" (que já tivemos uma espécie de apresentação" em "Arrow"). Mas é "Gotham", uma história da Gotham City de Batman e do seu aliado James Gordon (Ben McKenzie) cujo "trailer" promete muito, mesmo muito:


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Idiotas com cão (6): "só quer é brincar"

Passeante com cães (dois, ou duas, "boxers"), vestida a rigor em "toilette" de passeio na praia à maneira, à beira da Lagoa de Óbidos.
Um dos cães fica de trela, o outro (ou outra) fica à solta. A dona dos "boxers" proclama, relativamente à que está à solta: "Ela só quer é brincar".
Seria possível que sim, porque a "boxer" ainda parecia jovem.
Mas este "só quer é brincar" é uma variante da atitude idiota do "não faz mal" de gente que não consegue perceber que outro cão pode não querer "brincar" e que até pode receber mal as investidas de um cão mais novo que só tem essa intenção mas que, à sua maneira, exprime uma atitude agressiva.
Dá ideia, por vezes, que a inteligência destas pessoas foi passear por sua própria iniciativa, distanciando-se do ser humano a que, em teoria, pertence...

Preciosidades






Cinco vinhos da Quinta da Fata, um dos melhores produtores dos melhores vinhos do Dão, em prova de apreciadores bem formados e melhor informados:
 
- Quinta da Fata Clássico de 2006 - Muito bom.
- Quinta da Fata Touriga Nacional 2006 (tinto, monocasta) - Muito bom. (Eu, em especial, gosto muito dos Touriga Nacional deste produtor e, na minha opinião individual, atinge o grau de excepcional.)
- Quinta da Fata Clássico 2007 (tinto) - Excepcional.
- Quinta da Fata Reserva 2007 (tinto) - Excepcional.
- Quinta da Fata Encruzado 2012 (branco, monocasta) - Excepcional.


domingo, 4 de maio de 2014

A Fenprof contra o regime democrático

Reparem bem:
 
- a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) recorre ao poder judicial contra o poder político por meio de providências cautelares (combatendo o princípio da separação de poderes que é um dos pilares da democracia), para impedir uma prova de avaliação de professores;
- o poder judicial acaba por não dar razão à Fenprof;
- a Fenprof não aceita a decisão final da instância a que recorreu e anuncia que vai, fisicamente, impedir a prova.
 
Ou seja: a Fenprof recusa a decisão dos tribunais porque não concorda com ela. Mas aceitá-la-ia se concordasse.
Com isto, é a própria democracia que a Fenprof rejeita.

sábado, 3 de maio de 2014

As afinidades electivas do presidente da Câmara Municipal e do director da "Gazeta das Caldas"



Tinta Ferreira, o presidente da câmara, e José Luiz de Almeida e Silva, o director

Ninguém está isolado no mundo e cada pessoa tem direito a ter e a manter as suas relações pessoais, de amizade, de conveniência ou de oportunidade social independentemente das posições que ocupa. Exigir o contrário seria absurdo.
Diferente é, no entanto, se as relações pessoais de alguém que ocupa um cargo de notoriedade e de influência públicas permitem que se gere a dúvida (e isto na mais benevolente de todas as perspectivas) sobre a objectividade ou a independência de opinião dessa pessoa. Não é só ela que fica mal. É também a entidade onde essa pessoa exerce a sua influência directa e/ou dirige.
O economista caldense José Luiz de Almeida e Silva é com certeza um profissional experiente, soube elevar o jornal que dirige (a "Gazeta das Caldas") a um patamar interessante e tem uma perspectiva sobre Caldas da Rainha (talvez mais sobre a cidade do que sobre o concelho).
Tinta Ferreira, que até pode ser um jurista excepcional e um funcionário público de grande valor profissional, é presidente da câmara desde Setembro do ano passado. Nos sete meses que já passaram não houve coisa de visibilidade pública que não tivesse corrido mal, a começar pelas obras da Avenida 1.º de Maio, que paralisaram essa parte da capital do concelho durante muitos meses... só para alargamento dos passeios.
E, no entanto, na coluna de crítica da "Gazeta das Caldas", onde outras personalidades públicas têm sido criticadas a um nível que roça o insulto pessoal, Tinta Ferreira nunca apareceu. A "Gazeta das Caldas" refere-se, de passagem, aos problemas causados pela sua gestão municipal mas sem nunca citar o alcaide. Já era o suficiente para suscitar muitas e variadas dúvidas.
 
A glorificação "coreana" do grande líder caldense
 
Este quadro, já de si bizarro, chegou agora a um ponto de paroxismo quando, na edição de ontem, a "Gazeta" põe Tinta Ferreira em seis (6) fotografias em outras tantas notícias. O presidente da câmara pode ter tido este protagonismo público durante uma semana mas há nisto algum exagero.
E, o que é mais sintomático, numa das notícias, o presidente aparece com o director da "Gazeta" a propósito do estudo prospectivo sobre as termas até 2035 (a que já aqui nos referimos), que é dirigido por José Luiz de Almeida e Silva.
Na notícia (ilustrada com a fotografia que aqui reproduzimos), José Luiz de Almeida e Silva não é identificado como director do próprio jornal mas como "especialista em análise prospectiva".
Isso não é suficiente, no entanto, para separar as águas. José Luiz de Almeida e Silva não terá seguramente uma dupla personalidade; enquanto está a dirigir a "Gazeta" está decerto a pensar no futuro das termas e enquanto estuda o futuro das termas está decerto a pensar na edição seguinte da "Gazeta".
A lógica de não citar a sua função de director de um jornal nasceu com o próprio jornalismo (o princípio é este: não se fala na coisa e a coisa não existe) mas é apenas uma expressão do pensamento mágico e, numa sociedade pluralista e de liberdade de imprensa, não ilude a realidade: o facto de o presidente da câmara entregar um estudo sobre o que deve encarar como a maior decisão da sua vida política ao director de um dos dois jornais do concelho.
É aqui que se aplica o princípio (extensivo ao jornalismo) de que "em política, o que parece é".
E mesmo que a multiplicação de fotografias do grande líder autárquico se revista apenas por acaso de um carácter "coreano" ou que o pensamento de José Luiz de Almeida e Silva sobre as termas seja completamente isento, a dúvida instala-se, germina, desenvolve-se.
Ela não atinge apenas os dois homens e o seu relacionamento institucional mas a credibilidade do próprio jornal, que vai ficando cada vez mais identificado (em notícias, opiniões editoriais e inevitavelmente as tendências dos seus jornalistas) com o PSD de Caldas da Rainha que dirige nesta altura a Câmara Municipal.
É pena que José Luiz de Almeida e Silva não veja que, prospectivamente, isto só vai prejudicar um jornal que, pelo seu passado, merecia outro futuro.


*

Adiar para não decidir - Costuma dizer-se que quando um órgão de poder não quer tomar uma decisão cria um grupo de trabalho ou encomenda um estudo. A Câmara Municipal de Caldas da Rainha tem em seu poder, há mais de um mês, a proposta do Governo sobre o Hospital Termal. Mas, em vez de decidir (e tem legitimidade para o fazer mesmo que não tenha dinheiro ou capacidade de pensar), a câmara encomendou um estudo prospectivo.
Continuem os defensores do Hospital Termal a pensar que, assim, as termas têm futuro e a desilusão ainda lhes vai doer mais.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Uma excelente ideia para valorizar o espaço público à beira da Lagoa de Óbidos


Não sei de quem foi a ideia mas foi muito bem imaginada: barreiras que limitam (a 2,2 metros) a altura dos veículos que têm acesso a uma zona pública que fica entre a praia da Foz do Arelho e a Lagoa de Óbidos.
Deste modo não entram nem os autocarros de turismo nem as caravanas (que têm um parque próprio mesmo ao lado). O espaço fica livre para uso de pessoas e veículos ligeiros.
Esta praça, aprazível, pode ser melhor aproveitada e merece mais do que agora têm, e este é um primeiro passo. Espero eu que seja, claro, e que a valorização deste espaço não termine aqui.


 

E os veículos indesejados ficam de fora



Um cancro nos seguros

 
A Inter Partner Assistance. Darei pormenores a seu tempo.
Mas, para já, um conselho: antes de contratarem um seguro, certifiquem-se de que a companhia de seguros que pensam estar a escolher não vos atira para as mãos dessa gente.

"Morte nas Trevas"





 
Já faltam poucos dias para a saída de "Morte nas Trevas" (mais uma história com o ex-inspector Gabriel Ponte, na Topseller), o meu décimo "thriller" desde 2004.