segunda-feira, 10 de março de 2014

11 meses (330 dias) e uma "repavimentação" por acabar



11 meses (330 dias), em Abril de 2013, começaram as obras de substituição de uma conduta de água em 1100 metros de uma rua da freguesia de Serra do Bouro (Caldas da Rainha).
 
A empresa contratada para o efeito (Guilherme e Neves Construções, Lda) ganhou 76 000 euros (talvez com o IVA já incluído) e deixou de executar a sua gloriosa tarefa em Outubro do ano passado, depois de várias repavimentações falhadas e diversas tentativas de tapar buracos com terra e pedras soltas que a chuva se encarregava de levar.
 

Em Junho e em Julho desse ano, a empresa Cimalha - Construções da Batalha, SA foi contratada por um valor global de 1 038 040 euros (com IVA incluído) para "repavimentar" várias ruas em várias freguesias de Caldas da Rainha e nesta mesma rua da Serra do Bouro (obra que lhe renderia 21 047,25 euros, com IVA incluído), com um longuíssimo prazo de execução de ... nove meses.
 
Na Serra do Bouro, insistiu em fazer a mesma asneira da sua predecessora, tapando buracos com terra e pedras soltas até se decidir pela "repavimentação" a que estava obrigada. Mas a "repavimentação" ficou a meio. Ou ficou mal feita. Quem souber, ao certo, que diga. Porque agora está tudo parado.
  
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha não consegue, não quer ou não pode controlar a situação. Contratou as empresas mas não parece fiscalizar com rigor o que elas andam a fazer. Esta rua fica longe, muito longe, da Câmara: entre 10 a 12 quilómetros de distância, dependendo da estrada utilizada. Chegou em Junho do ano passado a prometer a "repavimentação" para o "final do verão" de 2013. O resultado, passados 330 dias (mais 30 e faz um ano...), é o que está à vista.
 
 
Mas eles riem-se, contentinhos da Silva...
 
 

domingo, 9 de março de 2014

"A Ponte" ("Bron/Broen") no AXN

Uma das melhores séries policiais nórdicas - depois de "Forbrydelsen/The Killing" - vai ser apresentada no AXN a partir do próximo dia 16: trata-se de "Bron/Broen" ("A Ponte"), uma coprodução sueco-dinamarquesa da qual já foi exibida a inferior versão americana ("The Bridge").
Sobre ela já aqui escrevi em Fevereiro do ano passado e recomendo-a. 

A ponte do crime e os actores Saga Norén e Martin Rohde

Reflexões sobre a literatura "policial" (13): o falso culpado e o falso inocente

A assassina B. A Polícia detém A, reúne as provas que mostram ser ele o assassino e (no caso português) o Ministério Público acusa A de assassínio de acordo com os preceitos legais. A é levado a julgamento. É declarado culpado... ou inocente. Esta é a situação da vida real.
Na ficção policial (consideremos a literatura e o cinema), como é que se transforma isto numa boa história?
Não há muito por onde escolher, segundo as regras do "thriller":
(a) a descrição pormenorizada e emocionante do julgamento, aceitando a bondade da acusação;
(b) a revelação, por uma nova investigação e recolha de provas, de que A estava inocente (é muito mais raro o contrário);
(c) introduzir uma reviravolta à vigésima quinta hora, onde fica demonstrado que o acusado é mesmo culpado - passado o julgamento (e transitado em julgado o acórdão, de tribunal colectivo, no caso português, embora ficcionalmente haja pouco tempo para os prazos processuais), ter A, que foi absolvido, a confessar ao advogado de defesa que afinal foi ele o assassino, ou a cometer uma distracção que leva o seu advogado de defesa a perceber isso mesmo: A matou, é culpado mas foi absolvido porque conseguiu arranjar maneira de o tribunal acreditar na sua inocência.
No caso do falso culpado e do falso inocente, a a tendência, à falta de melhor, é, repetindo as soluções se não há imaginação para mais, pôr-lhes roupagens bonitas ou diferentes. Perde-se a originalidade mas, claro, não há plágio. Será, mais bondosamente, uma espécie de "déja vu" literário. Quem não conhecer os antecedentes tende a ficar em estado de maravilhamento.
Em 1996 o filme "A Raiz do Medo" ("Primal Fear") definiu tudo o que havia para definir nesta matéria. Eu, como autor de "thrillers", nunca exploraria (nem explorarei) o tema do falso inocente, apesar de já pouca gente se lembrar do filme. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

O que resta


Da primeira página do "Jornal das Caldas" de 5.03.14
 
Talvez não haja melhor imagem do que esta, e que é o emblemático lugar-comum do travestismo do carnaval português (que há de ter uma explicação psicológica), para simbolizar que é hoje Caldas da Rainha, concelho cuja capital foi devastada por obras mal pensadas e pior concretizadas, que desprezou todo o seu património cultural, ambiental e paisagístico, que deixou fechar um reputado hospital termal, que perdeu visibilidade (vejam na A8 quantas placas é que indicam Caldas da Rainha) e que só a recupera quando o seu peculiar ex-presidente de câmara é notícia.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Porque não gosto dos CTT (68): o "serviço público" do Carnaval

Na segunda-feira foi... segunda-feira e o fim-de-semana deve ter sido cansativo.
Ontem, terça-feira, foi Carnaval.
E hoje... devem andar a descansar do Carnaval.
Portanto, em três dias de uma semana, não houve distribuição de correspondência.
Amanhã ainda estarão a descansar do Carnaval? Ou estarão em estágio para o fim-de-semana?

terça-feira, 4 de março de 2014

A demonstração da importância do voto no MVC cinco meses depois das eleições

As obras mal planeadas que devastam a cidade de Caldas da Rainha, os subsídios camarários, a agenda do presidente da Câmara, as actas da Assembleia Municipal que estão por conhecer e a transparência das suas decisões e das decisões da Câmara, a queda de Caldas da Rainha nos índices de desenvolvimento regional, o Hospital Termal, a TV Caldas, a contratação de serviços pela Câmara, indemnizações por suspensões de obras, o inquérito ao "caso do gasóleo camarário", a aquisição do edifício da Expoeste/ADIO, a compra do terreno da EBI de Santo Onofre, o balanço do que foi ganho com o gasto de 85 mil euros no carnaval camarário de Caldas da Rainha...
 
 
Esta enumeração de assuntos que estão por esclarecer (e não são todos) faz parte da intervenção do Movimento Viver o Concelho (MVC) em Caldas da Rainha, que tem exigido esclarecimentos sobre matérias obviamente pouco claras da actividade camarária. 
Ela pode ser acompanhada no seu site oficial Viver o Concelho, onde se podem seguir as intervenções da candidata à Câmara, Maria Teresa Serrenho, e do candidato à Assembleia Municipal e membro deste órgão, Edgar Ximenes, e nos blogues De Tanto Estarem... e Salubridades, dinamizados por dois dos seus principais activistas, José Rafael Nascimento e Miguel Miguel.
Em apenas cinco meses, desde que as eleições autárquicas de 29 de Setembro puseram no mapa autárquico do concelho este movimento de independentes, o MVC já conseguiu chamar a atenção de muita gente para muito do que está mal e cercar os dirigentes da Câmara Municipal com uma série de perguntas incómodas que basta não terem resposta para se revelarem absolutamente pertinentes.
A iniciativa do MVC corresponde ao que os seus eleitores desejavam e talvez corresponda também ao que os eleitores dos outros partidos não encontram naqueles que ajudaram a eleger.
Aliás, a intervenção do MVC não se limita a pôr sistematicamente em causa a actividade do PSD caldense, que se julgava impune numa gestão incompetente que nem se poderia pensar ser tão má como se verifica.
Ela põe também em causa a presença dos outros partidos (PS, CDS e PCP) na Assembleia Municipal porque não se vê da parte dos que se proclamam "oposição" qualquer tipo de intervenção deste género.
Como aliás nunca se viu entre os representantes partidários que, alheios às preocupações das populações do concelho, usam os lugares que vão obtendo como simples provas de vida e acumulação de capital político para nas eleições seguintes os dirigentes dos seus partidos lhes darem mais alguma coisa.
É nem é errado falar num pacto de silêncio. Objectivamente esse pacto de silêncio existe.
Existe entre os partidos da "oposição" e em boa parte da comunicação social que só de passagem e quando a coisa entra pelos olhos dentro é que faz perguntas mais incómodas para a Câmara.
O apoio silencioso da "oposição" ao PSD caldense na Câmara Municipal está ao nível do apoio que, por exemplo, a "Gazeta das Caldas" tributa ao chefe "laranja" que até gosta de assinar como "Tinta Ferreira, Dr." para marcar bem a diferença relativamente ao resto da população.
 

 

domingo, 2 de março de 2014

O Carnaval das Caldas: 320 dias de incompetência

10 meses e 20 dias (320 dias), em Abril de 2013, começaram as obras de substituição de uma conduta de água em 1100 metros de uma rua da freguesia de Serra do Bouro (Caldas da Rainha).
 
A empresa contratada para o efeito (Guilherme e Neves Construções, Lda) ganhou 76 000 euros (talvez com o IVA já incluído) e deixou de executar a sua gloriosa tarefa em Outubro do ano passado, depois de várias repavimentações falhadas e diversas tentativas de tapar buracos com terra e pedras soltas que a chuva se encarregava de levar.
 
Em Junho desse ano, a empresa Cimalha - Construções da Batalha, SA foi contratada por um valor global de 1 038 040 euros (com IVA incluído) para "repavimentar" várias ruas em várias freguesias de Caldas da Rainha e nesta mesma rua da Serra do Bouro (obra que lhe renderia 21 047,25 euros, com IVA incluído). Também começou a fazer a mesma asneira da sua predecessora, tapando buracos com terra e pedras soltas até se decidir pela "repavimentação" a que estava obrigada. A "repavimentação" ficou a meio. Ou ficou mal feita. Quem souber, ao certo, que diga.
 
A Câmara Municipal de Caldas da Rainha não consegue, não quer ou não pode controlar a situação. Contratou as empresas mas não parece fiscalizar com rigor o que elas andam a fazer. Esta rua fica longe, muito longe, da Câmara: entre 10 a 12 quilómetros de distância, dependendo da estrada utilizada. Chegou em Junho do ano passado a prometer a "repavimentação" para o "final do verão" de 2013. O resultado, passados 320 dias (mais 45 e faz um ano...), é o que está à vista.
 
Nestas fotografias, por exemplo, das extraordinárias caleiras da Cimalha que iam garantir o escoamento das águas todas, depois da maravilhosa "repavimentação" da câmara da "nova dinâmica":
 
 
 

 

 
 
Noutro local da Serra do Bouro, na Rua da Escola (onde até funciona o Jardim Infantil da Serra do Bouro), onde a berma de uma estrada ainda alcatroada ruiu, o pessoal da Cimalha rasgou e levantou há quase um mês a camada de alcatrão existente. E nunca mais foi visto.


Eles a brincarem ao Carnaval com obras de fazer rir...
 
 

sábado, 1 de março de 2014

O Carnaval das Caldas é aqui!





É este o melhor cenário para se brincar o Carnaval em Caldas da Rainha: no meio das obras que deram cabo da cidade e que parecem ser uma maneira de a Câmara Municipal gozar impunemente com o pagode...

Calçada portuguesa: quem não tem dinheiro não pode ter vícios



© Diário Imobiliário

A calçada portuguesa pode dar origem a efeitos visuais muito bonitos mas quando não há dinheiro para a fazer de jeito nem para a manter, o resultado, às três pancadas, não dá apenas uma imagem de desmazelo. Torna-se também um perigo, como toda a gente sabe. Convém não esquecer: quem não tem dinheiro não pode ter vícios.
 
 
© Águas do Sul
 

Haverá sangue...

O "Diário de Notícias", sempre tão liberal nos comentários que faz e publica, fechou a comentários a notícia que dá sobre a compra da empresa que é sua proprietária (e do "Jornal de Notícias" e da TSF, entre outros órgãos de informação) por capitalistas angolanos, bancos portugueses e um empresário do entretenimento, como se pode ver aqui.