terça-feira, 4 de fevereiro de 2014



A minha assistente pessoal, quando lhe contei em primeira mão o que ia acontecer a Gabriel Ponte em "Morte nas Trevas", o terceiro livro da série (que sai em Maio).

AXN: incompetentes

Descrevi aqui o que foi, por duas vezes, o fiasco da repetição da terceira temporada da série "Sherlock" no AXN.
Seria natural que alguém nesse canal tivesse percebido o que se passou e optasse por recuperar "Sherlock". Mas não, estão-se completamente nas tintas: não há mais transmissões, nem aconteceu nada. É uma espantosa prova de incompetência e de desrespeito pelos espectadores e, já agora, por quem fez a série.
Da qual, talvez seja conveniente dizê-lo, nem sou fã.
Gostei das duas primeiras temporadas, fiquei um pouco surpreendido pelos delírios dos autores do argumento na terceira temporada, pela falta de imaginação que demonstraram ao irem buscar "V de Vingança" para o primeiro episódio e por terem inventado um novo supercriminoso depois de, desajeitadamente e cedo demais, terem deitado Moriarty para o lixo.


 

Uma Lei Seca para as praxes?

Não gosto das praxes académicas, não tive de conviver com elas no meu tempo (Faculdade de Letras de Lisboa, 1973-1974), não consigo perceber o mecanismo mental dos "jovens adultos" que aceitam todos esses rituais de submissão e servidão públicas, incomoda-me o autoritarismo cobarde de muitos dos seus animadores e acho ridícula (e duvidosamente higiénica, como se nota pelo cheiro, mesmo a alguma distância) a insistência no uso dos pesados trajes académicos.
E também sou dos que acreditam que as mortes do Meco tiveram origem num qualquer ritual que, ao que tudo indica, pertence a esse universo mais ou menos doentio.
Só que não acredito que a proibição das praxes seja, sequer, eficaz.
Quererão os proibicionistas meter uma câmara de vídeo em cada canto, em cada corredor, em cada pátio das traseiras, em cada casa para apanhar os que participam na coisa e destacar um polícia para acompanhar cada estudante?
Pensarão que uma qualquer Lei Seca (e a alusão não é gratuita) aplicada às praxes resolve os problemas todos?
As leis existentes, salvo melhor opinião, cobrem todos os potenciais riscos, ilícitos e actos ilegais que podem existir num ambiente dessa natureza. Há que aplicá-las e, nas próprias instituições, criar mecanismos dissuasores das piores práticas.
E, já agora, convencer os reitores do ensino público de que não faz mal contrariar os estudantes de vez em quando e os reitores (e os proprietários) do ensino privado de que a máxima de que o cliente tem sempre razão pode esbarrar nos limites impostos definidos pela lei e pelo bom senso.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mais uma da Cimalha

Na Rua da Escola, na Serra do Bouro, uma parte da berma da estrada deu de si. A empresa Cimalha - Construções da Batalha SA teve a rua cortada durante alguns dias e andou a "trabalhar" no local.
O resultado foi o que a fotografia de baixo documenta: a rua ficou esventrada sem a precária camada de alcatrão que tinha, e a berma não foi reparada.
Esta empresa foi escolhida por concurso público pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha para duas empreitadas onde, com IVA incluído, ganhará mais de um milhão de euros.
 
 

 

De tanto obrarem...*



Um presidente de câmara rodeado de obras por todos os lados é a felicidade absoluta?

1 - As obras que estão a paralisar a cidade de Caldas da Rainha começaram todas praticamente ao mesmo tempo ou, o que vai dar ao mesmo, estão a ser feitas todas ao mesmo tempo. A cidade tem bastantes vias de entrada e de saída mas o centro ficou completamente bloqueado. É incómodo para os residentes e uma calamidade para o comércio urbano, não apenas porque quem vem de fora não consegue chegar às lojas nem ter onde parar o carro (e as pessoas vêm de fora de carro) mas porque há alternativas: os supermercados, de muito mais fácil acesso. É um erro.
 
2 - O dinheiro gasto nestas obras (oito milhões de euros, segundo o previsto) não serve para resolver problemas que afectam as populações (o concelho está cheio deles) mas, por exemplo, para uma coisa completamente dispensável: o alargamento dos passeios da Avenida 1.º de Maio. Se, no que não acredito, a Linha do Oeste vai ser ressuscitada, a principal via de acesso à estação ferroviária ficará congestionada. É um disparate.
 
3 - As obras começaram no verão passado. Já lá vão seis meses. As obras (e era previsível) atrasaram-se, porque chove (era previsível) e porque as empresas em matéria de obras públicas nunca começam e acabam, optando por intervalar umas obras com outras (é o hábito, e toda a gente parece aceitá-lo). O que estava previsto para durar 90 dias já dura 1000 dias. Agora os custos derraparam. Ganha quem faz as obras (se não ganhassem, de que adiantaria rever os preços?), perde o erário público. É desastroso.
 
4 - As obras começaram a ser feitas antes das eleições autárquicas de Setembro do ano passado e depois das eleições autárquicas. É uma coincidência.
 
5 - Os vereadores do PS votaram contra a revisão dos preços. O vereador do CDS votou a favor. O PSD, que domina a câmara, votou obviamente a favor. O MVC tem-se feito ouvir, alertando contra os atrasos e contra o incumprimento do que estava previsto e exigindo informações públicas sobre este assunto. Do PCP nada se ouve (por estar distraído com a Troika ou por se ter aliado ao "ex" Fernando Costa em Loures?). O debate público é útil e esclarece os eleitores e a crítica, quando é merecida, nunca fez mal a ninguém. 

*com a devida vénia a José Rafael Nascimento, autor do blogue De tanto estarem

domingo, 2 de fevereiro de 2014

As freguesias não servem para nada

A zona rural do concelho de Caldas da Rainha era uma freguesia que, no processo de reorganização de freguesias, foi anexada por uma freguesia da cidade de Caldas da Rainha, por cima de uma terceira freguesia, num processo completamente idiota.
Antes das eleições, quando a coisa ficou definitiva, a junta de freguesia anterior (aqui perto) nunca se preocupou com os problemas, nesta zona, das rupturas da rede de água e das obras intermináveis (começadas há 10 meses para pouco mais de mil metros de rua).
Depois das eleições, com a junta de freguesia transferida para a cidade e enxertada na outra junta de freguesia, é exactamente a mesma coisa: a "nova" junta de freguesia também não liga (desculpem, leitores mais sensíveis...) a ponta de um corno ao assunto. Talvez por ficar muito longe... à distância astronómica de doze (12) quilómetros!
 



RTP2 terá passado a versão integral de "Margens do Paraíso"?

 
A notável mini-série "Margens do Paraíso" ("Top of the Lake"), que marca a muito positivamente a entrada do cinema de "arte e ensaio" na televisão pelas mãos hábeis de Jane Campion, pode ter sido passada pela RTP2, que a transmitiu, numa versão que não é a integral.
A série foi apresentada em seis episódios e parece ter chegado ao fim (o último episódio foi transmitido há duas semanas). Mas, na origem, "Margens do Paraíso" aparece com sete episódios, e é dessa forma que é comercializada em DVD. 
No IMDB, o tempo indicado para cada episódio é de 50 minutos e os que foram exibidos pela RTP2 aproximam-se dos 60 minutos. Em várias fontes encontram-se também versões diferentes para a duração total da série: 360 minutos em alguns casos e 353 noutros.
 
 
Jane Campion também já descobriu a televisão
 

AXN, TV Salsicha

Demonstrando um inegável brio profissional, quem dirige/programa/seja-lá-o-que-for o canal de cano AXN resolver repetir ontem à tarde e esta madrugada a temporada 3 da interessante série "Sherlock".
Só que a repetição, nessas duas vezes, foi feita em blocos de sensivelmente 50 minutos, com os três episódios programados com intervalos de 50 minutos para cada um. E como cada um dos episódios tem cerca de 90 minutos, o resultado foi (nas duas vezes!) a transmissão integral do primeiro episódio, a transmissão de metade do segundo e o desaparecimento do terceiro.
Como há sempre um intermediário entre o AXN e o espectador (a Meo, a Zon ou a TV Cabo), o público não pode fazer chegar o seu descontentamento aos responsáveis pela asneira, que estariam bem melhor a trabalhar numa cadeia de produção de salsichas, e o disparate acaba por ficar impune.
 
 

 

Tipo "Agarrem-me senão eu bato-lhes..."


Depois de exigir a demissão do Governo, a CGTP "pede 'cartão vermelho' a Governo nas europeias" 
 
Francisco Louçã em entrevista: "Uma esquerda cobardolas perde a capacidade"
 
(Fonte: "DN")

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O Governo caiu, a Troika foi-se embora e o PR convidou Jerónimo de Sousa a formar governo

Foi este - só pode ter sido, não se admite que não seja, é impensável qualquer outro resultado - o desfecho deste dia de luta nacional (ou dia nacional de protesto, ou algo assim) promovido pela CGTP.
Não é crível que, depois de 1000 dias a desgastar o Governo, a aterrorizar a Troika e a combater o Presidente da República, o resultado seja um ultra-pífio pedido (?!) de "cartão vermelho" ao Governo nas eleições europeus feito, segundo escreve carinhosamente o "DN", pelo "Arménio".