sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A "Gazeta" também acha, como eu, que Caldas da Rainha está transformada num estaleiro

Aqui no meu blogue, em 11 de Janeiro, publiquei o título "Caldas da Rainha, cidade-estaleiro", com um texto que pode ser lido aqui e fotos.
 
Hoje, vinte (20) dias depois, a "Gazeta das Caldas" também acha que "O centro das Caldas da Rainha está transformado num estaleiro de obras".
 
Mais vale tarde do que nunca, claro, e eu, benevolentemente, até desculpo os direitos de autor da frase.
 
Só é estranho que, fazendo-o, a "Gazeta" seja incapaz de apontar o dedo à actual gestão camarária (que passa sempre incólume neste jornal...), optando por, num texto que é incompreensível para a grande maioria dos seus leitores (eu, pelo menos, não sei o que se passa no PSD caldense, ao contrário da "Gazeta", pelos vistos), se atirar ao anterior presidente, Fernando Costa, que é, sabe-se-lá porquê, um dos ódios de estimação deste jornal. 

Tempus fugit

A CGTP e o PCP já só têm 95 dias para conseguirem o que não conseguiram em 1000 dias: expulsar a Troika (ou "lixar" a Troika, na versão mais intelectual) e demitir o actual governo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O MVC ao ataque

O MVC (Movimento Viver o Concelho), que se estreou nas eleições de Setembro em Caldas da Rainha, abordou três problemas prementes da cidade e do concelho, intervindo deste modo activamente nos assuntos que têm a ver com a vida quotidiana dos seus habitantes.
Um é o das obras caóticas na cidade, exortando a Câmara Municipal a "tudo fazer para que seja melhorado o planeamento das obras e oferecidas alternativas adequadas de circulação de viaturas e de peões, cumprindo-se escrupulosamente os prazos e orçamentos previstos, a par de uma informação mais eficaz aos cidadãos, tanto nos locais das obras como nos meios de comunicação social".
A segunda intervenção é a de Edgar Ximenes, eleito do MVC na Assembleia Municipal, que escreve na edição do "Jornal das Caldas" de hoje sobre as encerradas termas de Caldas da Rainha e sobre as anunciadas Termas das Gaeiras de Óbidos: "No plano termal, Óbidos ainda não tem nada mas pode vir a ter alguma coisa, enquanto Caldas tinha tudo e agora parece não ter nada."
A terceira é de Miguel Miguel, no mesmo jornal, acompanhando a elaboração do Orçamento Participativo.
A ausência de qualquer intervenção concreta do PS, do CDS, do PCP e do BE sobre estas matérias só confirma a incapacidade que esses partidos têm de ir além das modestas provas de vida que procuram fazer nas eleições e na Assembleia Municipal e a importância que o MVC tem de continuar a assumir na abordagem dos problemas concretos do concelho. 

Desaparece a praia, alarga-se a Lagoa...

Com o areal que está em contacto directo com o mar a ser desgastado pelas ondas, a praia da Foz do Arelho está realmente a desaparecer e a aberta deixa de ter qualquer importância. O resultado é este: o desaparecimento de partes do areal e a criação de duas imensas lagoas... que acabam por fazer a ligação com a Lagoa de Óbidos, que está cada vez mais assoreada.
Como o desassoreamento da Lagoa não avança e a intervenção na aberta, nesta fase, de pouco parece servir (porque ela ainda existe, embora cada vez mais fechada), pode ser a velha Mãe-Natureza esteja a resolver o problema da Lagoa à sua maneira, ampliando-a.
Quanto à praia... para que quer Caldas da Rainha uma praia se não sabe quais são as vantagens de ser um concelho com praias?!






Meia-dose de passeio, a convidar ao estacionamento



Não havia passeio, nesta rua que sobe da Foz do Arelho para a Rotunda da Greenhill, em Caldas da Rainha, mas agora há. Mas é só meia-dose de passeio porque, depois das casas, quem por ele passa acaba por se meter no mato... e nos dois lados da rua. 
E não é só isso. Enquanto há praia e sem lugares de estacionamento que cheguem para a procura, todos os locais sem bons. Facilmente se perceberá que estes passeios vão ter muita procura para os veraneantes sem alternativa largarem os seus veículos.
Dá ideia, nesta terra, de que as coisas nunca conseguem ficar bem feitas...
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Incompreensível

 
Pode acontecer que a Avenida 1.º de Maio de Caldas da Rainha tenha uma tradição qualquer de zona para peões que se tenha perdido. Mas desde que a conheço, quando para cá comecei a vir há mais dez anos, sempre foi uma via de passagem, para chegar à estação (quando a Linha do Oeste estava viva...) e para conseguir encontrar um lugar para depois ir à zona comercial ou mesmo à Praça da Fruta.
É por isso, e pelo gasto despropositado, que não compreendo por que motivo a Câmara Municipal decidiu alargar desmesuradamente os passeios nestas obras sem fim...


 



 
... onde, aliás, não se vê um único banco para os desejados passeantes se poderem sentar.
Nada disto faz muito sentido.

domingo, 26 de janeiro de 2014

A dúvida, essa, é legítima...


Não consigo perceber como é que a empresa Cimalha - Construções da Batalha SA, que deixa o brilhante rasto de obragem que as fotografias registam, foi seleccionada para conseguir ganhar dois contratos de empreitada com a Câmara Municipal de Caldas da Rainha que lhe darão a ganhar 844 mil euros. (Ou um milhão e tal, se contarmos com o IVA, do qual uma contabilidade bem feita ajudará sempre a reter uma parte.)

















É um bom portefólio, não é?

Vai mudar tudo em 1 de Fevereiro?!

A CGTP anda há três anos a batalhar contra o actual governo (que acusa de não ter legitimidade política apesar de ter resultado de eleições cujo resultado ninguém contestou) e contra a troika, pedindo tudo e mais um par de botas, com greves de toda a espécie, manifestações, concentrações, marchas, desfiles e outras acções mediáticas e no próximo dia 1 de Fevereiro há mais um "Dia Nacional de Luta".
Se tudo continuar na mesma no dia 2 de Fevereiro, a CGTP devia explicar-se, relativamente à sua prodigiosa estratégia de "luta nacional".

sábado, 25 de janeiro de 2014

Piratas e pirataria no "Tomate"


 

 

 
 
 
 
A minha opinião sobre a pirataria das obras cinematográficas e os "downloads" ilegais na edição deste mês do e-magazine Tomate deste mês:
 
 
 
 
 
O discurso anti-pirataria é hoje institucional. Mas a situação continua a ser grave. As autoridades policiais internacionais dizem que parte do dinheiro obtido com a venda de filmes ilegalmente copiados se destina a financiar actividades criminosas ainda piores a uma dimensão internacional. Esse é um aspecto da questão. O outro, que devia fazer corar de vergonha muitos arautos do protesto e do “politicamente correcto”, é o facto de a cópia criminosa e o “download” ilegal, a que muita gente se entrega sem problemas de consciência, iludir as expectativas das receitas de todos aqueles que estão envolvidos na produção e distribuição dos filmes pirateados. Não são só os capitalistas do sector que perdem dinheiro. São, também, todos os outros (em especial os que são remunerados pelos direitos de autor), cujo pagamento depende das receitas, de bilheteira ou da venda (legal) dos respectivos DVD e dos “downloads” legais da obra.
 
O texto integral pode ser lido aqui.

Uma questão de ciência

Seria esclarecedor saber, dos muitos, poucos ou assim-assim bolseiros da relativamente magnânima Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), quantos é que, aplicando os conhecimentos adquiridos nessa sua formação e já doutorados, se encontram...
 
1 - a trabalhar em empresas situadas em território português;
2 - a trabalhar em empresas situadas noutros países;
3 - a ensinar em instituições universitárias ou equivalentes em Portugal e noutros países;
4 - a fazer investigação científica em instituições universitárias ou equivalentes em Portugal e noutros países;
5 - desempregados;
6 - a trabalhar por vontade própria noutros sectores que nada têm a ver com a formação adquirida.