domingo, 5 de janeiro de 2014

Sebastião Barata (Segredo dos Livros) gostou de "Morte na Arena"


Sebastião Barata publicou no blogue Segredo dos Livros uma opinião muito favorável a "Morte na Arena", onde faz uma análise estimulante e muito relevante sobre o que escrevo.
O texto pode ser lido na íntegra aqui mas é justo que destaque um excerto:

A escrita de Pedro Garcia Rosado é excelente para este género de thrillers, em que são descritas cenas de violência, por vezes bastante chocantes para sensibilidades mais impressionáveis . O autor utiliza uma linguagem do tipo telegrama, fria e com poucos adjetivos, com frases curtas. Começa por apresentar um prólogo com a cena de um crime horroroso que prende imediatamente a atenção do leitor e, lentamente, vai revelando pormenores, à medida que as investigações prosseguem. São estes "rebuçados" que tornam a leitura tão aliciante e mantêm o interesse do leitor da primeira à última página. (...)  Parece-me um género de ficção muito mais arrepiante do que o policial, mais próxima da literatura de espionagem ou sobre sociedades secretas.
 
 
 

As opiniões de Vera Brandão e de Lars Gonçalves sobre "Triângulo"


Mais duas opiniões sobre o meu romance "Triângulo", o livro que em 2012 terminou, pelo menos em parte, a minha série "Não Matarás" (Asa/Leya, 2010-2012),
As opiniões, sempre interessantes e estimulantes, são de Vera Brandão (Menina dos Policiais) e Lars Gonçalves (Os Livros do Lars) e será útil retê-las nesta altura, a poucos meses da publicação de "Morte nas Trevas" (Topseller, na série "As Investigações de Gabriel Ponte"), mais um "thriller" que, desta vez vai ter um "guest star" especial...
Eis dois excertos das opiniões de Vera Brandão e de Lars Gonçalves:
 
 
Embora "Triângulo encerre uma trilogia", é de fácil compreensão caso se leia isoladamente. No entanto, eu aconselho a leitura dos livros antecessores afim de conhecer aquela que é a personagem mais carismática da saga, Joel Franco. (...)
"Triângulo" é um livro inquietante, intenso, perturbador e compulsivo. Li-o numa tarde. Escusado será dizer que "Triângulo" prova, uma vez mais, a minha preferência por Pedro Garcia Rosado na ficção policial portuguesa.
 
Vera Brandão (texto integral aqui)
 
 
Este livro marca o final de uma excelente trilogia policial portuguesa, que tem excelentes descrições do nosso país. Com personagens sólidas e muito humanas, podemos sentir a angústia de Joel ao longo da mesma. (...) O final deste livro deixou-me simplesmente KO! Absolutamente espectacular e apanhou-me completamente desprevenido! 
Se gosta de ler policiais de qualidade compre com a minha recomendação, qualquer livro do Pedro Garcia Rosado. Sem dúvida um mestre do policial português! (Avaliação: 9-10)
 
Lars Gonçalves (texto integral aqui)
 
 
 
 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Turismo de catástrofes - o melhor turismo para a Lagoa de Óbidos...em Caldas da Rainha

Em Óbidos, que Caldas da Rainha não tem nada a ver com o assunto, já existe um plano de "marketing" para a Lagoa de Óbidos (que "pertence" ao município de Óbidos e de Caldas da Rainha).
É ambicioso, anuncia um festival para o verão de 2014 e aponta, como seria de esperar, à parte obidense da lagoa.
A iniciativa foi da Associação Empresarial de Óbidos, município que às suas diversas iniciativas em prol do turismo e da angariação de receitas para a sua região (o festival do chocolate, o Mercado Medieval, a Vila Natal e as Termas das Gaeiras) junta agora o aproveitamento da Lagoa de Óbidos. 
A apresentação deste projecto coincidiu com mais um fecho da passagem que liga a lagoa ao mar (a "aberta") e com uma intervenção apressada numa situação que nada tem de novo.
Neste processo todo, onde a Câmara Municipal de Óbidos surge em destaque, a Câmara Municipal de Caldas da Rainha confirma a sua irrelevância e a irrelevância para onde arrasta todo o concelho. 
Não tem nada a ver com o que pode ser o bom aproveitamento turístico da Lagoa que, em parte, é sua. Não mexeu uma palha, que se visse, para forçar as dragagens na Lagoa (cuja ausência também provou o fecho da "aberta". E acorreu, estremunhada, à intervenção de emergência.
Por este andar, a Câmara Municipal de Caldas da Rainha ainda pode ir a tempo de apostar no "turismo de catástrofes", que já faz movimentar muita gente por esse mundo fora, à procura das emoções fortes que os desastres naturais (e menos naturais) suscitam nos que os vêem de fora.
É a mais fácil "notoriedade" que se pode obter e até dispensa planos de "marketing".
 
*
 
A "Gazeta das Caldas" faz hoje uma das suas mais extraordinárias primeiras páginas de sempre: o anúncio da pequena catástrofe da Lagoa de Óbidos unida ao plano de "marketing" da Associação Empresarial de Óbidos.
A opção pode ter sido irónica (embora não pareça) ou pode ter sido apenas mais uma manifestação de um certo alheamento do mundo que caracteriza esta publicação, que, se zela pelos interesses da sua terra e gostando tanto de dar opinião, não devia deixar passar em claro o contraste entre a emergência e o interesse que Óbidos manifesta no assunto, perante o silêncio de Caldas da Rainha.
O que se confunde com a postura de "atentos veneradores e obrigados" perante o poder político camarário (por motivos em concreto não apurados, como se costuma dizer noutra sede...) que vão mantendo.
E já agora que muita gente parece ter memória curta, vale a pena recordar a famosa acção da campanha eleitoral em que o actual presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha embarcou, indo passear de barco para a Lagoa de Óbidos, numa espécie de afirmação de defesa da lagoa que, como está à vista, não foi mais do que demagogia:
 
 
Ainda se lembram?
 

439 130,27 €

É quanto parecem valer, à falta de cabal esclarecimento, estas magníficas caleiras, colocadas há cerca de um mês.
A obra é da empresa Cimalha - Construções da Batalha SA e foi-lhe entregue pela Câmara Municipal de Caldas da Rainha, depois de concurso público e em contrato assinado pelo agora vice-presidente Hugo Oliveira, por delegação de competências do então e ora presidente, Tinta Ferreira. Doutores, os dois.
As fotografias foram tiradas hoje, por volta das 12h30.
 
E nem está a chover muito. 
 
 




 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O Jardim das Caldas



© De Tanto Estarem

Temos homem (como se costuma dizer!...): o presidente da Câmara quer dar uma... de Jardim. Já chegámos à Madeira, portanto.
E Hugo Oliveira que se cuide, que ainda o substituem na vice-presidência por uma figura que, vista à distância, parece mais bastante mais interessante! 

Com as calças na mão e o rabo molhado

                                                                                          

© "Jornal das Caldas (edição 1.01.14)
 
Foi preciso chover muito para a Lagoa de Óbidos, cujo canal de ligação ao mar está fechado há mais de duas semanas, transbordar e ficar toda a gente com medo de inundações para obrigar a uma intervenção de emergência. Que, entretanto, teve de ser suspensa porque a maré cheia voltou a tapar o canal.
Só que toda a gente sabia que isto podia acontecer e, diz agora o secretário de Estado do Ambiente que por acaso até de Caldas da Rainha (convindo-lhe, por isso, apresentar serviço localmente) até havia verba para fazer as obras que há muito tempo estão previstas.
Foram todos apanhados com as calças na mão, das "forças vivas" locais (que só repararam na situação quando a água lhes molhou o rabo) ao poder central.
E nesta animação toda é interessante ver como a Câmara Municipal de Óbidos se chega à frente (devido aos perigos de inundação de terrenos e à sua intenção de pôr a lagoa a render, turisticamente) e como Caldas da Rainha fica para trás, como o respectivo presidente (o tal da "nova dinâmica"), cujas irrelevâncias são citada significativamente no fim do texto do "Jornal das Caldas". Aliás, Caldas da Rainha está a tornar-se crescentemente uma irrelevância, o que nem é uma novidade. 

Porque não gosto dos CTT (66): o "serviço público" deles é...

... receber no dia 2 de Janeiro de 2014 uma factura da empresa a quem compro a electricidade com prazo de pagamento de 27 de Dezembro de 2013 e que foi expedida pela empresa em 12 de Dezembro de 2013.
Pelo meio ficaram "tolerâncias de ponto" e greves, tudo apoiado e promovido por quem enche a boca com o "serviço público"... e os bolsos com as quotizações sindicais.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Um balanço caldense de 2013

 
Em época de balanço (e perspectivas), eis a minha galeria do ano de 2013 de Caldas da Rainha:
 
 
O melhor:
 
A candidatura do movimento de independentes, organizados no Movimento Viver o Concelho (MVC), aos órgãos autárquicos nas eleições de Setembro. Conseguiram alguns bons resultados, devem ter como objectivo as eleições autárquicas de 2017. 
 
 
A personalidade:
 
Maria Teresa Serrenho dinamizou o MVC e foi candidata à presidência da Câmara Municipal. Não ganhou. Deixou os seus eleitores à espera de 2017, não pode sair da cena política.
 
 
 
 
A maior surpresa:
 
O MVC conseguiu entrar na Assembleia Municipal, baralhando o anquilosado xadrez partidário local e agitando a complexa teia de interesses interpartidários, conquistando ainda uma junta de freguesia e boas posições noutras freguesias.
 
 
O pior:
 
O PSD caldense ganhou as eleições autárquicas. Mas não parece. A estabilidade controversa imposta por Fernando Costa nos últimos anos do seu mandato autárquico evoluiu para um caos absoluto, por omissão ou dolo. Os próximos quatro anos serão um martírio ou, com sorte, o pretexto derradeiro para uma mudança de política local em 2017.
 
 
O derrotado:
 
Hugo Oliveira quis ser candidato a presidente. Mas foi obrigado a engolir a candidatura do seu correligionário Tinta Ferreira e a calar-se. De tanto estar calado omitiu as eleições e a vitória do "seu" PSD no seu site pessoal. Trocou tudo, e talvez o seu futuro político, pela vice-presidência que lhe foi oferecida por Tinta Ferreira. No que correr mal, e já começou, a culpa é de Hugo Oliveira (à direita). Mas qualquer triunfo será sempre de Tinta Ferreira (à esquerda).
 
 
 
A maior decepção:
 
A "Gazeta das Caldas" perdeu todo o seu verniz intelectual e de pretensa objectividade na campanha eleitoral das eleições autárquicas. Também ajudará à queda.
 
 
O mais preocupante:
 
A Lagoa de Óbidos está obviamente condenada, pela natureza  pela incúria e pela negligência humanas. Os poderes públicos, de Caldas da Rainha e de Óbidos, e o Governo são os culpados mas as vozes privadas que só se lembram do desastre iminente quando lhes convém também são responsáveis. O que podia ser um símbolo turístico, e de progresso para a região, transformou-se na Lagoa do Cocó.
 
A irrelevância:
 
Ninguém dá pela falta do BE na Assembleia Municipal de Caldas da Rainha. Também já ninguém dava pela sua presença.
 
 
A negligência:
 
Obras ao calhas, negligentes, perfeitamente amadoras, sem planeamento que se note, feito tudo ao mesmo tempo sem cuidar dos interesses das pessoas, num trouxe-mouxe de confusões. Já se fala em atraso de umas, na cidade, e ainda outras não começaram. O dinheiro público afunda-se na lama gerada por estas obras todas, que um inverno chuvoso vai dificultar, para mal de toda a gente.
 
 
 
 
 
A abominação:
 
O turismo para as elites políticas de Caldas da Rainha está como o Talmude judaico estava para os cristãos da Idade Média: é um horror, uma coisa inaceitável e inútil, uma interferência nos "direitos adquiridos" da inércia caldense, uma verdadeira abominação. Mais dinheiro, mais empregos? Que interessa isso, se quem está confortável continua confortável, com ou sem turistas? A não ser que haja promotores dispostos a contribuírem para aumentar clandestinamente o seu conforto. Nessa altura, já vale a pena o turismo...
 
 
O não-deixa-saudades:
 
Lino Romão (chamemos os bois pelos nomes nesta despedida) ultrapassou os limites do decoro político na sua tentativa de conseguir um assento na Assembleia Municipal para o berloque de esquerda. Deu com os burrinhos na água. Regressou à empresa municipal de Óbidos que o sustenta. Assim é que se está bem.

Os novos reis da estrada

 
A prioridade quase absoluta agora tão liberalmente oferecida aos novos reis da estrada das bicicletas será uma pura e simples estupidez demagógica (e criminosa) se os ciclistas não tiverem as mesmas obrigações dos que circulam em automóveis (seguros, identificação clara e tudo o resto).

A culpa é da chuva...


... que não corre para onde Tinta Ferreira e a Cimalha gostariam que corresse.



A caleira, magnífica obra de engenharia, está de um lado da via... mas a água, malandra e desobediente, corre à vontade pelo outro lado. Será que a água da chuva é do contra?...


E lá vai ela, a água da chuva, toda contentinha da vida, fora da caleira (que de pouco serviu, portanto), levando consigo partes do que resta do pavimento e sobre o qual, talvez à espera de um milagre, os inteligentíssimos especialistas da Cimalha depositaram as caleiras