quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Caleiras tipo "wishful thinking" e as obras com a "dinâmica" do costume: agora está tudo parado...

A história continua mas as obras não: depois de instaladas mais caleiras (pela empresa que as pôs nesta rua e que nem foi a mesma que meteu a conduta... há oito meses), as obras pararam outra vez.
Esta ex-rua, que agora mais parece mais um caminho de cabras (deve ser como, no masculino, o poder camarário encara estes seus munícipes...), na freguesia da Serra do Bouro, em Caldas da Rainha, continua à espera da "repavimentação" prometida pela Câmara Municipal... há quatro meses.
Quanto às caleiras, não se percebe se a sua colocação no terreno foi precedida por qualquer conhecimento prévio do terreno ou, pior do que isso, por qualquer decisão assente em bases minimamente científicas. Ou, mesmo, por qualquer tipo de curso, técnico, técnico-profissional ou universitário.
Porque o que foi feito nesta rua, mesmo nas zonas mais íngremes, foi a instalação de caleiras que são de modelo único para tudo. Planos ou íngremes, os terrenos levam sempre as mesmas caleiras.
Já deu para perceber que na Câmara Municipal de Caldas da Rainha há pessoas que acreditam que a chuva cai para cima.
Também deve haver quem pense que a água da chuva é uma espécie de matéria viva ou assim-assim a que podemos pedir o favor de não sair dos seus recipientes, de circular por onde nós queremos que ela circule e, até, de acertar com os canos à nossa vontade.
Quando chover se verá. É capaz de ser interessante...




 
Talvez haja quem pense, na Câmara Municipal de Caldas da Rainha,
que podemos pedir às águas da chuva que façam o favor de descer pelas caleiras...

"Angola e Dinheiro", de Rui Verde: uma análise incisiva com sabor a reportagem




 
 
Rui Verde, doutorado em Direito, não padece do mal académico de muitos dos seus pares - não precisa de centenas de páginas para apresentar o seu ponto de vista, fazer a análise de uma situação específica e contar uma história verdadeira.
A sua tradição é anglo-saxónica e diz o que tem a dizer num número razoável de páginas que, em geral, se lêem bem e onde está tudo o que é essencial, com apontamentos do quotidiano que tornam a narrativa ainda mais interessante.
Foi assim em "O Processo 95385 - Como Sócrates e o poder político destruíram uma universidade"  e em "Helicópteros com Dinheiro - Sair do Euro, da Crise e Mudar o Estado" e é também o caso da sua terceira obra, "Angola e Dinheiro - Riscos da Transição do Regime Liderado por José Eduardo dos Santos" (Rui Costa Pinto Edições).
Recordando os seus contactos com as autoridades angolanas durante o projecto de criação da Universidade Independente de Angola (o autor foi vice-reitor da Universidade Independente, em Portugal), e as experiências no local (que descreve com vivacidade), Rui Verde faz uma descrição pormenorizada do regime político angolano, das suas personalidades e de todo o quadro económico-financeiro em que ele se move, referindo-se às ligações da elite angolana com Portugal e, finalmente, ao perigo de desmoronamento do sistema de poder.
A leitura é proveitosa... e preocupante. Quando tanto se fala de Angola, e o relacionamento entre os negócios portugueses e angolanos é tão abrangente (e tão discreto, parece), não convém nada ignorar esta obra.
Só que "Angola e Dinheiro" encontrou dificuldades no percurso para chegar à edição em livro. E parece agora rodeado por um manto de silêncio. Há gente com medo, aparentemente. Rui Verde e o editor Rui Costa Pinto parecem não o ter.

EDP - A Crónica das Trevas (60): continua a "festa"

Mais apagões: às 18h40 e às 18h59. Filhos da puta!




EDP - A Crónica das Trevas (59): que lhes caia um raio em cima, das tempestades com que desculpam a incompetência!

Apagão às 17h35. Deve ser para não termos saudades.
Com tempo seco, céu completamente limpo e um sol agradável durante o dia, ainda me lembro de quando recebi uma carta imbecil da EDP com a resposta filha-da-puta de que os apagões aqui eram por causa das grandes trovoadas de Caldas da Rainha. Que, a haver, lhes caiam em cima desses cérebros incompetentes, com toda a força dos deuses ancestrais dos raios e dos trovões!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Caldas da Rainha com caos até ao Verão e o IRS a doer mais - grande "dinâmica" esta, a de Tinta Ferreira!

A cidade de Caldas da Rainha vai ficar praticamente intransitável até ao Verão. De 2014, claro, dia 31 de Agosto. E na melhor das hipóteses.
Ou seja, já a partir de 16 de Dezembro, infernizando a vida a moradores e comerciantes (cujos potenciais clientes hão-de ir para o centro comercial Vivaci ou para os supermercados, onde é mais fácil chegar e estacionar), haverá obras nas zonas mais centrais da cidade. Sem tréguas para o Natal.  
Os pormenores vêm hoje  no "Jornal das Caldas" que dá conta das várias fases destas obras megalómanas, que vão descaracterizar as Caldas da Rainha e gastar dinheiros públicos que, na situação em que o País se encontra, talvez fossem mais bem empregues noutras áreas.
A notícia, infelizmente, não indica quanto será gasto no total das obras que - convém recordá-lo - já começaram noutros pontos da cidade no Verão deste ano.
A estas notícias, péssimas para os que vão ser afectados durante os próximos nove meses (se tudo correr bem, em matéria de prazos, o que não costuma acontecer nas obras públicas), e óptimas para os empreiteiros, que vão ter nisto um belo presente de Natal, junta-se o que se ficou a saber sobre o IRS.
A "nova dinâmica" (o "slogan" do actual presidente Tinta Ferreira nas eleições de Setembro) do PSD caldense é esta: contrariando as opções do ex-presidente Fernando Costa (que até fazia gala disso), a taxa de devolução do IRS em Caldas da Rainha passa em 2014 de 2,75 por cento para 2 por cento.
O que pensará Fernando Costa desta decisão do seu herdeiro (que parece ser mais amigo dos empreiteiros do que dos contribuintes de IRS)?


A primeira página do "Jornal das Caldas" é enganadora,
omitindo a imensa confusão que vai ser espalhar-se pela cidade
e que está documentada na página 3 desta edição
 

Costa, Ferreira e Oliveira - o Triângulo das Bermudas de Caldas da Rainha

Quando Fernando Costa indigitou Tinta Ferreira como seu sucessor na presidência da Câmara Municipal de Caldas da Rainha fê-lo por mérito dele ou por exclusão de partes? A demora na decisão, que dividiu o PSD local, sugere que terá pesado a falta de alternativas.
Tinta Ferreira era seu vice-presidente, uma figura cinzenta de burocrata que não chegava a "éminence grise" e com um protagonismo público pouco entusiasmante.
A alternativa mais viável, para o PSD local, seria quem? Talvez o vereador Hugo Oliveira, com apoios em sectores mais jovens do PSD e maior visibilidade pública, que poderia querer introduzir uma ruptura suave com a gestão praticamente milenar de Costa.
A escolha de Tinta Ferreira teve depois o apoio de Hugo Oliveira (por dever de ofício, só?) mas o modo como nem se referiu ao resultado das eleições de 29 de Setembro e à vitória de Tinta Ferreira diz tudo.
Segundo relata José Rafael Nascimento, Tinta Ferreira, na sua tentativa de gestão do potencial desastre urbano que são as obras na cidade, já deu algumas "bicadas" à gestão de Fernando Costa. É natural que isso aconteça porque o novo presidente há-de querer mostrar que não é como o anterior e quer decerto deixar uma marca pessoal para o futuro ou, antes disso, garantir que é ele, de novo, o candidato do PSD nas próximas eleições, em 2017.
Só que, apesar de desterrado como vereador em Loures (onde anunciará a recuperação económica da respectiva câmara antes de 2017), Fernando Costa não perdeu a sua influência no PSD de Caldas da Rainha.
Ao contrário, continua a ser, desde o mês passado, presidente da Comissão Política Distrital de Leiria do PSD, tendo a tutela do PSD caldense durante os próximos dois anos do seu mandato partidário. Que talvez volte a ser renovado em 2015, dando-lhe tempo, espaço e ambiente para ser determinante na escolha do candidato do PSD caldense em 2017. Ou mesmo candidato, regressando em triunfo. Há quem o deseje, a começar, parece, por ele próprio.
Quanto a Hugo Oliveira, as eleições de 2017 abrem-lhe uma nova oportunidade. Mas, nessa perspectiva, terá de encontrar o equilíbrio entre a lealdade institucional que deve ao "seu" presidente, Tinta Ferreira, as suas ambições e Fernando Costa (que o preteriu nestas eleições).
A situação triangular deste PSD é tudo menos estável, a prazo. E obriga Oliveira e Ferreira a cuidarem tanto dos seus interesses como dos interesses do concelho.
Não é muito diferente do mítico Triângulo das Bermudas, onde tudo desaparece sem deixar rasto...

*

O PSD e o Movimento Viver o Concelho (MVC) serão os dois protagonistas que terão tudo a ganhar... ou a perder, numa versão autárquica da lenda bíblica de Golias e de David. A estabilidade, a permanência e a intervenção transparente serão essenciais na maratona que conduz a essas eleições.
Como é costume, nos quatro anos entre cada acto eleitoral para as autarquias locais, os partidos do "status quo" retiraram-se do palco.
O BE, corrido da Assembleia Municipal, evaporou-se, mostrando que só por acaso foi relevante. O PS e o PCP voltaram às suas provas de vida periódicas. E o CDS, mantendo o mesmo regime de provas de vida, é a eterna Carochinha à espera de um João Ratão. À sua maneira, estes três partidos também formam um outro Triângulo das Bermudas, onde o que mais desaparece são os cabeças-de-lista.
 
 
 


Fernando Costa, Tinta Ferreira e Hugo Oliveira - "A Câmara sou eu", pensarão os três 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A "nova dinâmica" é isto: o faz-desfaz de obras que não parecem ter sido bem planeadas...

Logo após ter escrito isto, as obras de colocação de caleiras ao longo desta rua da Serra do Bouro que de rua já só tem nome recomeçaram.
Mas recomeçaram lentamente, com uma ou duas máquina no terreno.
É o tipo de obra que só pode caracterizar quem, nas eleições de há dois meses, encheu a boca com a propaganda da "nova dinâmica" - a "dinâmica" deles, velha como todas as tretas dos demagogos, é esta: a colocação das caleiras começou a ser feita em 7 de Novembro. Passou quase um mês e não acabou.
Pior do que isso é a descoordenação que esta obra revela, num regime de "faz e desfaz".
Numa esquina, desfizeram o que tinha feito. Noutro segmento desta estrada de terra batida resolveram instalar a caleira e voltaram a escavar o que já tinha sido escavado em Abril (há oito meses) quando rasgaram esta rua que já foi rua para meter uma conduta de água.
Tudo indica que há nisto uma inacreditável falta de coordenação e de planeamento.
Depois das insistências idiotas em tapar buracos em zonas íngremes com a terra solta que as chuvadas iam arrastando, temos agora esta duplicação de trabalhos que deve fazer derrapar o custo da obra e que poderia ter sido evitada se houvesse um mínimo de conhecimento do terreno e alguns conhecimentos básicos para perceber os erros que estão a acumular-se. Sem que os problemas fiquem resolvidos, aparentemente.
E o problema é que tudo isto é pago com o dinheiro de todos nós. 
Se o dinheiro saísse do bolso dos responsáveis (?) da Câmara Municipal de Caldas da Rainha talvez eles fossem mais cuidadosos.
Terão o Provedor de Justiça ou o Tribunal de Contas alguma coisa a dizer sobre o assunto? Talvez seja de procurar saber...
 
 
O que resta de uma rua que em tempos foi asfaltada foi agora rasgado outra vez,
oito meses depois de aberta a vala para a colocação de uma conduta de água,
para uma caleira que, ainda por cima,
não tem inclinação apropriada para conter as águas da chuva
 
 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

60 dias depois

Dois meses passados, em Caldas da Rainha, sobre as eleições autárquicas, é interessante verificar como a realidade começa a confirmar os efeitos daninhos do PSD de Tinta Ferreira, como os partidos da oposição tradicional regressaram aos seus casulos e como, finalmente, os independentes do MVC dão os primeiros passos numa intervenção que tem de ser menos uma prova de vida e mais um estágio para 2017.

*

Será interessante reflectir um pouco sobre o que poderá acontecer no PSD caldense e na sua versão muito própria do "Triângulo das Bermudas" que é o triângulo Fernando Costa - Tinta Ferreira - Hugo Oliveira. Mas vamos deixar isso para um dia destes...
 

Porque não gosto dos CTT (64): os sindicalistas e a "esquerda" contra o serviço público

Os sindicalistas e a "esquerda" perderam a guerra da privatização dos CTT.
À conta dessa guerra e de  greves infinitas, ficámos todos prejudicados porque o "serviço público", capturado pelos interesses privados dos agora derrotados, deixou sempre de ser serviço e de servir o público por causa dessas greves.
Em estilo "perpetuum mobile" tem de haver no dia de hoje outra greve. Porquê? Porque sim.
A animação começou à meia-noite na Estação Central de Correios de Cabo Ruivo (em Lisboa) com sindicalistas (vários, mais o chefe Carlos) e dois deputados (PCP e BE) a tentarem forçar os funcionários dos CTT à greve.
Talvez não tenham tido muita sorte mas conseguiram um modesto êxito mediático: o ainda revolucionário "Diário de Notícias" dá como grande notícia que o patrão da CGTP e os dois deputados foram "empurrados" (o "Jornal de Notícias" é mais comedido na notícia).
A consequência directa desta animação sindical é, depois, a do costume: o público castigado, à espera da regularização do "serviço público" da distribuição de correio. É mais um brilhante exemplo de como este tipo de sindicalismo castiga sempre os mesmos: o público, cliente à força e alvo preferencial das raivas sindicais.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

É uma pena...

... que uma paisagem tão sugestiva seja deixada estragar por um objecto tão feio.
Mas há gente que gosta, obviamente.