sábado, 12 de outubro de 2013

Dinâmica nem velha nem "nova" - tudo na mesma


1 - A promessa da Câmara Municipal de Caldas da Rainha na sua versão "velha dinâmica":
 
[No que concerne à reposição total de pavimentos, a mesma ocorrerá na sequência do concurso aberto pela Câmara Municipal em 22/04/2013, denominado “Reparação de Vias na Zona Poente/2013 – Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho”, que se encontra em fase de apreciação de propostas, sendo previsível o início das obras de pavimentação no final do verão de 2013. - Esclarecimento da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, 22 de Junho de 2013] 
 
 
 
2 - A situação agora com a Câmara Municipal de Caldas da Rainha da "nova dinâmica", passados 110 dias sobre o "esclarecimento" mentiroso de 22 de Junho:
 
 
 
 
 
 
É de supor que, com o mau tempo a aproximar-se, as obras de repavimentação nesta povoação da Serra do Bouro se façam só em 2014.
Talvez o mereçam todos os habitantes desta povoação que, há duas semanas, apoiaram a candidatura da "nova dinâmica"... 

Taxa do audiovisual: quem gosta é que a devia pagar!

A controvérsia tonta em torno da ilusão de uma RTP de "serviço público" (mais do mesmo que se vai vendo todos os dias numa televisão em decadência, que funciona numa lógica meramente comercial) parece ter dado nisto: o aumento da nefanda taxa do audiovisual para suportar o monstro.
É bem feito, infelizmente.
Mas é revoltante que tenhamos todos de continuar a pagá-la porque os defensores dessa ilusão é que deviam pagá-la... e a triplicar, já que gostam tanto da coisa.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Três campos de batalha para o MVC... e já

O Movimento Viver o Concelho (MVC), de Caldas da Rainha, que se estreou com uma assinalável vitória nestas eleições autárquicas, tem neste momento pela frente três campos de batalha onde deve intervir, e onde pode vencer, para começar a afirmar-se.
O primeiro é o terreno das competências da Câmara Municipal. O segundo é a Assembleia Municipal. E o terceiro é a freguesia da Foz do Arelho.

- O MVC não conseguiu eleger Maria Teresa Serrenho para a presidência da câmara. Mas tinha, e tem ideias para o progresso e o desenvolvimento do concelho. Penso que Maria Teresa Serrenho devia muito em breve fazer uma intervenção pública para dizer o que o MVC começaria por fazer se tivesse ganho as eleições. Com uma acção destas, o MVC marcaria o seu terreno e mostraria o seu empenho para o futuro.
 
- O MVC tem dois lugares na Assembleia Municipal. Ao contrário dos restantes partidos, que se habituaram a ineficazes provas de vida só para recordarem que existe (e um deles já soçobrou nestas eleições, pelo que as provas de vida não servem para reanimar mortos), o MVC tem um bom programa e deveria apresentar na primeira reunião da assembleia algumas propostas para o primeiro semestre de 2014.
 
- O MVC ganhou as eleições na Foz do Arelho e presidirá à Junta de Freguesia. A Foz do Arelho (com o Nadadouro) tem um dos problemas mais emblemáticos, mas nem sempre recordado, do concelho: a Lagoa de Óbidos. Imediatamente após a tomada de posse, a nova Junta de Freguesia da Foz do Arelho tem de intervir, pelo menos com acções de limpeza (onde tal for possível) e com sinais bem concretos da dinâmica com que pretende, e deve, agir para evitar que a Lagoa de Óbidos se transforme de vez na Lagoa do Cocó.
 
E isto para começar, claro, para corresponder aos votos que os eleitores lhes deram e para mostrar aos que ainda não lhe deram o seu voto que terá uma intervenção positiva e esse voto não seria inútil.

Reflexões sobre a literatura "policial" (12): os leitores

Os leitores que apreciam o "thriller" são, simultaneamente, os mais inteligentes e os mais exigentes de todos os leitores: aceitam um género literário que tem regras mas têm uma abertura de espírito, de raciocínio e de discernimento que, esperando o cumprimento de pelo menos algumas dessas regras pelos autores, que lhes permite encarar sem preconceito histórias capazes de emocionar, inquietar e assustar, mas a que exigem rigor de construção e de desenvolvimento. Talvez não haja outro género em prosa (além da literatura confessional, caída em desuso), capaz de criar um diálogo tão grande entre o autor e o leitor.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Paulo Pires (Livros e Marcadores) gostou de "Morte com Vista para o Mar"

 
Paulo Pires (do blogue Livros e Marcadores) gostou de "Morte com Vista para o Mar", que acabou agora de ler. Da sua opinião (que pode ser lida na íntegra aqui) um excerto:
 
Confesso que o livro me tocou pela forma descontraída com que a sua escrita nos chega, o autor incluiu a dose certa de violência que o livro pedia, nem mais nem menos. "No ponto!"
(...) O livro prende o leitor, e a escrita não deixa ninguém indiferente. Pretendo ler mais obras do autor e recomendo vivamente, não só porque ser português, mas sim pelo mérito indiscutível desta obra.
Parabéns também à Topseller por num curto espaço de tempo ter ganhado a admiração de tantos leitores como eu pelas suas apostas certeiras em grandes e apelativas obras literárias.
Aponto aqui apenas uma critica negativa, não ao autor, nem ao livro, mas a mim pelo facto de ter demorado a ler este livro, em minha defesa posso argumentar que tenho "muitos" livros para ler, mas nada como corrigir o erro ... sabem qual é o livro que vou ler a seguir?
Exactamente ... "Morte na Arena", o livro seguinte do autor.



 

domingo, 6 de outubro de 2013

Regresso à Lagoa do Cocó






Não houve consciência cívica, vigilância policial ou autoridade municipal que impedissem os passeantes nestas duas autocaravanas de as estacionarem praticamente em cima da zona de areia da Lagoa de Óbidos (melhor: da Lagoa do Cocó), a escassos três metros do parque de autocaravanas da Foz do Arelho.
Eis a "Nova Dinâmica" em acção... por omissão.

A morderem o próprio rabo

Já há muitos anos que se metia pelos olhos dentro de quem olhasse para a realidade com um mínimo de inteligência e sensibilidade que o cinema em sala e o "home vídeo" não são incompatíveis.
E que considerá-los incompatíveis seria desastroso porque as duas formas de comercialização podem complementar-se e gerar mais público.
Mas só agora, quando sentem os bolsos a ficarem vazios e a insensatez a morder-lhes o rabo, é que as empresas do sector (e em especial a Zon, que nunca percebeu as potencialidades de negócio do que talvez tenha sido a melhor empresa de comercialização de cinema que existiu em Portugal) parecem perceber o óbvio:
 
As salas de cinema portuguesas continuam a perder espectadores e receitas. De 27 de dezembro de 2012 até 2 de outubro deste ano, o Instituto do Cinema e Audiovisual registou mais de 9,6 milhões de espectadores, que deram origem a receitas de bilheteira superiores a 50,4 milhões de euros.
Comparando com os primeiros nove meses de 2012, estes números significam uma perda de 686 mil espectadores. Em termos de bilheteira, a crise retirou mais de cinco milhões de euros aos operadores cinematográficos.
Valores que podem ser justificados com a crise económica, mas também com o crescimento dos serviços de Video on Demand, de operadores como a Zon e o Meo, que permitem o aluguer de filmes. ("Correio da Manhã")

sábado, 5 de outubro de 2013

Desequilíbrio

Como critiquei a "Gazeta das Caldas", o meu mais recente romance, "Morte na Arena", já não teve direito a ser notícia neste jornal.
Mas, para ficarmos quites, a "Gazeta" devia era não omitir a obra mas criticá-la.
Assim não vale...
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
Actualização: Na edição de 11 de Outubro de 2013, sexta-feira, já depois da publicação desta nota, no dia 5 de Outubro, sábado, saiu na "Gazeta" uma notícia sobre a saída de "Morte na Arena".

Tipo título de notícia: "'Gazeta' sem surpresas na cobertura das eleições autárquicas"

Nas eleições do passado domingo houve, nas Caldas da Rainha, um facto novo e indesmentível: uma candidatura autárquica que nunca antes se apresentara a votos ganhou dois mil votos.
Nestas eleições houve 21144 eleitores (dos 45471) que votaram para a Câmara Municipal.
O partido mais votado (PSD) teve 9216 votos e a citada candidatura autárquica (os independentes do Movimento Viver o Concelho) teve 1863 votos, passando a quarta força mais votada, depois do PCP e do BE.
Para  a Assembleia Municipal votaram os mesmos 21144.
O PSD teve 8685 votos. A candidatura do MVC teve 2073 votos e ficou como terceira força mais votada na Assembleia, à frente do CDD, do PCP e do BE.
Isto são factos.
E dos factos o mais importante, numa perspectiva jornalística de notícia, é a emergência do MVC.
Pode ser um acaso circunstancial. Pode não se repetir. Os independentes caldenses podem soçobrar nas eleições de 2017 ou aumentar a sua presença eleitoral. Até podem todos desistir e ir morar para outro concelho. Mas nada altera a realidade: a noticia mais relevante das eleições caldenses é a emergência do MVC.
É arrepiante que o jornal que mais se arroga o direito de julgar os outros (veja-se a soberba com que a "Semana do Zé Povinho" abrange tudo e mais um par de botas) faça nesta edição títulos como "Autárquicas sem surpresas nas Caldas da Rainha" ou "Tudo quase na mesma nas Caldas da Rainha", voltando costas à deontologia e ao rigor e confirmando o seu favoritismo pelo PSD e pelo BE, que perdeu a presença que tinha nos órgãos autárquicos mas que só teve, vejam lá, um "desaire eleitoral"...

A esquerda é só dele ou então não é

"Há um mistério sociológico e político na sociedade portuguesa. A célebre maioria sociológica de esquerda não faz a convergência política com que a devia representar. Ou seja, o que seria normal é que a esquerda social se quisesse ver representada politicamente pela esquerda política. Por uma esquerda afirmativa, de convicções, não por uma esquerda a fingir" - isto diz a metade UDP da liderança eleitoral bicéfala do BE caldense sem reconhecer, nem numa simples frase, a derrota dessa candidatura.
Hão-de ir longe, realmente.