quinta-feira, 12 de julho de 2012

Fenprof branqueia Sócrates com Relvas?!

É no mínimo estranho ver uma manifestação da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) "contra a licenciatura" de Miguel Relvas quando nada se viu desta organização sindical "contra a licenciatura" de Sócrates. "Les beaux esprits se rencontrent", decerto.

O deputado do BE que sabe escrever "rabo" mas não "há poucos meses"

Oito ou nove meses depois fiquei a saber que o BE se opôs ao aumento brutal do preço da água nas Caldas da Rainha, segundo uma réplica a um meu comentário aqui publicado.
E fiquei também a saber que o Sr. Romão, o deputado municipal da agremiação, sabe escrever "rabo" mas não "há poucos meses", que escreve desta maneira: "à poucos meses".
Digamos, parafraseando V.I. Lenine, que é um caso de iliteracia de novo tipo...

E quando a seguradora pede um exame clínico que não só nunca existiu como nunca foi objecto de pedido de reembolso?...

E se uma companhia de seguros exigisse ao leitor que fornecesse pormenores sobre um exame médico que não só nunca fez como - obviamente - não apresentou a respectiva despesa para reembolso? E se depois disto, em vez do simples reconhecimento do erro, dissessem que iam "reapreciar" o caso?! Ou seja, que vão "reapreciar" uma despesa inexistente...
Aconteceu-me agora com a empresa Interpartners Assistance que, depois de uma péssima experiência com a seguradora Axa (como aqui relatei: Seguro de animais de companhia HealthPet na Axa?! Não se metam com essa gente!... ), voltei a encontrar num seguro semelhante (para animais de estimação) da seguradora Ocidental, do grupo Millenniumbcp.
Um gânglio muito inchado numa perna levou a médica veterinária a admitir, no seu relatório clínico, que a minha cocker sapniel Joaninha poderia vir a precisar de uma citologia.
O relatório clínico relativo ao "sinistro", com a respectiva factura relativa apenas a medicamentos (que resolveram a situação diagnosticada), foi para a Ocidental. 
Mas pouco tempo depois, e de uma forma insistentemente reiterada, a Interpartners Assistance (em nome da Ocidental) não só pediu o resultado da citologia, que nunca foi feita, como acabou por dizer que o assunto ia ser "reapreciado" pelo "departamento veterinário".
Ou seja, a Interpartners Assistance (em nome da Ocidental) tem um "departamento veterinário" que tem em grande conta e que é capaz não apenas de pedir pormenores sobre um exame clínico nunca efectuado (e cujo reembolso nunca foi pedido) como de "reapreciar" uma coisa inexistente.
É ridículo, não é?
E se é verdade que há um "departamento veterinário" nesta extraordinária Interpartners Assistance, em que animais é que essa gente se terá especializado? Animais imaginários ou bonecos de peluche?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Turismo na Região Oeste - coisas boas deitadas ao lixo

Tomando por referência a costa atlântica (e as praias), podemos começar pela Ericeira para definir limites improvisados para a chamada Região Oeste e terminar na Nazaré.
Entre um ponto e o outro fica um património rico em praias, belezas naturais, História, gastronomia, vinhos, cultura, animação cultural, golfe e rotas diversas para passear. São tudo elementos que podem atrair turistas, nacionais e estrangeiros, com menos e mais recursos, com interesses bem diversificados.
O turismo deve ser, como tem sido e com sorte há-de continuar a ser, uma das actividades económicas mais lucrativas de Portugal, tanto em termos públicos como privados. Infelizmente, poucos são os "responsáveis" locais que a levam a sério.
Com poucas excepções, a Região Oeste está votada ao abandono em termos turísticos.
Há uma estrutura fantasmática designada por "Turismo do Oeste" que não promove a Região Oeste, cuja actividade parece restringir-se a um miserável suplemento publicitário num semanário e ao elogio - como grande exemplo a seguir... - de um certame popular conhecido por "Tasquinhas" onde, ao sexagésimo minuto os visitantes ficam a cheirar a fritos, do couro cabeludo ao mais recôndito das cuecas.
O resto são cidades e terras mal arranjadas, "elefantes brancos", publicidade plastificada nas árvores e lixo, muito lixo, por todo o lado.
A Região Oeste podia ganhar em postos de trabalho directos e indirectos com uma adequada promoção do turismo e para todos os públicos. Infelizmente não ganha e só perde.
Alguns "iluminados", que não distinguem o mundo do fundo da garrafa de cerveja por cujo gargalo bebem, acham que os golfistas ingleses se metem nas "Tasquinhas" e que os entusiastas das "Tasquinhas" perdem horas em museus.
Enganam-se.
Infelizmente não há quem os mande enganar-se para outras bandas...

domingo, 8 de julho de 2012

Os cortes dos "subsídios" em seis andamentos

1 - Quando foi anunciado o corte dos "subsídios" da função pública, os protestos foram sempre na terceira pessoa: eram os sindicatos que se queixavam.
2 - Na quinta-feira, a decisão do Tribunal Constitucional (TC) pôs os sindicatos e a "esquerda" aos pulos de satisfação, acompanhando a excitação da imprensa, sempre sedenta de sangue.
3 - Nessa mesma noite, o primeiro-ministro, nada contristado com o que começava a ser descrito como uma "derrota" do Governo, acenou de imediato com o óbvio: os sacrifícios deverão ser para todos, realmente.
Ou seja: os assalariados do sector privado também não podiam deixar de sofrer os cortes (e graças à "esquerda" que pediu a fiscalização da constitucionalidade e ao TC). E eu até acredito que alguém há-de ter começado a fazer contas na perspectiva de resolver o problema da execução orçamental com o alargamento do cortes dos/nos "subsídios".
4 - A imprensa, que agora já lhes dói, começou de imediato a protestar e na primeira pessoa.
E o seu nervosismo deu origem a coisas tão extraordinárias como o título onde se noticiava (?!) que o ministro das Finanças "promete estudar com cuidado" o acórdão do TC, notícia tão espantoso e tão digna de destaque na primeira página como noticiar com carácter de exclusivo que o sol nasce de manhã e se põe ao entardecer.
5 - Desde que a questão dos cortes dos "subsídios" se pôs, não houve - que se saiba - um único sindicato que tomasse a iniciativa obviamente mais inteligente: integrar os "subsídios" na remuneração salarial anual.
Quanto mais não seja porque, como ficou e ficará demonstrado, é muito mais fácil cortar "subsídios" do que salários.
6 - Nem houve tão pouco, da parte dos sindicatos da função pública, a sugestão, proposta ou reivindicação de que o alargamento quantitativo da base dos que vão ser "cortados" alivie um pouco a vida dos trabalhadores da função pública em 2013.

sábado, 7 de julho de 2012

A hipocrisia política e a incoerência do PCP e do BE

O custo da água aumentou para o dobro aqui nas Caldas da Rainha. É um aumento onde se conjugam o aumento do preço do metro cúbico com taxas que não se percebem para que servem, a não ser para  raparem ainda mais as carteiras dos consumidores e para guarnecerem as gavetas dos serviços municipalizados.
A decisão foi do PSD, maioritário na Câmara Municipal. O CDS e os partidos que se dizem da oposição (PS, PCP e BE) apoiaram sem deles se ouvir um pio que fosse.
O PCP, com um deputado, e o BE, com Francisco Louçã, vieram às Caldas em fins-de-semana sucessivos. Derramaram as críticas e os chavões do costume. Mas sobre o aumento brutal do preço da água neste concelho, estas criaturas que se eriçam em afãs masturbatórios com as fantasias do "pacto de agressão" calaram-se. O aumento do custo de vida que dizem que é mau para o país parece que é bom para as Caldas da Rainha.
Em matéria de hipocrisia política e de incoerência esta "esquerda" está bem apetrechada e não tem vergonha nenhuma. Custa é ver como ainda há tanta gente que acredita numa "esquerda" cujo prazo de validade já expirou há muito.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Irmãs de Verão", de Judy Blume: para todas as estações

Escrito por uma mulher e tendo duas raparigas adolescentes por personagens principais, num universo íntimo desvendado com pudor e humor, "Irmãs de Verão" pode ser um romance feminino e considerado literatura de e para mulheres, mas a história das jovens Vix e Caitlin e da sua amizade de quase vinte anos agarra qualquer leitor independentemente do género. Judy Blume, autora prolífica mas pouco conhecida em Portugal, escreveu um livro que se lê de um fôlego e apetece dizer que é uma história para todas as estações... e não apenas para o Verão.
A edição é da Asa e a tradução é minha.

Tipo Sócrates

Não é benéfico para o país nem para o Governo nem para o actual primeiro-ministro ter um ministro tipo Sócrates, sobretudo depois de ter ficado tão bem expressa nas eleições do ano passado a rejeição de quem manteve relações nada claras com empresas privadas, uma prática alargada de pressões sobre a comunicação social e um percurso (?!) académico nebuloso.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Os cães, felizmente!

Às vezes, ainda nos pomos a ver os telejornais mas ao mesmo tempo vai dando "O Encantador de Cães", de Cesar Millan, na Sic Mulher, e é para aí que acabamos por fugir.
Ou seja: felizmente, há os cães!...

Contas mal feitas ou por fazer

Na polémica sobre os enfermeiros a 3,96€ à hora ouço dizer nos telejornais que os profissionais em questão vão ganhar "menos do que o salário mínimo nacional".
O salário mínimo nacional é, este ano, de 485€.
Para ganhar este valor, sendo paga a 3,96€ à hora, uma pessoa tem de trabalhar durante 4 horas por dia durante os 30 dias do mês ou 5,5 horas por dia durante 22 dias.
Portanto, estes enfermeiros só vão trabalhar 4 ou 5 horas por mês?!