quinta-feira, 17 de maio de 2012

EDP - A Crónica das Trevas (21)

Novo apagão.
Aceitando as "explicações" imbecis da EDP para o seu riquíssimo currículo de apagões nesta região, deverei pensar que a nebulosidade existente deve ter impedido a electricidade de encontrar os postes pelos quais chega a estas casas...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Porque não gosto dos CTT (19)

Eu e os restantes residentes no local onde vivo estamos desde segunda-feira sem receber correio. Há três dias, portanto. O calor deve andar a cansá-los muito...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sessão sobre o "thriller" em Portugal na Biblioteca Municipal de Cascais

Na próxima sexta-feira, dia 18, a partir das 21h30, falarei sobre o "thriller" em Portugal na Biblioteca Municipal de Cascais (São Domingos de Rana) a propósito de "Vermelho da Cor do Sangue" e da série Não Matarás, cujo terceiro título deverá sair no Verão.
A sessão é organizada pelo poeta Jorge Castro, com o apoio da Comunidade de Leitores de Caldas da Rainha.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Para começar, uma questão de notoriedade...

Que tipo de notoriedade merece uma editora que é capaz de atribuir um prémio literário avultadíssimo e que, ao mesmo tempo, não satisfaz os compromissos que assumiu com outros autores e com tradutores a quem a própria editora propôs trabalhos, obrigando-os agora a contrair dívidas para aguentarem o dia-a-dia e, até, para cumprirem as suas obrigações fiscais?

domingo, 13 de maio de 2012

A vida pode ser vivida sem GPS

Fiquei a certa altura sem emprego (não podia ficar desempregado por ser "recibo verde") e fiz pela vida. A minha filha ficou desempregada há uma semana e já tem um projecto pessoal e partilhado.
Se há situações dramáticas e trágicas de desemprego também há as situações em que os afectados procuram sair delas. E saem. Vencendo as dificuldades e aproveitando, ou mesmo criando, as oportunidades.
É nesta perspectiva que encaro o que disse o primeiro-ministro sobre a possibilidade de o desemprego ser uma oportunidade.
E impressiona-me o coro histérico dos chefes partidários da "esquerda" (que de há muito souberam agarrar a oportunidade dourada de ter emprego no parlamento burguês e de onde nunca sairão desempregados) e dos polícias do pensamento, que se lhes juntaram e que nunca se devem ter feito à estrada sem levarem um GPS.

"Crime Sob Investigação", de Alex Frith

... Não, não é a execrável série televisiva "CSI". É um livro bem melhor e muito mais útil e verdadeiro: "Crime Sob Investigação", de Alex Frith, em edição portuguesa da Texto Editora (com tradução feita por mim).



Concebido como obra para jovens e com uma excelente arrumação de texto, imagens e elementos adicionais, este livro serve no entanto para todos os públicos e ajuda a compreender, com simplicidade e rigor, como funciona a investigação policial e forênsica, com um adequado enquadramento científico, histórico e jurídico.
São 96 páginas exaustivas que os adultos também podem ler com proveito.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

"A Casa dos Primatas", de Sara Gruen

Não tinha grande predilecção pelos chimpanzés, que sempre me pareceram demasiado irritantes e agressivos, mas mudei de opinião depois de traduzir "A Casa dos Primatas" ("Ape House"), de Sara Gruen, que apresenta ao leitor os primos muito próximos dos chimpanzés que são os bonobos e que têm semelhanças surpreendentes com os seres humanos.


E os bonobos neste caso formam um grupo acarinhado por uma primatologista que é roubado, com violência, para um projecto megalómano de um magnata da comunicação social: um "reality show" com os bonobos que fazem muito do que fazem os seres humanos (compras através do computador) e até bastante mais do que os seres humanos (relações sexuais razoavelmente descontraídas).


Sara Gruen, conhecida também por "Água para Elefantes", junta a estes elementos um jornalista cheio de iniciativa mas vergado às consequências da crise económica com uma mulher que tenta ser escritora e guionista, um divertido grupo de "dançarinas exóticas" russas e mais um leque interessante de personagens, num "thriller" suave e bem-humorado, revelando o extraordinário mundo dos bononos e desferindo, de passagem, uma vergastada bem forte nas várias indústrias que exploram e, na prática, torturam os animais. Em especial os chimpanzés, numa passagem tão pungente que comoverá qualquer pessoa menos sensível.
Divertido, "A Casa dos Primatas" é também um verdadeiro "eye-opener" e vale igualmente por isso (edição Asa).

Em tempo: uma notícia interessante sobre os bonobos e o seu genoma, com fotografia, aqui.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

EDP - A Crónica das Trevas (20)

E de repente, às 20h45, a meio do jantar, desaparece a electricidade. Porquê? Não se sabe. É mais um dos mistérios da natureza para essa entidade abominável que faz o favor de nos iluminar e, às vezes, aquecer.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Porque não gosto dos CTT (18): correio em regime de menor esforço

Não há respostas da treta e conversas de chacha da própria empresa CTT que me convençam do contrário mas pode ser que a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), onde entreguei a respectiva queixa, tenha mais sorte do que eu a confirmar esta minha suspeita: pelo menos no local onde resido, os CTT deixam acumular, durante vários dias e ao nível da estação ou dos carteiros, a correspondência de avença das empresas que não tem data externa de expedição para depois entregarem tudo junto.
Há-de haver uma boa razão para que isso aconteça, defraudando a expectativa dos clientes que somos todos nós e empurrando-os para o "correio azul" ou para o registado, mas não consigo perceber qual seja e, para já, muito racionalmente só me ocorre uma velha maleita nacional: a lei do menor esforço.

sábado, 5 de maio de 2012

Interacção oral

Beijo, conversa, beijo-"linguado", discussão, debate, cunilingus, troca de insultos, cunete, chuchar no dedo ou numa chucha, diálogo, saborear qualquer coisa com alguém, mamar?
Não. "Interacção oral" é uma conversa entre alunos numa aula de língua estrangeira.
A coisa parece ter nascido no Ministério da Educação em algum momento do ano passado e os professores falam nela sem se rirem.
Estamos sempre a aprender.