segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"American Horror Story": não se arranja melhor?...

Não consigo gostar de "American Horror Story" que, de início, me pareceu uma série bem pensada e melhor conseguida. E deve ser pela teia confusa de personagens, épocas, situações, casas, caves, crimes, gente viva e gente morta.
Há géneros que, como o fantástico e o policial, ganham em muito com a existência de regras básicas que permitem criar no espectador e/ou no leitor o contexto realista que depois é violentamente perturbado. A "suspensão da incredulidade" é mais fácil se o ponto de partida é solidamente realista.
Não é o que existe nesta série onde a sucessão de casos, histórias, histórias dentro de histórias, personagens que podem ser uma coisa e depois são outros (e até a "Dália Negra" aparece, coitada!...) cria um "ruído" que se torna ensurdecedor e desinteressante.
Digamos que, como muitas vezes acontece por questões de moda, que "American Horror Story" parece ter sido concebido e desenvolvido por quem não gosta de histórias fantásticas para ser aprovado por administradores televisivos que não gostam de histórias fantásticas para espectadores que consomem isto como podem consumir... "Era Uma Vez" se a moda assim o ditar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Porque não gosto dos CTT (11)

Hoje não tive correio - não me apareceu um dos jornais regionais de que sou assinante (a "Gazeta das Caldas"). Deve ter sido castigo por andar a criticar a empresa CTT e os seus funcionários.
Aliás já não é a primeira vez que considero a hipótese de estar a ser vítima de represálias quando não me aparece alguma correspondência em datas aproximadas de reclamações que faço.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Do blogue Porta-Livros, uma apreciação a reter sobre "Vermelho da Cor do Sangue"

Eis na íntegra uma apreciação de Rui Azeredo, no seu blogue Porta-Livros, sobre "Vermelho da Cor do Sangue":

Já o disse (ou escrevi) e não me canso de o repetir que fazem falta em Portugal policiais do estilo dos criados por Pedro Garcia Rosado. Contemporâneos, urbanos, despretensiosos, realistas, ou seja, que geram uma identificação e um vínculo com o leitor, que ali vê reflectidas nas páginas a realidade que vê nas páginas dos jornais e, principalmente, nas televisões.As personagens de Pedro Garcia Rosado são pessoas “reais”, não há ali super-heróis, ou super-detectives, com um poder e perspicácia acima da média. O que ali vemos (lemos) é um retrato realista da nossa sociedade.Em Vermelho da Cor do Sangue (editado em 2011 pela ASA) a fórmula repete-se (e ainda bem que assim é), pelo que podemos deleitar-nos com um belo policial, cheio de ritmo, ao nível do que se faz “lá fora” dentro do género. Não há aqui as melancolias do ser português que tantas vezes são retratadas nos “nossos livros”. A essas “melancolias” ninguém lhes tira o valor e o interesse, naturalmente, mas é bom ter alternativas que nos permitam tão só ler um policial menos reflexivo e mais pragmático, mais, digamos assim… realista, mais… notícia de jornal ou de telejornal. Não se pense, contudo, que isso implica ser menos profundo ou trabalhado (ou, sequer, pior escrito), nada disso, só é apresentado de uma forma diferente, mais consentânea, em meu entender, com as características atribuídas ao género. E isso não é novidade em Pedro Garcia Rosado, pelo menos para quem (como eu) já leu as obras A Cidade do Medo (que, tal como Vermelho da Cor do Sangue, integra a colecção Não Matarás) e Crimes Solitários.Em Vermelho Cor de Sangue reencontramos personagens já nossas conhecidas, tanto do lado dos “bons” como dos “maus”, se bem que esta distinção básica de géneros seja muito volúvel. Na sequência de um “simples” roubo de jóias é revelado um segredo há muito guardado (desde 1975 e envolvendo os comunistas portugueses e da União Soviética), o que espoleta uma sequência de eventos que vai afectar uma série de figuras bem colocadas na sociedade portuguesa. Um passaporte retirado desse cofre torna-se o objecto preferido de muita gente, desde as autoridades ao seu antigo dono e a outros implicados, pois veio desenterrar um caso antigo de desvio de verbas que vieram a sustentar negócios que estariam na base de fortunas de alguns “respeitáveis” que, entre os princípios ideológicos e a fortuna material, optaram por esta última.O enredo está bem tecido e apesar de haver muitas ligações e interligações entre personagens, o leitor nunca se perde, tendo ainda “tempo” para apreciar os problemas comuns do dia a dia de alguns dos protagonistas, tão parecidos com os nossos e bem retratados por Garcia Rosado.É, assim, um excelente retrato da sociedade portuguesa que, embora passado na actualidade, nos faz também regressar aos animados e agitados anos pós-25 de Abril, um momento histórico aqui bem aproveitado e descrito pelo escritor, destacando que muitas vezes não eram só as motivações políticas que orientavam os comportamentos.

A ilusão hollywoodesca de "José e Pilar"

Como era óbvio: "José e Pilar" fora da corrida ao Óscar.

Recordando só o que escrevi em Setembro:
 
E há seis dias:
Houve quem não gostasse do que aqui escrevi sobre a "candidatura" aos "óscares" do documentário português "José e Pilar".
Quatro meses depois, e quando já estamos prestes a conhecer a lista completa dos candidatos aos "óscares" seleccionados pela Academia das Artes e Ciências de Hollywood, convém ter presente este comentário de Roger Ebert sobre as novas regras que estrangulam o acesso dos documentários... não aos "óscares" mas à possibilidade de serem considerados pelos membros da dita Academia.
Quanto à presença portuguesa, talvez os seus promotores possam dizer depois o que fizeram e quanto gastaram e em quê.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

E a seguir? A SPA também vai querer taxar o bacalhau?

Na Assembleia da República está um projecto, que nasceu da união entre os deputados do PS e a Sociedade Portuguesa de Autores ("les beaux esprits se rencontrent" ao mais alto nível), para impor uma taxa a objectos de uso tão banal e diversificado como CDs, discos rígidos, "pens" e telemóveis, entre outros.
O pretexto é o da defesa dos autores e a lógica, bastante distorcida, convenhamos, é a de que os CDs, discos rígidos e "pens" não servem para armazenar e fotografias pessoais mas só para piratear música e filmes e que o mesmo se passa com os telemóveis: não servem para telefonar mas para... piratear.
Os pormenores estão aqui e encontram-se reacções aqui e aqui.
Na prática, isto serve para encher os cofres da Sociedade Portuguesa de Autores que não representa todos os autores e muito menos os serve. A não ser que esta espécie de estrutura vagamente soviética venha a tornar-se de filiação obrigatória para todas as criaturas que compõem e cantam música, fazem filmes, se dedicam às artes plásticas e escrevem livros, histórias e peças de teatro e se dediquem... à cozinha de autor, por exemplo?
Por esta ordem de ideias ainda vamos ver o bacalhau alvo de uma taxa especial, para proteger os muitos autores das suas "mil e uma maneiras" de o cozinhar. Para benefício da SPA, claro. E para começar...

EDP - A Crónica das Trevas (4)

E às 17h15 mais um apagão!

EDP - A Crónica das Trevas (3)

Tempo seco, sem vento, sem nuvens no horizonte e de tempestades e trovoadas nem se fala, mar presumivelmente calmo. Mas a EDP oferece-nos mais um apagão (dos tais que eram provocados pelas trovoadas das Caldas...) às 7h20.
Não têm emenda estes tipos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Porta-Livros põe "Vermelho da Cor do Sangue" nos 10 melhores de 2011

O blogue Porta-Livros (de Rui Azeredo, jornalista, revisor de texto e tradutor) colocou "Vermelho da Cor do Sangue" na lista dos 10 melhores livros lidos em 2011.

É esta a lista completa (link aqui):

1.º A Ilha de Sukkwan – David Vann (Ahab)
2.º Contos dos Subúrbios – Shaun Tan (Contraponto)
3.º Os Demónios de Berlim – Ignacio del Valle (Porto Editora)
4.º O Dois Amigos – Kirmen Uribe (Planeta)
5.º Victoria – Knut Hamsun (Cavalo de Ferro)
6.º O Factor Humano – Graham Greene (Casa das Letras)
7.º O Amanhecer com Monstro Marinho – Neil Jordan (Cavalo de Ferro)
8.º No Meu Peito Não Cabem Pássaros – Nuno Camarneiro (Dom Quixote)
9. º Os Olhos de Allan Poe – Louis Bayard (Saída de Emergência)
10.º Vermelho Cor de Sangue – Pedro Garcia Rosado (ASA)


sábado, 14 de janeiro de 2012

Zapping


"House" estiolou e tornou-se tristemente mortiço e repetitivo; "Era uma Vez" tem uma boa ideia e um desenvolvimento frouxo; "American Horror Story" começou muito bem e tornou-se uma confusão petulante; "The Walking Dead" acabou em beleza depois de uma segunda temporada morna e aguarda-se a terceira temporada, que é já no próximo mês; "Downtown Abbey", uma "Família Bellamy" dos nossos dias, é divertidamente melodramático; "The Hour" é divertidamente chique; "Os Borgias" funciona em regime de serviços mínimos e Jeremy Irons nem precisa de se esforçar muito; "V" não é para ver... mas para se ir vendo com alguma intermitência; "The Good Wife" continua a ser do melhor, louvados sejam os irmãos Scott, Julianna Margulies e Alan Cumming. E "Boardwalk Empire" e "Game of Thrones", indisponíveis para quem, como eu, está dependente da Zon via satélite, já estão a sair em DVD.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Ainda sobre a "candidatura" hollywoodesca de "José e Pilar"

Houve quem não gostasse do que aqui escrevi sobre a "candidatura" aos "óscares" do documentário português "José e Pilar".
Quatro meses depois, e quando já estamos prestes a conhecer a lista completa dos candidatos aos "óscares" seleccionados pela Academia das Artes e Ciências de Hollywood, convém ter presente este comentário de Roger Ebert sobre as novas regras que estrangulam o acesso dos documentários... não aos "óscares" mas à possibilidade de serem considerados pelos membros da dita Academia.
Quanto à presença portuguesa, talvez os seus promotores possam dizer depois o que fizeram e quanto gastaram e em quê.