terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O PCP e a Coreia do Norte: nada que a psicoterapia não resolva

A explicação para o triste derriço do PCP pela Coreia do Norte reside, em grande parte, no estado de orfandade geopolítica deste partido e na falta de um país que possa ser apontado aos seus fiéis como o paraíso político na Terra.
Para se distinguirem dos utopistas e sobreviverem ao trauma da destruição do Muro de Berlim, pelos próprios habitantes dos antigos "países socialistas" que deixaram de querer ser "defendidos" por essa versão europeia da Muralha da China, os comunistas portugueses precisam de um país em que possam dizer que (ainda) existe o "socialismo real". O capitalismo chinês já se nota tanto que se tornou um problema e a Coreia do Norte acaba por ser o melhor que se pode arranjar. Com a vantagem de estar longe.
Enquanto acreditarem que ainda há um paraíso ao virar da esquina, os comunistas portugueses e os seus aspirantes a "querido líder" manterão a sua fé religiosa nos "amanhãs que cantam" e a fé, como se sabe, é essencial à sobreviência de qualquer liturgia e de qualquer igreja.
Acredito que o problema se resolveria com psicoterapia mas o "Serviço Nacional de Saúde" já anda pela hora da morte...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A lei da bala

No concelho de Caldas da Rainha, onde resido, não há uma rede de transportes públicos que ligue as freguesias do interior entre si ou à cidade.
Onde moro não passa um único autocarro. E é frequente ver idosos ao volante de carros velhos ou dos popularmente designados “papa-reformas” porque não têm outro meio de se deslocarem.
Não é caso único em todo o país.
Até há pouco tempo eu e todos os outros habitantes desta região estávamos a subsidiar, indirectamente, todos os transportes públicos de Lisboa e dos seus subúrbios, o STCP e o Metro do Porto. Espero que o aumento dos bilhetes (que só por si, não resolve o problema da dívida acumulada que gestores e trabalhadores deixaram alegremente aumentar) tenha reduzido um pouco o nosso contributo.
Também estivemos a ajudar a pagar as SCUT, um pouco por todo o País, apesar de não as usarmos. E os que sempre as usaram e que agora protestam contra a cobrança de portagens nunca se devem ter preocupado muito com os que andavam a subsidiá-los.
E se agora sublinham os seus protestos à bala e com actos de vandalismo mais me desagrada ter andado a subsidiá-los
Estamos todos financeiramente "à rasca", não estamos?
Então que pague cada um as suas dívidas em vez de terem atitudes malcriadas "de criança" com acesso a brinquedos perigosos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pois, não parece que seja este o "estripador de Lisboa"...

Um investigador criminal diz, e muito fundadamente, que o enigmático (ou perturbado) José Guedes não é o famoso e ainda desconhecido "estripador de Lisboa". A ler aqui.
Como já escrevi, de facto não me parece nada.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

[risos]

Generalizou-se na imprensa portuguesa, como uma praga de ervas daninhas, a utilização da expressão "[risos]" para significar que o(a) entrevistado(a) se riu, deu uma gargalhada ou umas risadas.
Quando vejo - mesmo nos jornais mais sisudos - a dita expressão, e por mais séria que seja a pessoa entrevistada, fico sempre com a ideia de que essa pessoa começou a agitar-se e a rir-se de modo completamente palerma e descontrolado como se estivesse afectada pela doença de São Vito.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A Touriga Nacional sabe a violeta...?!

Os vinhos feitos com a casta Touriga Nacional têm "aromas florais" e sabem a violeta; os da casta Trincadeira/Tinta Amarela sabem a ameixa-passa e a compota; os da casta Castelão/Periquita sabem a groselha, frutos silvestres e compota; os da casta Aragonês sabem a ameixas, frutos e flores silvestres; e os da casta Alvarinho sabem a avelã e a noz.
Esta sabedoria está derramada num folheto de uma campanha dos supermercados Pingo Doce que parece ter o objectivo de vender vinhos. E digo "parece" porque os exercícios de imaginação a que tanta gente se entrega para pôr os vinhos a saber a tudo menos vinho sugere que a intenção não será bem vender vinho mas talvez... compotas?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Também acho que é "uma ideia de criança" mas...

... Pois, eu também já disse ao banco que "pagar a dívida é ideia de criança" mas acho que não tenho sorte nenhuma e lá terei mesmo de continuar a pagar o empréstimo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sessão sobre o romance policial na Festa de Natal do Comércio de Caldas da Rainha e Óbidos

No próximo sábado, dia 10, às 21h30, falarei sobre o romance policial na feira do livro do Projecto Olha-Te (um movimento da Liga Portuguesa contra o Cancro de apoio às mulheres afectadas pelo cancro da mama) no âmbito da Festa de Natal do Comércio de Caldas da Rainha e Óbidos.
A feira do livro realiza-se na Rua de Camões, 53, nesta cidade, até ao dia 1 de Janeiro, mesmo ao lado da Pastelaria Machado, e tem o apoio dos municípios de Caldas da Rainha e de Óbidos e de outras entidades públicas e privadas.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"Estripador de Lisboa": não me parece que seja este...

... mas isto é, claro, uma mera suposição.

Mais um número da "MUDA magazine"

Já está on line aqui mais um número, o 8, da "MUDA Magazine". Em tempo de escassez de publicações culturais abrangentes e não alinhadas, a "MUDA" é um projecto a acarinhar. E é grátis!
Eu escrevo aqui (e na página seguinte) sobre a ausência de séries "policiais" portuguesas. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E o carro de 86 mil euros foi comprado pelo secretário de Estado... quem?

Um indigitado ministro foi de "vespa" para a tomada de posse, como ministro (portanto, ainda não era), e saiu da cerimónia num carro oficial (depois de já ser ministro).
E apareceu agora num carro que terá o PVP de 86 mil euros. Como se costuma dizer, caíram o Carmo e a Trindade!
Os serviços do seu ministério, o MSSS, esclareceram:
"Pouco depois da tomada de posse o Ministro deixou de ter viatura oficial, em virtude da anterior ter terminado o seu Aluguer Operacional de Veiculo (AOV). O MSSS solicitou por isso à Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), uma viatura, tendo sido indicado que a única disponível de imediato era a viatura referida na notícia, uma vez que, já tinha o necessário concurso de aluguer, lançado e concluído por ter sido efectuado pelo Governo Anterior, sendo na altura, destinada ao então Secretário de Estado da Energia".
O esclarecimento caiu em saco roto. É costume, nestas coisas.
Mas há nele um aspecto que torna mais bizarro o silêncio que o rodeou: é aceitável que um secretário de Estado encomende (e faça o Estado comprar) um carro de 86 mil euros?
E, já agora, quem foi o excelentíssmo secretário de Estado que demonstrou um tão refinado gosto pelo luxo? Sabem? Foram à procura?
Pois foi Carlos Zorrinho, o actual presidente do grupo parlamentar do PS.
As boas almas dos vários "indignados" sectores da nossa "esquerda" parece que fizeram um esforço para não reparar. E a imprensa, que coisa tão bizarra, também não se mostrou nada interessada em, pelo menos, ir saber dos requintados gostos do ex-secretário de Estado.
É estranho, não é?