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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O "meu" 25 de Novembro

Não é bem o meu 25 de Novembro de 1975, propriamente dito (o meu envolvimento nas peripécias dessa data foi mínimo), mas o modo como utilizei a data para uma história.
Em "Vermelho da Cor do Sangue" (a segunda história do inspector Joel Franco e a segunda, também, em que intervém o ex-KGB Ulianov), imaginei um golpe criminoso dado por três militares "revolucionários" para se apoderarem da pequena fortuna que a então União Soviética lhes quis dar para os ajudar a fazer "a revolução", à margem do PCP, que não era o destinatário exclusivo dos apoios soviético.
"Vermelho da Cor do Sangue" (ed. Asa, 2011, número 2 da mini-série "Não Matarás") ainda está à venda.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Sessão sobre o "thriller" em Portugal na Biblioteca Municipal de Cascais

Na próxima sexta-feira, dia 18, a partir das 21h30, falarei sobre o "thriller" em Portugal na Biblioteca Municipal de Cascais (São Domingos de Rana) a propósito de "Vermelho da Cor do Sangue" e da série Não Matarás, cujo terceiro título deverá sair no Verão.
A sessão é organizada pelo poeta Jorge Castro, com o apoio da Comunidade de Leitores de Caldas da Rainha.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Edição espanhola de "Vermelho da Cor do Sangue" já está à venda

Já saiu "Robo a un Banquero", a tradução espanhola de "Vermelho da Cor do Sangue", com referência no site Me Gusta Leer da Random House Mondadori (que o edita através da editora Grijalbo).



O escritor Miguel Ángel Gómez Suárez faz-lhe uma referência elogiosa no seu blogue Me gustan los libros, com a curiosidade de destacar a divisão balcânica de Lisboa em territórios de crime.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Robo a un Banquero" - a edição espanhola de "Vermelho da Cor do Sangue"

Ora aqui está: o anúncio da edição espanhola de "Vermelho da Cor do Sangue", que sairá com o título "Robo a un Banquero" na Grijalbo (grupo Random House Mondadori) já no próximo mês de Abril, no catálogo das novidades editoriais para esse mês.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Porta-Livros põe "Vermelho da Cor do Sangue" nos 10 melhores de 2011

O blogue Porta-Livros (de Rui Azeredo, jornalista, revisor de texto e tradutor) colocou "Vermelho da Cor do Sangue" na lista dos 10 melhores livros lidos em 2011.

É esta a lista completa (link aqui):

1.º A Ilha de Sukkwan – David Vann (Ahab)
2.º Contos dos Subúrbios – Shaun Tan (Contraponto)
3.º Os Demónios de Berlim – Ignacio del Valle (Porto Editora)
4.º O Dois Amigos – Kirmen Uribe (Planeta)
5.º Victoria – Knut Hamsun (Cavalo de Ferro)
6.º O Factor Humano – Graham Greene (Casa das Letras)
7.º O Amanhecer com Monstro Marinho – Neil Jordan (Cavalo de Ferro)
8.º No Meu Peito Não Cabem Pássaros – Nuno Camarneiro (Dom Quixote)
9. º Os Olhos de Allan Poe – Louis Bayard (Saída de Emergência)
10.º Vermelho Cor de Sangue – Pedro Garcia Rosado (ASA)


domingo, 20 de novembro de 2011

Do blogue As Leituras do Corvo, uma apreciação a reter sobre "Vermelho da Cor do Sangue"

Com algum atraso, eis na íntegra uma apreciação feita no blogue As Leituras do Corvo, da autoria de Carla Ribeiro, sobre "Vermelho da Cor do Sangue":

"O objectivo do assalto à casa do banqueiro era apenas roubar as jóias do cofre. Mas as coisas complicam-se quando um dos envolvidos decide levar consigo um passaporte da União Soviética pertencente a um homem desaparecido. Um homem cuja filha tem procurado incessantemente informações sobre o seu paradeiro. O problema é que esse passaporte é também o símbolo físico de um segredo comprometedor para algumas figuras poderosas, que estarão dispostas a tudo para o recuperar.
Destaca-se, desde cedo, nesta leitura, a forma como o autor percorre os pontos de vista das diferentes personagens. Que são muitas. Assim, é necessário um certo esforço, na fase inicial, para captar as posições e ligações dos muitos intervenientes neste mistério e isto resulta num ritmo de leitura que começa por ser bastante pausado. Contudo, assimiladas as circunstâncias das diferentes personagens e estabelecido um ritmo de acontecimentos, cedo a leitura evolui para um ritmo cativante (por vezes, viciante), onde há muito a acontecer, um interessante segredo por desvendar e situações que, de um momento para o outro, podem alterar-se por completo.
Havendo tantas personagens a interagir ao longo da narrativa, é natural que algumas delas tenham um maior desenvolvimento, enquanto que outras permanecem, de certa forma, na sombra. Em termos de construção de personagens, destaca-se de forma notória o misterioso Ulianov, interveniente relutante, mas crucial em todo o enredo. Trata-se de uma personagem com um passado que se evidencia nas suas escolhas e até no seu normal modo de agir. Razões pelas quais também Joel Franco vai cativando a atenção do leitor, tanto através da sua posição no caso como pelas breves referências ao incidente do seu passado.
Fica, pois, uma impressão muito positiva deste livro que, apesar de um início mais lento, rapidamente evolui para uma história envolvente e cheia de surpresas. Uma boa leitura, em suma."

domingo, 6 de novembro de 2011

Apresentação de "Vermelho da Cor do Sangue" na Biblioteca Muncipal de Caldas da Rainha


O maestro Joaquim António Silva, director do Grupo Coral de Os Pimpões (que abriu a sessão), Palmira Gaspar, em representação da Comunidade de Leitores de Caldas da Rainha, e o autor, no sábado, 5 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Do blogue Tralha Útil, um comentário bem interessante sobre "Vermelho da Cor do Sangue"

Um comentário muito interessante a "Vermelho da Cor do Sangue" no blogue Tralha Útil, que reproduzo na íntegra, com o sugestivo título "A partir desta hora, não morre mais ninguém":

"Não sei se o escritor Pedro Garcia Rosado leu os álbuns da Kingpin Books, mas, para lá da homonímia dos inspectores Franco e do género (thriller), as séries C.A.O.S. (BD) e Não Matarás (romances) partilham agora a atenção concedida a personagens russas a viver em Portugal. Garcia Rosado também tem o seu russo “de estimação”, que não se chama Boris Ivanov, mas sim Serguei Tchekhov, um ex-agente do KGB mais conhecido pelo nome de guerra de Ulianov. Criado por Garcia Rosado no livro Ulianov e o Diabo, o ex-KGB regressa em Vermelho da Cor do Sangue (Asa, 2011), o novo volume da colecção Não Matarás, brilhantemente escrito e sempre empolgante. Outra semelhança, mais indirecta, com as pranchas escritas por Fernando Dordio Campos reside no facto de Garcia Rosado remeter igualmente a origem da narrativa para um período da história contemporânea portuguesa, neste caso o PREC. O eventual apoio da União Soviética a um golpe comunista no Portugal de 1975 serve de base à acção. Apesar da premissa não ser muito verosímil, em termos literários revela-se interessante como ponto de partida."

(De facto, não li ainda os álbuns de BD citados mas já percebi que são um trabalho sugestivo.)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Horas extraordinárias

Das referências que vão aparecendo a "Vermelho da Cor do Sangue" farei uma lista mais tarde. Mas esta satisfaz-me muito em especial porque, no panorama da edição em Portugal, é extraordinário poder ter o privilégio de estar a trabalhar com a Maria do Rosário Pedreira.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Vermelho da Cor do Sangue": o 25 de Novembro

Em 25 de Novembro de 1975 estivemos mesmo à beira de uma guerra armada entre facções militares? O PCP quis tomar o poder pela forma das armas? E a extrema-esquerda? Os militares conservadores, o "Grupo dos Nove" e o PS aliaram-se, com o apoio dos EUA, para travar o que parecia ser uma revolução popular?
Em certa medida, e apesar do muito que existe escrito sobre o tema, o 25 de Novembro é um dos enigmas da História portuguesa depois do 25 de Abril. Tendo vivido directamente, em grande parte, o chamado Processo Revolucionário em Curso (PREC), acabei também por viver o 25 de Novembro, integrado numa organização juvenil que chamou os seus militantes para vigiarem a "reacção" e que depois os mandou para casa, sem explicações concretas.
Foi este conjunto de circunstâncias que me levou a pensa no contexto do 25 de Novembro para uma história. Utilizei-o numa história que nunca foi publicada e retomei-o em "Vermelho da Cor do Sangue", enquadrando o que poderia ter acontecido: um grupo organizado de militares a fazer crer aos soviéticos que iam fazer a Revolução e que precisavam de ajuda.
... E não conto o resto para não prejudicar quem gosta de surpresas numa história.

domingo, 28 de agosto de 2011

"Vermelho da Cor do Sangue": o "Barca Velha"

O "Barca Velha" é um vinho tinto emblemático do Douro, famoso pela sua exclusividade (só é engarrafado nos melhores anos) e pelo preço elevado que atinge. É muito bom e eu tive a oportunidade de beber algumas garrafas de colheitas diferentes. É o melhor de todos os vinhos tintos? Longe disso.
O "Barca Velha" tem uma presença distinta no meu livro "Vermelho da Cor do Sangue" nas mãos de um banqueiro que esteve quase a ser preso durante o PREC, em 1975. Serve, depois, de elemento de ligação de um grupo conspirador. Acaba por ser, de certa maneira, um "vinho de missa" para uma congregação muito especial que nasceu na noite de 25 de Novembro desse ano. Mas o velho banqueiro sabe o que faz: o "Barca Velha", pelo seu estatuto, tem uma presença simbólica. Mas há melhor.
A mesma pessoa que me deu a conhecer o "Barca Velha" (um grande amigo, camarada de profissão e mentor em muitas coisas da vida, chamado Luís de Araújo) deu-me a conhecer um vinho tinto de 1973, de um organismo do Ministério da Agricultura chamado Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão. Esse tinto, magnífico, conquistou-me para os vinhos do Dão e, muito francamente, entre ele e os vários "Barca Velha" que bebi... a minha preferência vai para o Dão.
Tenho conhecido muitos vinhos do Dão, onde tento ir todos os anos, e não consigo, hoje, encontrar melhor do que os de uma pequena exploração familiar, a Quinta da Fata, em Vilar Seco (Nelas), onde os seus proprietários, Eurico e Maria Cremilde do Amaral, têm feito um trabalho notável.
E não sei se alguma vez trocaria um "Quinta da Fata" (sobretudo o seu Touriga Nacional) por um "Barca Velha". Parece mal dizê-lo e pensá-lo? Talvez. Até porque, passando das palavras aos actos, sabe melhor bebê-lo e saboreá-lo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"Lisboa, capital do 'thriller'" - entrevista no "Diário Digital"

Há um ano, quando do lançamento de "A Cidade do Medo", respondi a uma série exaustiva de perguntas feitas pelo jornalista Pedro Justino Alves para o "Diário Digital" que saiu aqui, na íntegra, com o título "Lisboa, capital do 'thriller'". Está lá tudo quanto ao projecto iniciado por "A Cidade do Medo" continuado agora com "Vermelho da Cor do Sangue". 

"Vermelho da Cor do Sangue": Ulianov, o ex-KGB

O meu segundo romance, "Ulianov e o Diabo" (2006), tem três personagens principais: um ex-KGB que imigrou para Portugal, um antigo combatente da guerra colonial transformado em sem-abrigo (com a alcunha de "Diabo") e um empresário que, na prática, deserdou os dois filhos.
Apesar de a figura real em que me inspirei ser quase fascinante, não pensei em voltar a pô-lo em cena. Mas Ulianov e o "Diabo"... bem, não me apeteceu afastá-los por completo, como fiz, com outros "heróis", noutras histórias. E se o "Diabo" ficou em Lisboa (há uma referência em "A Cidade do Medo"), Ulianov saiu da cidade, a pensar em regressar à Rússia.
Não deixei, no entanto. E quis recuperá-lo, ou como personagem de uma série de histórias próprias ou, quando a oportunidade surgiu, como "guest star" numa das aventuras do inspector Joel Franco (o "herói" de "A Cidade do Medo" e de "Vermelho da Cor do Sangue").
Com uma intriga adequada (o interesse dos soviéticos nos acontecimentos de 1974 e de 1975 em Portugal), resolvi regressar à sua personagem em "Vermelho da Cor do Sangue".
Casado, com uma filha, Ulianov está, no início da história, no seu sossego doméstico, dando agora pelo seu nome real de Serguei Dennisovich Tchekhov. Mas ainda se recorda dos seus tempos de major no KGB, de militante comunista convicto e fiel (daí o seu "petit nom" com o apelido real de V. I. Lenine), de coronel nas tropas especiais (os temíveis "spetsnaz") e, claro, da sua vida de criminoso, ainda em Moscovo e depois em Lisboa. E vai dar uma ajuda ao inspector Joel Franco, com a sua faca de combate, a NR2.
O regresso de Ulianov, num contexto que não respeita os cânones da literatura nacional "politicamente correcta", é polémico. Mas poderá repetir-se. Talvez Joel Franco volte a precisar de ajuda...

sábado, 13 de agosto de 2011

O que faz um passaporte soviético no cofre de casa de um banqueiro?

Quando um mercenário ucraniano chamado Gengis Khan assalta a casa do banqueiro Ramiro de Sá, deixa atrás de si um mistério, além de um vigilante morto: no cofre do banqueiro encontrava-se o passaporte de Valentin Zadenko, um emissário do Partido Comunista da União Soviética com um carimbo de entrada em Lisboa em 24 de Novembro de 1975.
Enquanto o inspector Joel Franco, da Secção de Homicídios da Polícia Judiciária, começa a investigar as circunstâncias da morte do vigilante, o passaporte torna-se um objecto a que várias pessoas querem deitar a mão: além de Ramiro de Sá, o chefe de uma máfia russa que vive a coberto de uma associação de amizade Portugal-Rússia, um veterano do PCUS que foi colega de Zadenko em Moscovo, dois inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras com propósitos muito pessoais, e ainda Svetlana Zadenko, que vem de Moscovo para Lisboa à procura do pai, com a ajuda de um angolano que estudou em Moscovo e que presta serviços a vários grupos criminosos.
E que beneficia de um apoio inesperado na pessoa de um ex-KGB e ex-spetsnaz chamado Serguei Denisovich Tchekhov, Herói do Povo na ex-URSS e depois criminoso na Rússia e em Portugal e mais conhecido por Ulianov.
E é com a ajuda de Ulianov que Joel Franco vai desenterrar a conspiração criminosa que nasceu no PREC e que envolveu banqueiros, militares revolucionários, o PCUS, gangsters russos e assassinos chechenos... e várias garrafas de "Barca Velha".
Pormenores em… “Vermelho da Cor do Sangue” (n.º 2 da colecção Não Matarás e que se segue a "A Cidade do Medo").
A partir de amanhã, dia 15, nas livrarias. E, para já, de certeza nas FNAC. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

"O romance policial e o crime em Portugal" na X Feira do Livro do Bombarral


É este o tema da sessão que vou animar neste sábado, dia 25, a partir das 21h30, no Palácio Gorjão, no Bombarral.
O convite foi da Câmara Municipal do Bombarral, que inaugura nesse dia a sua décima feira do livro.
Na ocasião, apresentarei também o meu próximo romance, "Vermelho da Cor do Sangue", número 2 da série Não Matarás (Asa), que sai em Julho.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Enigmas portugueses

A morte do então primeiro-ministro Sá Carneiro, em Camarate, foi um atentado (bem sucedido) ou um acidente? Quem eram os outros suspeitos do "pocesso Casa Pia" que não chegaram a ser acusados, e porquê? Quem fez o blog Mui Mentiroso e o que lhe aconteceu? Quem é que esteve realmente, e activamente e com armas, envolvido no 25 de Novembro, em 1975? Qual foi a verdadeira dimensão da intervenção dos serviços secretos dos países do Leste europeu e dos partidos "irmãos" do PCP no PREC?
Noutro país, estes enigmas da História portuguesa teriam dado origem a vários filmes e romances. Por cá, o realizador Luis Filipe Rocha fez, em 2000, "Camarate", um filme bem interessante e estimulante em que aborda o caso da morte de Sá Carneiro. Inspirado pelo "processo Casa Pia", escrevi eu "O Clube de Macau" (2007) e o meu próximo livro, "Vermelho da Cor do Sangue" (em Julho), aborda o 25 de Novembro e algumas peculiaridades da época. Não tenho memória de haver outras iniciativas no domínio da ficção sobre os enigmas da História contemporâna.
O que já de si é um enigma.
Tal como é um enigma a evocação pela imprensa portuguesa de "casos" como o de Dominique Strauss-Khan apenas dos que ocorreram noutros países, ignorando o que aconteceu de parecido em Portugal, a começar pelos "Ballets Roses"...